Paulo considera novo disco o melhor do Sepultura com Derrick nos vocais

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O Metal Assault pediu que o baixista Paulo Xisto Júnior deixasse suas impressões sobre Machine Messiah, mais recente álbum do Sepultura. “Para mim, é a melhor sonoridade que alcançamos nos últimos tempos. Definitivamente, é o mais forte que fizemos com Derrick nos vocais. As composições se encaixam e se completam, criando um trabalho único. Estou realmente gostando de tocar e escutar as músicas. Há artistas que se cansam dos próprios álbuns, mas ele ainda soa muito novo para mim”.

Sepultura planeja turnê europeia com bandas latinas de Metal

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O guitarrista Andreas Kisser revelou à rádio WSOU, de New Jersey, Estados Unidos, que o Sepultura está planejando uma nova turnê europeia. A ideia é levar junto bandas de Metal que tenham conexões latinas. “Inicialmente seria ainda em 2017, mas vamos adiar para o próximo ano. A proposta é reunir grupos brasileiros, argentinos, até americanos que se encaixem no contexto. É um velho sonho que nunca conseguimos realizar. Nos cobravam isso no passado e, agora, acho que estamos em uma posição que nos permite fazer. Esperamos, depois, levar ao resto do mundo, seria ótimo”.

Para Andreas, fãs do Sepultura “só das antigas” esperam por algo que não existe mais

O guitarrista Andreas Kisser falou ao TheClassicMetalShow.com sobre o fato de alguns fãs não darem uma chance à formação atual da banda. “Eles apenas pararam no tempo e esperam por algo que não existe mais. Sigam em frente. Respeitem o que acontece no presente. Você não precisa ser um fã, mas não tente fazer parecer que a culpa é nossa”.

Cabeçote: 15 discos de rock/metal já lançados em 2017 – e o que achei deles

O ano de 2017 começou menos intenso em termos de lançamentos de discos se comparado a 2016. Poucas bandas grandes divulgaram seus trabalhos até então.

Ainda assim, sempre há alguém fazendo um bom trabalho em alguma parte do mundo. Veja, abaixo, o que achei sobre 15 discos de rock/metal lançados no primeiro trimestre de 2017. A lista está organizada em ordem alfabética.

Battle Beast – “Bringer Of Pain”: A imprensa especializada em metal tem criticado este disco por soar um pouco mais hard rock/heavy tradicional que os antecessores. Para mim, este é, justamente, um fator positivo: a pegada power metal deu espaço a um hard melódico, acentuado pelos ótimos vocais de Noora Louhimo. Um dos grandes lançamentos deste primeiro trimestre.

Black Star Riders – “Heavy Fire”: Fui surpreendido logo quando pensei em desistir do Black Star Riders. Os dois discos lançados anteriormente soavam como uma cópia barata do Thin Lizzy. Por pouco, dispensei “Heavy Fire”, mas ainda bem que decidi escutá-lo. Trata-se de um trabalho consistente e mais inventivo, apesar das influências de Phil Lynott seguirem pulsantes por aqui.

Blacktop Mojo – “Burn The Ships”: Uma das surpresas dessa lista. O segundo disco desta banda texana mostra que é possível fazer stoner rock/metal com vocais de qualidade – para muitas bandas, isto parece algo impossível. A pitada southern de algumas faixas é um atrativo extra. Muito bom disco.

Eclipse – “Monumentum”: Já faz algum tempo que o Eclipse tem se destacado com ótimos lançamentos. Ainda que “Monumentum” não garanta tantas surpresas, é um trabalho mais maduro. O hard rock tipicamente escandinavo praticado pela banda sueca tem ganhado cada vez mais consistência. Altamente cantarolável.

Horisont – “About Time”: Com forte influência do rock praticado na década de 1970, o Horisont consegue uma textura empoeirada até na produção de seus discos. “About Time” apresenta esta característica aliada a boas músicas. De tão vintage, chega a soar alternativo. Eu, particularmente, gostei. Apesar de não ter nada inovador por aqui, é um disco atípico para 2017.

House Of Lords – “Saint Of The Lost Souls”: Depois de fazer o mesmo disco várias vezes, James Christian e seus asseclas, enfim, apresentaram algo diferente, apeasr de ainda aquém do que já ofereceram no passado. “Saint Of The Lost Souls”, 11° disco de estúdio do House Of Lords, segue em uma veia melódica, que, por vezes, chega a flertar com o metal. O grande trunfo por aqui é a aposta em arranjos menos tradicionais. Graças a eles, por vezes, até esquecemos o quão ruim é a produção – bateria e teclados soam mais computadorizados que a voz de Sebastian Bach na atual década.

Jack Russell’s Great White – “He Saw It Comin'”: Jack Russell e Great White não combinavam mais. A separação foi a melhor opção para ambos os lados: Russell seguiu em carreira semi-solo (já que ainda usa o nome do ex-grupo), enquanto a banda seguiu com Terry Ilous. Apesar de soar sem inspiração em alguns momentos, “He Saw It Comin'” é o melhor que Jack Russell pode oferecer a esta altura do campeonato: rock de melodias canastronas, instrumentais básicos e bons refrães.

