Guitarrista diz que o Thin Lizzy não deve fazer mais turnês

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Após uma série de shows ano passado, celebrando 40 anos dos álbuns Jailbreak e Johnny The Fox, o Thin Lizzy não deve ter mais atividades intensas. “Digo com confiança que não faremos mais turnês. Apenas alguns eventos especiais de vez em quando. Scott (Gorham, guitarrista) tem carregado o legado do grupo e feito um trabalho incrível nas últimas décadas. Se um dia ele sentir que deve fazer algo com o nome Thin Lizzy novamente, vamos realizar”, garantiu o guitarrista Damon Johnson ao Eonmusic.com.

Thin Lizzy: 45 anos de Shades Of A Blue Orphanage

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(lançado em 10 de março de 1972)

Mesmo com a pouca repercussão do trabalho de estreia, o Thin Lizzy seguiu prestigiado junto à gravadora, que bancou um segundo álbum. À época, o trio formado por Phil Lynott, Eric Bell e Brian Downey havia deixado a Irlanda e se estabelecido em Londres. O título Shades Of A Blue Orphanage é uma homenagem às bandas anteriores dos membros: Shades Of Blue e Orphanage. A sonoridade ainda não era a que consagraria o grupo em um futuro próximo. Influências de música celta se juntavam a um Rock and Roll de raiz, com Lynott se valendo de humor e experiências pessoais para criar verdadeiros enredos sobre suas aventuras juvenis em Dublin.

Dá para destacar do tracklist a canção “Sarah”, dedicada à avó do frontman, que o criou junto à mãe. “Buffalo Gal” e “Brought Down” também possuem valor. Anos mais tarde, outra música com o mesmo nome homenagearia uma das filhas de Phil. O desempenho comercial do disco não foi dos mais empolgantes. O jogo começaria a virar ainda no mesmo ano, quando o Thin Lizzy gravou uma versão para a folclórica “Whiskey In The Jar”, que se consagraria como se primeiro grande sucesso. Ao mesmo tempo, o sucesso de grupos como o Deep Purple incentivaria uma série de mudanças – até mesmo de formação – que criariam a banda que o mundo reconhece até os dias atuais.

Phil Lynott (vocais, baixo)
Eric Bell (guitarra)
Brian Downey (bateria)

01. The Rise And Dear Demise Of The Funky Nomadic Tribes
02. Buffalo Gal
03. I Don’t Want To Forget How To Jive
04. Sarah
05. Brought Down
06. Baby Face
07. Chatting Today
08. Call The Police
09. Shades Of A Blue Orphanage

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“Seria errado matar o Thin Lizzy”

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Apesar de o Black Star Riders estar estabelecido e consolidado, o guitarrista Scott Gorham revelou à Classic Rock Magazine que o Thin Lizzy ainda aparecerá em ocasiões especiais. Recentemente, a banda se reuniu para comemorar 40 anos dos álbuns Jailbreak e Johnny The Fox. “Acredito que nunca mais faremos longas turnês. Porém, sempre haverá algum evento especial em que podemos nos reunir. Ainda amamos tocar as músicas. Seria errado simplesmente matar a história do grupo”.

Black Star Riders se desprende do Thin Lizzy

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Prestes a lançar seu terceiro álbum, Heavy Fire, o Black Star Riders já não tem a necessidade de usar o catálogo do Thin Lizzy de forma tão incisiva. “Quando gravamos o primeiro disco, não imaginávamos, mas hoje as bandas são duas entidades independentes. As pessoas nos respeitam pelo que fazemos atualmente, não por prestar tributo a músicas de 40 anos atrás. Não precisamos nos escorar no catálogo do Thin Lizzy, temos material que as pessoas apreciam. Seria um pesadelo se, a essa altura, os fãs não acreditassem em nós”, declarou o vocalista Ricky Warwick ao Music Radar.

Box-set de Phil Lynott trará gravação inédita

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Em 2017, uma caixa especial de Phil Lynott será lançada. O destaque fica por conta de uma versão inédita para “Dirty Old Town”, escrita por Ewan MacColl e consagrada por Luke Kelly. A música deveria ter entrado no segundo álbum solo do músico. Porém, acabou sendo cortada do tracklist definitivo. Brian Downey, baterista do Thin Lizzy, participou da gravação. O registro foi encontrado em um arquivo contendo mais de 150 fitas. Mais detalhes em breve.

Black Star Riders deve tirar Thin Lizzy do setlist quase por completo

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O vocalista Ricky Warwick confessou ao Metal-Rules.com que a turnê do terceiro álbum do Black Star Riders deve tirar o material do Thin Lizzy quase completamente do set. Heavy Fire será lançado sai no dia 3 de fevereiro do próximo ano. “Na excursão anterior, já tocamos apenas três ou quatro. Na próxima deve se reduzir a uma ou duas. Fizemos alguns festivais este ano como Thin Lizzy. Agora, acredito que temos material próprio que é forte o suficiente para se sustentar sozinho”.

