Derrick Green sente falta do analógico

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Em aparição na rádio Cambridge 105 FM, o vocalista Derrick Green (Sepultura) falou sobre o alto uso de softwares de gravação e a crescente digitalização da música. “Talvez uma pessoa leiga não consiga ouvir a diferença, mas sinto falta do som analógico. Porém, é mais prático usar um Pro Tools, acelera o processo de gravação, você pode experimentar várias coisas e não precisa se preocupar tanto com o processo. É muito mais caro fazer tudo no analógico”.

Resenha: Sepultura – Machine Messiah [2017]

sepultura messiah

O Sepultura é mais uma daquelas bandas que, faça o que fizer, será escorraçada por fãs “das antigas” na base do “não ouvi e não gostei”. Porém, há de se convir que o grupo lançou discos que, se não chegam ao nível de seus grandes clássicos, são extremamente consistentes – especialmente os dois mais recentes, Kairos e The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart. Em sua nova empreitada, o quarteto resolveu trabalhar com o produtor sueco Jens Bogren, um dos nomes mais conceituados na geração metálica das últimas décadas. Ao ouvirmos as primeiras amostras, ficou claro que a ideia foi experimentar. Só não se tinha noção do quanto até ouvir a obra completa. O resultado pode ser conferido em Machine Messiah, cuja temática lírica reflete sobre o atual comando das máquinas sobre o ser humano.

A faixa-título abre o play com guitarras e vocais limpos na introdução, evidenciando um lado melódico e melancólico poucas vezes explorado anteriormente. Momento de grande competência, que irá assustar os conservadores ainda mais que o normal. A situação volta ao habitual em “I Am The Enemy”, com seus dois minutos e meio de pura agressividade. O trabalho percussivo de “Phantom Self”, aliado a um arranjo de cordas que remete a temas do Oriente Médio, ajudam a tornar a música mais interessante do que sua estrutura básica sugere. “Alethea” se destaca pelos ritmos quebrados e a performance de Derrick Green, em uma daquelas criações que só um entrosamento acima da média permite. Já a instrumental “Iceberg Dances” traz a anteriormente noticiada busca por influências na música nordestina. Pela propaganda alardeada, esperava mais. Momento interessante, mas nada de muito destaque.

Mais longa do tracklist, ultrapassando seis minutos, “Sworn Oath” imprime dramaticidade, sendo o que de mais próximo o Sepultura chegou de uma trilha de cinema em sua carreira, com a força dos arranjos oequestrados. “Resistant Parasites” é mais direta, com Eloy Casagrande impondo sua pegada com maestria. Algo mais familiar surge em “Silent Violence”, que poderia ter entrado em outro dos plays recentes. Andreas Kisser se vale de dobras de guitarras que ficaram muito interessantes. Da mesma forma, “Vandals Nest” convida o ouvinte a bater cabeça e acompanhar o riff com sua air guitar. Novamente, Derrick se vale de vocais limpos, que se encaixaram perfeitamente. Para encerrar, “Cyber God” serve como fechamento de um ciclo, se valendo de algumas características usadas lá no início do álbum.

O Sepultura correu risco calculado em Machine Messiah e soube explorar o que Jens Bogren tinha a oferecer. Deve ser exaltado pela coragem de buscar diferentes influências, algo que uma carreira sólida permite. É difícil imaginar boa parte do conteúdo aqui presente sendo executado ao vivo – embora confesse ter ficado curioso por saber como seria sua execução na íntegra em um evento especial, ao lado de uma orquestra. Porém, vale citar que, a essa altura, com um catálogo tão forte, a banda pode experimentar sem pensar muito nessa situação. Pessoalmente, o considero um pouco abaixo de seus dois antecessores diretos. Porém, ainda assim, um trabalho que merece várias ouvidas atentas, para que possa ser compreendido e absorvido de maneira mais exata.

Nota 8

Derrick Green (vocais)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Júnior (baixo)
Eloy Casagrande (bateria)

01. Machine Messiah
02. I Am The Enemy
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. Sworn Oath
07. Resistant Parasites
08. Silent Violence
09. Vandals Nest
10. Cyber God

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Kiko Loureiro e Andreas Kisser se apresentam juntos no Brasil Guitarras

Durante o Brasil Guitarras, realizado em Salvador no último sábado, Kiko Loureiro e Andreas Kisser realizaram um duo. Eloy Casagrande e Felipe Andreoli também participaram.

Sepultura buscou influências no nordeste em música do novo disco

sepultura nordeste

O guitarrista Andreas Kisser falou ao site australiano The Rockpit sobre “Iceberg Dances”, música instrumental presente em Machine Messiah, novo disco do Sepultura. “A concepção vem da ideia de usar violão clássico junto à banda. Sempre usei em intros ou composições já direcionadas para o acústico. Desta vez, quis juntá-lo ao convencional. Usamos ritmos e melodias brasileiras tradicionais da região nordeste, que é um local muito rico em relação a diferentes ritmos, até mesmo em termos de gastronomia. É como se fosse um pequeno país por si só. Exploramos o que a cultura deles tinha a oferecer. Fico feliz que o clássico tenha se encaixado tão na proposta”.