KXM – “Scatterbrain”: Precisamos de mais projetos como o KXM. O hard alternativo feito pelo trio, formado por dUg Pinnick (King’s X), George Lynch (Lynch Mob) e Ray Luzier (Korn) é simplesmente incrível. “Scatterbrain” reafirma o que o disco de estreia, lançado em 2014, havia apresentado: instrumental técnico e arrojado, melodias fora do padrão e performances individuais de cair o queixo.

Mastodon – “Emperor Of Sand”: Tem sido cada vez mais difícil classificar o Mastodon em um subgênero do metal, ou até mesmo do rock. Ainda bem que é assim: mostra que a banda está cada vez mais original. “Emperor Of Sand” é um disco muito contemporâneo que exibe diversas influências – do hard ao progressivo, do heavy tradicional ao groove e por aí vai – em um corpo homogêneo, com melodias grudentas, refrães poderosos e letras que merecem atenção.

One Desire – “One Desire”: Até o momento, a revelação do hard rock neste ano. Músicos de distintas raízes se uniram a este projeto: André Linman já é ligado ao hard rock por meio de sua outra banda, o Sturm und Drang, enquanto o baixista Jonas Kuhlberg tem conexões com o power metal e o guitarrista Jimmy Westerlund já produziu de Good Charlotte a Pitbull. Em seu disco de estreia, o grupo finlandês aposta na vertente mais melódica do hard rock. O diferencial está em Linman, um grande cantor, e nas composições – boa parte tem cara de hit.

Overkill – “The Grinding Wheel”: Uma das bandas mais consistentes do thrash metal, o Overkill lançou seu 18° disco de estúdio com o mesmo vigor dos primeiros. “The Grinding Wheel” reforça a identidade do grupo, que toca thrash metal de pegada mais direta. Graças ao repertório e à ótima produção, pode ser considerado, facilmente, um dos melhores da extensa carreira do Overkill.

Sepultura – “Machine Messiah”: O Sepultura vive um grande momento. Cada disco lançado com Derrick Green mostra um passo adiante em qualidade e inventividade. “Machine Messiah” alia um groove metal muito bem tocado a certa sofisticação, seja pelas letras, pelos vocais menos gritados ou até por momentos orquestrados. O ar levemente experimental e a própria batuta do bom produtor sueco Jens Bogren fizeram com que o quarteto soasse renovado neste disco.

Stephen Pearcy – “Smash”: Pearcy disse, em determinadas entrevistas, que Bobby Blotzer nunca compôs uma nota sequer para os discos do Ratt. No entanto, “Smash” também coloca em prova a capacidade criativa de Stephen. Comparado ao que foi feito com o Ratt, “Smash” é fraquíssimo. A péssima produção só piora: parece ter sido gravado de forma amadora. O repertório não cativa e Pearcy mostra que já não consegue cantar mais, nem com retoques de estúdio.

Tokyo Motor Fist – “Tokyo Motor Fist”: O primeiro disco do supergrupo formado por Ted Poley (Danger Danger), Steve Brown (Trixter), Greg Smith (Alice Cooper, Rainbow) e Chuck Burgi (Rainbow, Blue Öyster Cult) é bem bom. Divertido, ganchudo e repleto de refrães grudentos. Soa como uma continuação de “Revolve”, último disco do Danger Danger, mas com menos teclados. Merecia uma produção melhor, mas ficou bom do jeito que está.

Unruly Child – “Can’t Go Home”: Assim como “Smash”, de Stephen Pearcy”, o novo álbum do Unruly Child é outro disco gravado de forma muito amadora. Compromete o repertório que, se não é genial, ao menos atende à média do AOR contemporâneo. Os teclados de músico que toca em churrascaria barata e os backing vocals quase techno de tão editados tiram o charme de um álbum que poderia ter a sempre imponente voz de Marcie Free como destaque. Em faixas mais clean, como “See If She Floats”, é possível ver o potencial perdido por aqui.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Agora vai? Andreas Kisser fala sobre documentário do Sepultura

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O tão esperado documentário do Sepultura parece ter dado mais um passo à frente. O guitarrista Andreas Kisser falou ao Metal-Heads.de que a banda finalmente encerrou as filmagens. “O diretor nos acompanhou pelos últimos sete, oito anos, em diferentes turnês. Filmamos na Indonésia, Europa, Estados Unidos, coletamos entrevistas com músicos, roadies, pessoas diferentes. Acho que ficará muito interessante, não apenas para o público do Metal, mas espectadores em geral, que se interessarem pela trajetória de uma banda brasileira e seus trinta anos de estrada. Em abril ou maio teremos mais notícias, incluindo a data oficial de lançamento”.

