Guitarrista do Testament defende performance de Metallica e Lady Gaga no Grammy

(via Collectors Room)

O guitarrista do Testament e companheiro da cena da Bay Area do Metallica, Alex Skolnick, postou em seu Facebook um longo texto defendendo a parceria entre o Metallica e Lady Gaga, que sacudiu o palco do Grammy 2017.

Abaixo estão as palavras do músico:

Na teoria, é uma grande ideia, e deveria significar uma espécie de home run para todas as idades. Infelizmente, será eternamente ofuscada pelos problemas com o microfone de James e pela falha na intro – por favor, organização, favor conferir se todos os apresentadores fizeram o seu dever de casa antes de subirem ao palco, ok?

Vi alguns comentários falando que Gaga deixou James largado no palco enquanto ocorriam os problemas com o microfone, que ela poderia ter ajudado e não veio ao seu encontro salvar o dia. Todos estão errados: ela (e todos no palco) usam monitores de ouvido, o que – como qualquer um que já teve a experiência de usá-los pode afirmar – fornece uma mixagem diferente daquela que é entregue ao público. Você não ouve mais nada além daquilo. A primeira coisa que você pensa quando não escuta um vocal ou qualquer outro instrumento é que supostamente ele está lá e que é apenas um problema com os monitores relacionados ao equipamento que você leva na orelha, o que pode acontecer às vezes.

Em outras palavras, ela não tinha ideia do que estava acontecendo e apenas fez os seus vocais. Então, resumindo para quem não curte o trabalho de Gaga e está usando a internet para espalhar xingamentos e ódio, acho que você tem que olhar para alguns pontos:

A) Que outro superstar do pop se atreveria a subir em um palco, ainda por cima do Grammy, com o Metallica ou qualquer outra banda de metal?

B) Quem mais poderia sair de um disco ao lado de Tony Bennett para tocar com o Metallica no momento seguinte, demonstrando amor, respeito e apreço por ambos?

C) Claro, a sua performance talvez tenha sido um pouco exagerada para aqueles que só se interessam pelo Metallica. Mas, novamente, ela é Lady Gaga, afinal das contas

D) Sim, ela faz muito teatro, mas ela também é uma artista que pode te conquistar apenas com sua voz e piano

E) Dado o interesse que Lars tem por ela e pela arte, e de fazer o inesperado na música, faz absolutamente sentido que eles colaborem um com o outro

F) Ela se deu bem na melodia e nos vocais se você deixar as imagens e apenas ouvir o que está acontecendo? Claro que sim! E a música foi muito bem escolhida, também.

A única coisa que eu mudaria além dos acidentes – que foram acidentais, é preciso frisar – é esta: por que pareceu que estava rolando uma aula de zumba lá em cima? De quem foi essa ideia? Colocar verdadeiros fãs em cima do palco, como o Metallica já fez em diversos shows, e não um monte de bailarinas, me parece uma ideia melhor. E o fato de todas as bailarinas estarem vestindo um ‘guarda-roupa de metal’ também ajudou a deixar as coisas meio caricatas. Dito isso, são pequenos ajustes que precisam ser feitos, e tenho certeza que o Metallica e Lady Gaga vão fazer isso novamente.

Para vocalista do Testament, gravação do último disco foi arriscada

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Em conversa com o TurkGitar.net, Chuck Billy relembrou o nada fácil processo de gravação de Brotherhood Of The Snake, álbum mais recente do Testament. “Escrevemos as músicas por dois anos, entre as turnês. Quando Gene (Hoglan, baterista) encontrou um espaço de duas semanas em sua agenda, corremos para o estúdio. Era maio do ano passado. Não tínhamos escolha, estávamos de costas contra a parede. Acabou sendo um processo arriscado, pois se ficasse ruim, não teríamos como consertar. Não é algo que gostaríamos de fazer novamente”.

Para Alex Skolnick, segredo do sucesso é fazer o que quiser

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O canal online da Seymour Duncan perguntou ao guitarrista Alex Skolnick como foi sobreviver aos últimos trinta anos na indústria musical. “Acho que o segredo foi seguir meu próprio caminho. Apesar de ter começado a carreira em uma banda que toca pesado, sempre escutei e toquei qualquer coisa que gostasse. Passei anos fazendo música instrumental e voltei ao Testament quando ninguém imaginava. Faço o que quero. O segredo é seguir a paixão e não fazer o que os outros esperam. Só assim para continuar nesse mercado louco”.