“Cite uma grande música que o Sepultura escreveu após minha saída”

O Metal-Rules.com perguntou a Max Cavalera se houve algum feedback do Sepultura em relação ao sucesso da turnê Return To Roots. “Não ouvi nada, mas tenho certeza que não estão felizes. Mas há algo que preciso falar sobre eles: cite uma grande música que escreveram após minha saída. Diga um grande álbum. Desconheço. Não há uma canção que tenha se tornado tão popular quanto ‘Roots Bloody Roots’. Seja o que estiverem fazendo, não sei como conseguem continuar”.

Andreas Kisser estranha Cavaleras tocando Roots na íntegra

cavaleras roots

A Loud Magazine, da Austrália, perguntou como Andreas Kisser se sente ao ver Max e Iggor Cavalera tocando o álbum Roots na íntegra em atual excursão. “Se eles acham que é bom para suas carreiras, tudo bem, não me importo, façam o que bem entender. Só é estranho, pois eles saíram do Sepultura para fazer os projetos que possuem atualmente e agora estão tocando Sepultura. Não entendo essa atitude. Mas tudo bem, todo mundo é livre para fazer o que bem entender”. O Sepultura lança seu novo álbum, Machine Messiah, nas próximas semanas.

Andreas amou Hardwired…

andreas hardwired

Em entrevista à Metal Temple Magazine, Andreas Kisser falou sobre suas impressões em relação a Hardwired… To Self-Destruct, novo álbum do Metallica. “Amei, acho que é o melhor disco que fizeram em muito tempo. Gosto mais que Death Magnetic, ele parece mais solto, parece que estão realmente apreciando, escrevendo música sem outras preocupações. É uma banda fantástica que ainda influencia muitos. Mercem tudo que conquistaram”.

Sepultura exalta trabalho “fantástico” com produtor

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O guitarrista Andreas Kisser falou ao Silver Tiger Media, da Austrália, sobre o trabalho do Sepultura com o produtor Jens Bogren em Machine Messiah. E deixou claro que a experiência não poderia ter sido melhor. “Foi fantástico, desde o primeiro dia sentimos a química. Falávamos a mesma língua e queríamos ir na mesma direção. Conversamos com bandas que tinham trabalhado com ele, como Moonspel, Kreator, Opeth e Angra. As referências eram sempre positivas. Além disso, pudemos gravar na Suécia. Desde Chaos A.D. não trabalhávamos em um disco na Europa. Foi ótimo voltar e sentir uma nova vibração. A escolha perfeita”.

Força do Metal sueco fez Sepultura ir atrás de produtor

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O vocalista Derrick Green explicou ao Metalholic.com o que fez o Sepultura escolher o produtor Jens Bogren para trabalhar em seu novo disco, Machine Messiah. “Visitei a Suécia alguns anos atrás e fiquei impressionado com o que ouvi da cena local. Havia algo especial. Comecei a analisar alguns nomes e pensei que seria bom para a banda fazer algo diferente. Jens trabalhou com diferentes artistas, incluindo outra banda brasileira (nota: o Angra, no álbum Secret Garden), que acabou sendo nossa ligação mais próxima. Assim que começamos a trabalhar nas demos, tivemos uma ótima conexão, tudo fluiu. Ele é um grande produtor, meticuloso, nos inspirou e fez com que buscássemos diferentes elementos”.

Novo clipe do Sepultura

“Phantom Self”, do álbum Machine Messiah.

“Fake News” faz parte da inspiração para o novo trabalho do Sepultura

sepultura

Machine Messiah, novo álbum do Sepultura, aborda a forma como as pessoas se deixam dominar pela tecnologia no mundo atual. Entre os grandes problemas, está a disseminação de falsas notícias. “É um fenômeno mundial. Muitas pessoas acreditam em qualquer coisa que leem, espalham sem pesquisar. É assustador, uma forma de manipulação em massa. Precisamos questionar tudo, é uma atitude saudável”, declarou o vocalista Derrick Green ao AXS.com. O disco sai no dia 13 de janeiro.

Max acha que reunião do Sepultura seria ótima, mas não acredita que vai rolar

max sepultura

A Metalpaths TV, da Grécia, perguntou a Max Cavalera qual seria sua reação caso Andreas Kisser o convidasse para uma reunião da formação clássica do Sepultura. “Fosse pelos motivos certos, seria ótimo. Porém, no momento não precisamos disso. A turnê Return To Roots provou que os fãs nem se importam, desde que Iggor e eu estejamos juntos. É quase como se a reunião já estivesse acontecendo. Não acho que chegará o dia em que nos reencontraremos, pois conheço Andreas. Porém, caso aconteça, será de maneira apropriada”.