Thin Lizzy: 35 anos de Renegade

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(lançado em 15 de novembro de 1981)

No início de 1981, Phil Lynott era um homem de dois projetos – além de consumo desenfreado de narcóticos, o que custaria um preço caríssimo em poucos anos. Além de preparar o novo álbum do Thin Lizzy, estava envolvido em seu segundo disco solo, que contaria com participações dos membros da banda e colegas do passado. O grupo lançou o single “Trouble Boys” para testar o mercado. A música seria carro-chefe do próximo trabalho. Porém, fracassou de forma retumbante, chegando ao número 53 da parada britânica, pior desempenho de uma canção do conjunto desde 1975. A repercussão foi tão ruim que optaram por deixá-la de fora do play. Uma novidade na formação foi a efetivação do tecladista Darren Wharton. Mesmo assim, ele não apareceu nas fotos promocionais, algo com que o próprio confessou ter ficado decepcionado.

Com produção de Chris Tsangarides, que começava a fazer seu nome na cena, Renegade não obteve grande repercussão, alcançando um discreto 36º lugar no Reino Unido, além do constrangedor 157º posto nos Estados Unidos. Algumas músicas conseguiram destaque, como “Angel Of Death”, misturando peso com teclados climáticos e a marcante “Hollywood (Down On Your Luck)”, única a ser usada no formato promocional, se tornando um hit menor. É possível destacar, ainda, sons como “The Pressure Will Blow” e “Leave This Town”. Pouco para uma expectativa de reação que só viria no álbum seguinte, o metálico e derradeiro Thunder And Lightning, com John Sykes assumindo o posto de Snowy White. No fim das contas, ele seria apenas o gol do Oscar na história do Thin Lizzy.

Phil Lynott (vocais, baixo)
Scott Gorham (guitarra)
Snowy White (guitarra)
Brian Downey (bateria)
Darren Wharton (teclados)

01. Angel Of Death
02. Renegade
03. The Pressure Will Blow
04. Leave This Town
05. Hollywood (Down On Your Luck)
06. No One Told Him
07. Fats
08. Mexican Blood
09. It’s Getting Dangerous

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Vocalista do Europe elabora seu Top 10 do Thin Lizzy

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Não é segredo para quem acompanha a carreira de Joey Tempest, vocalista do Europe, sua devoção pelo Thin Lizzy. Na juventude, o cantor chegou a viajar 24 horas em um navio sueco para assistir a banda na Inglaterra. Por isso, a TeamRock Radio pediu que ele fizesse uma lista com seus 10 sons preferidos da carreira do grupo de Phil Lynott. As escolhas foram:

Cowboy Song (Jailbreak, 1976)
Thunder And Lightning (Thunder And Lightning, 1983)
Renegade (Renegade, 1981)
Jailbreak (Jailbreak, 1976)
Black Rose (Black Rose: A Rock Legend, 1979)
Dancing In The Moonlight (Bad Reputation, 1977)
Opium Trail (Bad Reputation, 1977)
Suicide (Fighting, 1975)
The Boys Are Back In Town (Jailbreak, 1976)
Bad Reputation (Bad Reputation, 1977)

Para ler as justificativas (em inglês), clique aqui.

Thin Lizzy: 40 anos de Johnny The Fox

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(lançado em 16 de outubro de 1976)

Com o estouro internacional de Jailbreak, o Thin Lizzy projetava viajar pelo mundo e aproveitar o momento de consagração. A banda tinha uma turnê agendada pelos Estados Unidos, onde abriria para o Rainbow. Porém, os planos foram abortados após o baixista e vocalista Phil Lynott ficar impossibilitado de prosseguir, devido a uma hepatite, o que acabou fazendo com que perdessem o mercado norte-americano para nunca mais recuperar. O tempo de recuperação – interrompido para um show no Hammersmith Odeon – deu ao frontman a possibilidade de preparar mais um álbum. Assim que o frontman foi liberado do tratamento, o grupo se mandou para Munique, fugindo dos impostos britânicos prática então muito comum. A fase de internação foi tão produtiva para Phil que o material era vasto. Apenas cerca de metade das composições acabou entrando na versão final do tracklist.

Três singles foram lançados. O maior sucesso ficou por conta de “Don’t Believe A Word”, o grande clássico do disco, com sua letra amargurada e um solo que frequentemente figura em listas de melhores de todos os tempos. As outras utilizadas no formato promocional foram “Rocky” e “Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed”, a segunda com uma pegada Funk muito consistente. A pesada “Massacre” também caiu no gosto dos fãs, chegando a ser regravada pelo Iron Maiden na década seguinte. Como curiosidade, Phil Collins chegou a participar das sessões, mas ninguém sabe dizer onde exatamente suas contribuições podem ser conferidas. Foi mais um ato de camaradagem, já que ele possuía grande amizade com Lynott. A quase Southern “Borderline” e a pegada trovadora de “Fools Gold” também merecem destaque. Como curiosidade, “Boogie Woogie Dance”, que encerra o play, tem uma citação ao Brasil.

