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Alguns materiais que nos enviaram recentemente.

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Voiceless – Time Is Now [2016]

Segundo disco desta banda que oferece uma pegada moderna e bom trabalho instrumental, com variações e nenhum medo de percorrer o caminho mais acessível e o mais extremo do Metal, com direito a incursões eletrônicas. Composições imaginativas, como “A New Life”, “Chasing Time” – que poderia muito bem entrar em um disco do Crematory ou Amorphis – e “Crowns No More” evidenciam que há capacidade nos envolvidos, com melodias e climas envolventes. Boas variações entre guturais e limpos, porém, os vocalistas derrapam feio na pronúncia do inglês, algo infelizmente ainda comum no cenário nacional. Uma pena, pois faria uma diferença positiva e tanto no resultado final. Mais detalhes no Facebook oficial do grupo.

Nota 6

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Pop Javali – Live In Amsterdam [2016]

Enquanto prepara seu novo álbum de inéditas, o Pop Javali disponibiliza um ao vivo registrado durante show em Amsterdam, Holanda, na turnê europeia realizada no final de 2015. A gravação está um pouco abafada, mas consegue mostrar a capacidade do Hard Rock do trio, com ótimos arranjos de vozes e instrumental coeso. Um aperitivo para quem já está familiarizado enquanto o novo disco de inéditas não vem. Vale destacar as músicas “Road To Nowhere”, que abre o show e “Wrath Of The Soul”, com sua pegada mais metálica. Facebook da banda.

Nota 6,5

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Roth Brock Project – Roth Brock Project [2016]

John Roth (Winger, Starship) e Terry Brock (Kansas, Strangeways) são figuras carimbadas no mundo do Hard/Melodic Rock. Portanto, havia certa expectativa para o que fariam em parceria. A sonoridade é bem voltada às guitarras e oferece bons momentos, como em “Young Gun”, “What’s It To Ya”, “We Are” e “Reason To Believe”, que encerra o tracklist. Não é o que há de mais incrível e falta originalidade em vários momentos. Mas a execução é brilhante – Terry continua cantando muito – e quem é fã dos trabalhos de ambos, terá um exemplar divertido em mãos.

Nota 7,5

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Serious Black – Mirrorworld [2016]

Após o primeiro disco, o Serious Black perdeu seus dois músicos mais conhecidos – o guitarrista Roland Grapow (Masterplan, Helloween) e o baterista Thomen Stauch (Blind Guardian, Savage Circus). Quem curte aquele Power Metal que foi tão popular por esses lados em anos recentes não terá do que reclamar. Músicas como “As Long As I’m Alive” e a faixa-título vão cair facilmente no gosto. Só não espere nada que você nunca tenha ouvido, é clichê até o talo. O que certamente impedirá uma maior projeção do grupo nos tempos atuais.

Nota 6,5

Resenha: Voiceless – Senseless [2015]

voiceless

A musicalidade dos maranhenses do Voiceless é inegável. Praticando um Heavy Metal moderno e agressivo, o quinteto se vale de uma produção de qualidade – algo imprescindível no estilo – em Senseless, seu trabalho de estreia. A alternância de registros vocais casa com a proposta e o instrumental é coeso. Porém, é preciso dar uma caprichada maior no inglês, que fica bem abaixo do que se espera ao arriscar no idioma. Mesmo no encarte há erros de escrita. Ajustada essa questão, dá para pensar em alçar voos maiores. Destaques para as faixas “InSanity”, “The Conquering” e “Voice Of Hope”. O disco pode ser ouvido na íntegra em plataformas digitais ou diretamente no site do grupo.

Nota 6,5

Arthur Tribuzi (vocais)
Alexandre Tanabe (vocais, guitarra)
Chris Wiesen (guitarra)
Raul Tribuzi (baixo)
Filipe Stress (bateria)

01. InSanity
02. End Of Mankind (Your Own God)
03. Senseless
04. Devil Within
05. Age Of Revolution
06. Heartless Machines
07. Messengers Of The Universe
08. The Conquering
09. Voice Of Hope
10. Voiceless