Kanye West é fotografado com camiseta do Testament e o mundo sofre hecatombe

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O músico Kanye West foi fotografado usando uma camiseta do Testament ao sair de um jantar no último domingo, na Califórnia. Não é a primeira vez que ele é flagrado usando camisetas vintage de bandas de Metal. Obviamente, os “trve warriors of the kvlt” não gostaram. O guitarrista Alex Skolnick se manifestou nas redes sociais. “Oh não, ele não fez isso. Esperem, ele fez! Meu Deus. Esse clã de decrépitos deve ter pego uma pilha de camisetas velhas, a mesma em que Kourtney K escolheu uma do Slayer. Parece ter se tornado uma moda, quem imaginaria? É inconcebível para mim que essas pessoas saibam quem diabos são essas bandas. Talvez ele pense que se trata de algo religioso, não seria a primeira vez que isso acontece. Quer dizer, isso se ele pensar, o que não parece, de acordo com os últimos acontecimentos em sua vida. Que época estranha”.

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Testament, Sepultura e Prong em turnê conjunta

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O Testament confirmou Sepultura e Prong como convidados de sua próxima turnê norte-americana. Serão 36 apresentações entre 6 de abril e 20 de maio. Será que veremos Chuck Billy cantando “Choke”, música com a qual fez o teste para entrar na banda brasileira vinte anos atrás? Há duas possibilidades: 1) Sim; 2) Não.

Vocalista explica porque o Testament lança discos no esquema Copa do Mundo

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Entre Dark Roots Of Earth e Brotherhood Of The Snake, álbuns mais recentes do Testament, houve um intervalo de quatro anos. O MetalAssault.com perguntou a Chuck Billy se o cantor não sente falta dos tempos em que a banda lançava novidades com mais frequência. “No passado, morávamos perto uns dos outros, era mais fácil ensaiar. Agora, todos precisam pegar voos. De qualquer modo, desta vez não foi algo planejado. Não esperávamos demorar tanto. A ideia inicial era ter um intervalo de dois anos, mas não aconteceu”.

Guitarrista preferia que o Testament tivesse experimentado mais em novo disco

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O guitarrista Alex Skolnick falou à Spark TV sobre a sonoridade mais direta de Brotherhood Of The Snake, novo álbum do Testament. “Há grandes discos nesse estilo, como os do AC/DC. Pessoalmente, gosto de ser um pouco mais experimental. Curto coisas diferentes, como ‘Dangers Of The Faithless’, do disco The Formation Of Damnation (2008). Ela tinha acordes e tempos diferentes do usual. Mas tudo bem, não preciso fazer isso em todos os trabalhos”.

Resenha: Testament – Brotherhood Of The Snake [2016]

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Poucas bandas envelheceram com tanta qualidade quanto o Testament. O grupo comandado por Chuck Billy e Eric Peterson soube adaptar seu Thrash Metal aos novos tempos, oferecendo um disco bom atrás do outro. Mesmo assim, houve certa apreensão ao ler as primeiras entrevistas sobre o 11º trabalho de inéditas. O vocalista admitia que o processo não tinha sido dos mais fáceis, tanto pelo fato de seu parceiro ter se isolado na hora de compor como pelo grupo não ter saído da estrada desde o lançamento de Dark Roots Of Earth, que saiu em 2012. Sendo assim, todas as dez faixas que entraram no tracklist final foram assinadas por Peterson – duas delas, em parceria com Alex Skolnick. A tendência de isolamento do músico já havia se mostrado no play anterior e se fortaleceu no atual. Mesmo assim, não dava para julgar baseado na opinião de alguém com um envolvimento emocional tão forte com a obra.

O fato é que The Brotherhood Of The Snake mantém o nível altíssimo, com pancadas certeiras, como a faixa-título, que mistura a pegada dos trabalhos recentes com uma melodia tipicamente oitentista. E sem soar datada, o que é mais importante. “The Pale King” promove algumas variações e vocais narrados, enquanto “Stronghold” mete o pé no acelerador sem menor constrangimento. O tempero inglês nas guitarras de “Seven Seals” se destaca. Uma canção que poderia estar nos primeiros álbuns do grupo. A cadência de “Born In A Rut” prepara terreno para “Centuries Of Suffering”, a mais curta do play, que tem tudo para promover uma correria durante os shows, com mais uma performance impecável de Chuck Billy, alternando registros e mostrando ser dono de uma garganta privilegiada. Para arrematar, ainda há Gene Hoglan encaixando blast beats – algo que aparece bem menos neste disco, em comparação ao anterior.