Na Inglaterra, o sucesso foi grande com o álbum chegando ao 11º lugar da parada, turnê com vários shows extras e aparições constantes na mídia. Porém, quando chegou a hora de voltar à terra do Tio Sam, novamente um imprevisto. O guitarrista Brian Robertson sofreu grave lesão em uma das mãos durante briga em um clube de Londres, onde acabou levando uma garrafada. Uma artéria e nervos foram atingidos. O giro precisou ser adiado e foi realizado já em 1977, com Gary Moore atuando como substituto temporário. Brian só retornaria na turnê do disco seguinte, Bad Reputation, que foi registrado como um trio. À época do lançamento, Johnny The Fox foi visto como uma continuação menos inspirada do trabalho anterior. Com o tempo, passou a ter o reconhecimento merecido.

Phil Lynott (baixo, vocais)
Brian Robertson (guitarra)
Scott Gorham (guitarra)
Brian Downey (bateria)

01. Johnny
02. Rocky
03. Borderline
04. Don’t Believe A Word
05. Fools Gold
06. Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed
07. Old Flame
08. Massacre
09. Sweet Marie
10. Boogie Woogie Dance

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Cabeçote: 6 músicas para os 60 anos de Brian Robertson

Ex-guitarrista do Thin Lizzy e do Motörhead, Brian Robertson atingiu o estrelato cedo demais. Dei-me conta disso quando percebi que, nesta segunda-feira (12), o guitarrista faria “apenas” 60 anos. Para efeito de comparação, Phil Lynott teria chegado aos 67 em 2016 se não tivesse falecido.

A pouca idade influenciou para que Brian Robertson não soubesse como se portar com a fama. Ele se tornou alcoólatra aos 20 e teve uma carreira inconstante em função disso. Demorou até que se estabilizasse e, depois da década de 1980, praticamente se contentou a fazer somente participações especiais.

Por outro lado, Brian Robertson tem grandes méritos. Entrou para o Thin Lizzy com apenas 18 anos e foi um dos responsáveis por mudar a cara da banda. Com um jeito peculiar de tocar, desenvolveu uma parceria influente ao lado de Scott Gorham: os dois guitarristas introduziram de vez as guitarras gêmeas ao rock.

No Motörhead, há quem diga que tenha agido de forma errada ao tentar mudar o som da banda. Mas nada era feito no grupo sem o aval de Lemmy Kilmister. E Lemmy aprovou aquela pegada – apesar da ideia de não tocarem mais os clássicos feitos com “Fast” Eddie Clarke não ser das melhores.

Além disso, o único disco do Motörhead gravado cmo Brian Robertson é muito bom. “Another Perfect Day” (1983) se tornou um clássico cult, o tipo de trabalho que merece ser ouvido mais vezes para ser devidamente compreendido.

Em homenagem ao 60° aniversário de Brian Robertson, seis momentos de destaque do guitarrista:

1) Thin Lizzy – “Still In Love With You” (ao vivo): a versão de estúdio desta música, presente no disco “Nightlife” (1974) foi gravada com Gary Moore. Mas ganhou identidade extra quando foi parar nas mãos de Brian Robertson. O registro em “Live And Dangerous” (1978), com seu solo ao meio, é irretocável.

2) Thin Lizzy – “Silver Dollar”: única música composta somente por Brian Robertson no catálogo do Thin Lizzy. Lado B com curiosos momentos que remetem ao reggae.

3) Thin Lizzy – “Don’t Believe A Word”: uma das melhores notas de abertura de um solo que já ouvi. É o suficiente.

4) Wild Horses – “Street Girl”: a parceria entre Brian Robertson e Jimmy Bain não foi das melhores, mas até que rendeu algumas músicas divertidas. “Street Girl” é uma delas.

5) Motörhead – “I Got Mine”: gera estranheza ver o Motörhead bem produzido e com tendências hard rock. Mas “Another Perfect Day” foi o melhor momento “fora da curva” da banda. “I Got Mine”, um rock single com barba, cabelo e bigode feitos, reflete isso.

6) Brian Robertson – “Devil In My Soul”: demorou muito para que Robertson lançasse um disco solo. “Diamonds And Dirt” (2011) mostra suas raízes blues rock. A música “Devil In My Soul”, em especial, é um crossover curioso entre ZZ Top e Led Zeppelin.

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Baixista do Aerosmith e baterista do Judas Priest entram no Thin Lizzy

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O Thin Lizzy confirmou que os shows comemorativos aos 40 anos dos álbuns Jailbreak e Johnny The Fox contarão com uma cozinha (apelido dado à seção rítmica) especial. O baixista Tom Hamilton (Aerosmith) e o baterista Scott Travis (Judas Priest) farão parte da celebração. O grupo havia anunciado Mikkey Dee (Motörhead) nas baquetas, mas ele não poderá participar, por circunstâncias que serão explicadas pelo próprio em breve. Scott não fará um dos shows, que acontece dia 6 de agosto, na Suécia. Ian Haugland (Europe) o substituirá. A formação ainda contará com o vocalista Ricky Warwick, os guitarristas Scott Gorham e Damon Johnson, o tecladista Darren Wharton

Ace Frehley libera cover do Thin Lizzy com participação de Slash

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A versão para “Emerald” estará no álbum Origins Vol. 1.