As dez melhores do Testament segundo Derrick Green

Enquanto o Sepultura se prepara para uma turnê norte-americana com o Testament, Derrick Green elaborou um Top 10 dos companheiros de viagem. As músicas que entraram na lista foram:

1. Brotherhood Of The Snake (Brotherhood Of The Snake, 2016)
2. Native Blood (Dark Roots Of Earth, 2012)
3. Over The Wall (The Legacy, 1987)
4. The New Order (The New Order, 1988)
5. Burnt Offerings (The Legacy, 1987)
6. Practice What You Preach (Practice What You Preach, 1989)
7. The Pale King (Brotherhood Of The Snake, 2016)
8. Sins Of Omission (Practice What You Preach, 1989)
9. More Than Meets The Eye (The Formation Of Damnation, 2008)
10. Electric Crown (The Ritual, 1992)

O Top 10 do Sepultura segundo Chuck Billy

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É conhecida a história de que Chuck Billy, vocalista do Testament, chegou a fazer um teste para substituir Max Cavalera no Sepultura. Como as duas bandas farão uma excursão norte-americana juntas nos próximos meses, o cantor escolheu seu Top 10 do grupo brasileiro. As faixas escolhidas foram:

1. Refuse/Resist (Chaos A.D., 1993)
2. Nomad (Chaos A.D., 1993)
3. Territory (Chaos A.D., 1993)
4. Roots Bloody Roots (Roots, 1996)
5. Arise (Arise, 1991)
6. Beneath The Remains (Beneath The Remains, 1989)
7. Born Strong (Kairos, 2011)
8. Choke (Against, 1998)
9. Against (Against, 1998)
10. Phantom Self (Machine Messiah, 2017)

“Derrick foi a escolha certa para o Sepultura”

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Em entrevista ao EonMusic.com, Andreas Kisser refletiu sobre a escolha de Derrick Green para o posto de vocalista do Sepultura, realizada vinte anos atrás. Machine Messiah, álbum mais recente, é o oitavo com o cantor. “Definitivamente, foi a escolha certa para a banda. Ele mostrou o nosso futuro. Não estávamos interessados em uma cópia de Max. Buscamos fugir da ideia de arrumar um clone. Ouvimos vários candidatos, até caras como Chuck Billy, do Testament, tentaram. Mas queríamos alguém novo no negócio. Derrick foi sugestão de Mike Glitter, amigo em comum entre nós que trabalhava na Roadrunner. Quando ouvimos sua fita, sentimos que poderia cantar de maneira ríspida, mas também oferecer novas possibilidades com melodias”.

Andreas Kisser diz que haters do Sepultura são bem-vindos

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O United Rock Nations questionou o guitarrista Andreas Kisser sobre a recepção dos fãs a Machine Messiah, novo álbum do Sepultura. “Tem sido incrível, muito positiva. É legal que os fãs tenham evoluído conosco. Claro que há os haters, eles são bem-vindos (risos). Fazem parte da base de fãs, falam merda sobre nós, mas ainda assim escutam nossa música. Mas, no geral, a resposta foi incrível, estamos muito felizes e motivados”.

Andreas Kisser responde Max Cavalera sobre o Sepultura não ter feito nada bom após sua saída

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No final do ano passado, repercutiu a declaração de Max Cavalera sobre o Sepultura não ter feito nada de bom após sua saída. Questionado pelo jornalista polonês Adam Drygalski, Andreas Kisser preferiu não jogar mais lenha na fogueira. “Simplesmente não me importo. É a opinião dele. Muitos pensam da mesma forma, mas e daí? Tenho muito orgulho do que alcançamos. Estamos celebrando trinta anos de carreira, não apenas quinze ou vinte. Vemos o Sepultura como um todo, uma carreira completa. Ao vivo, tocamos músicas de todos os discos, independente de formação ou gravadora”.

“Não se deve ter medo de arriscar a própria arte”

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O guitarrista Andreas Kisser falou ao Hi-Fi Way: The Pop Chronicles sobre as mudanças musicais na carreira do Sepultura. Machine Messiah, trabalho mais recente, mostra a banda explorando sonoridades diferentes do que alguns fãs poderiam esperar. “Penso ser uma evolução. Estamos no palco quase todo dia, nos últimos três anos visitamos vários lugares e pudemos coletar informação, interesses e ideias que nos motivam a entrar em estúdio. Gosto de pensar como Pablo Picasso. Se ele tivesse seguido as regras tradicionais, teria encontrado novas possibilidades? Não se deve ter medo de arriscar a própria arte. Caso contrário, viveríamos apenas copiando e reproduzindo o que já foi feito”.

Para Iggor, não faz mais sentido o Sepultura existir

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O The Salt Lake Tribune perguntou a Iggor Cavalera sobre a relação com os atuais membros do Sepultura. “É negativa. Max e eu acreditamos que não faz mais sentido eles continuarem o que fazem. Mas, no fim das contas, não importa de verdade. Estamos felizes com o que temos hoje e muitos fãs também apreciam. A vida é curta para acumular raiva”.

Em relação a uma reunião, o baterista não acredita. “Só faríamos se fosse algo realmente sólido. E não vemos a possibilidade da parte deles. Não deixo a porta fechada por saber que seria especial aos fãs. Mas não vamos gastar energia com isso, melhor seguir em frente”.