A seguir, “Black Jack”, pessoalmente, a preferida do tracklist, trazendo Skolnick e Peterson alternando fraseados com maestria e uma pegada percussiva fulminante. O Heavy mais tradicional volta à tona em “Neptune’s Spear”, com um twin guitar attack no solo que deixaria Glenn Tipton e K.K. Downing (Judas Priest) orgulhosos. Chuck discorre sobre seu trabalho paralelo na letra de “Canna-Business” – ele vende vaporizadores para consumidores legais de cânhamo nos Estados Unidos. Encerrando, “The Number Game” reúne todas aquelas características inerentes ao Thrash californiano. Em termos de sonoridade, Brotherhood Of The Snake se mostra menos aventureiro, em comparação a seus antecessores diretos. Mesmo assim, a qualidade segue alta, mantendo o Testament como uma das bandas mais relevantes de sua época nos tempos atuais. Talvez a tensão tenha rendido bons frutos a curto prazo. Mas que fique por isso mesmo.

Nota 9

Chuck Billy (vocais)
Eric Peterson (guitarra)
Alex Skolnick (guitarra)
Steve DiGiorgio (baixo)
Gene Hoglan (bateria)

01. Brotherhood Of The Snake
02. The Pale King
03. Stronghold
04. Seven Seals
05. Born In A Rut
06. Centuries Of Suffering
07. Black Jack
08. Neptune’s Spear
09. Canna-Business
10. The Number Game

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Novo do Testament é o álbum independente mais vendido nos Estados Unidos

Testament

Brotherhood Of The Snake, novo disco do Testament, vendeu 16.975 cópias em sua semana de lançamento nos Estados Unidos. O desempenho garantiu à banda o 20º lugar no Top 200 da Billboard, além do 1º posto no chart Independent Albums. Dark Roots Of Earth, trabalho anterior, teve 20.500 unidades comercializadas no mesmo período, estreando no 12º lugar, além do mesmo topo na parada alternativa.

5 discos essenciais de guitarristas segundo Alex Skolnick

alex skolnick

Em mais uma lista da TeamRock Radio e adjacentes, Alex Skolnick (Testament) escolheu cinco álbuns que fizeram a diferença em sua evolução.

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Van Halen – Van Halen I (1978): “O disco que me fez querer tocar guitarra solo. Muitas pessoas se focam no fato de Eddie usar a técnica das duas mãos no braço do instrumento, mas ele fez muito mais. Trouxe uma abordagem diferente na hora de solar. Seu senso de tempo, o equilíbrio perfeito entre técnica e melodia são únicos”.

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Jimi Hendrix – Are You Experienced (1967): “O conheci depois do Van Halen, através de amigos mais velhos. Me conquistou na primeira escutada. Uma maravilhosa combinação de Blues e Rock And Roll. Sem regras. Ainda hoje, há algo mágico e único no que Hendrix fez”.

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Jeff Beck – Blow By Blow (1975): “Ouvir este disco faz você melhorar enquanto músico. Jeff Beck funciona em qualquer situação musical que você o colocar. Faz tudo que sabe sem obscurecer sua banda, toca junto com eles”.

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Pat Metheny – Bright Size Life (1976): “Teve o mesmo impacto do Van Halen quando escutei pela primeira vez. Metheny era jovem à época do lançamento e já fazia coisas incríveis. Tocava com Jaco Pastorius, dá para imaginar o que acontecia, uma combinação sublime”.

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B.B. King – Live In Cook County Jail (1971): “Poderia escolher qualquer disco dele, mas este é especial, por ter sido um show na prisão. É difícil capturar a atmosfera de uma performance ao vivo numa gravação, mas este aqui consegue”.

Chuck Billy acha que baixista se arrependeu de deixar o Testament

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O vocalista Chuck Billy falou ao Metal Forces sobre os recentes ataques do baixista Greg Christian ao Testament. Através das redes sociais, o músico atacou os líderes da banda, por supostamente se apropriarem de dinheiro a que ele tinha direito. “Eric (Peterson, guitarra) e eu somos os donos do grupo. Greg saiu por nove anos e quis ter direitos iguais ao voltar. Nunca oferecemos isso, não iria acontecer. Seguramos o barco quando eles saíram. Isso foi nos anos 1990, a fase mais difícil para o Heavy Metal e não ganhamos nenhum dinheiro. Deixamos claro que pagaríamos um salário, fosse ele, Steve DiGiorgio ou qualquer outro baixista. Gene Hoglan, Steve e Alex Skolnick fazem outros trabalhos fora da banda e possuem total liberdade para isso. Talvez Greg tenha se arrependido de sair. Viajou pelo mundo e não precisava de outro emprego, o que era muito bom”.

Novo clipe do Testament

“The Pale King”, do álbum Brotherhood Of The Snake.