“Não se deve ter medo de arriscar a própria arte”

sepultura andreas

O guitarrista Andreas Kisser falou ao Hi-Fi Way: The Pop Chronicles sobre as mudanças musicais na carreira do Sepultura. Machine Messiah, trabalho mais recente, mostra a banda explorando sonoridades diferentes do que alguns fãs poderiam esperar. “Penso ser uma evolução. Estamos no palco quase todo dia, nos últimos três anos visitamos vários lugares e pudemos coletar informação, interesses e ideias que nos motivam a entrar em estúdio. Gosto de pensar como Pablo Picasso. Se ele tivesse seguido as regras tradicionais, teria encontrado novas possibilidades? Não se deve ter medo de arriscar a própria arte. Caso contrário, viveríamos apenas copiando e reproduzindo o que já foi feito”.

Para Iggor, não faz mais sentido o Sepultura existir

iggor sepultura

O The Salt Lake Tribune perguntou a Iggor Cavalera sobre a relação com os atuais membros do Sepultura. “É negativa. Max e eu acreditamos que não faz mais sentido eles continuarem o que fazem. Mas, no fim das contas, não importa de verdade. Estamos felizes com o que temos hoje e muitos fãs também apreciam. A vida é curta para acumular raiva”.

Em relação a uma reunião, o baterista não acredita. “Só faríamos se fosse algo realmente sólido. E não vemos a possibilidade da parte deles. Não deixo a porta fechada por saber que seria especial aos fãs. Mas não vamos gastar energia com isso, melhor seguir em frente”.

Sepultura confirmado no Palco Sunset do Rock In Rio

sepultura rio

O Rock In Rio confirmou que o Sepultura se apresentará no último dia da edição 2017. A banda toca no Palco Sunset em 24 de setembro. O grupo vem divulgando seu álbum mais recente, Machine Messiah. Será a sexta apresentação da banda no festival, considerando apenas as edições brasileiras.

Andreas sobre turnê dos Cavalera tocando Roots: “Não fizeram nada de novo”

A Kaaos TV, da Finlândia, pediu a opinião de Andreas Kisser sobre o fato de Max e Iggor Cavalera estarem excursionando para celebrar os vinte anos do álbum Roots, do Sepultura. “O Anthrax está tocando Among The Living na íntegra, mas lançaram dois discos de inéditas recentemente. Metallica, Slayer, Megadeth, Death Angel, Testament e Kreator fizeram discos fantásticos. Estamos tocando cinco músicas de Machine Messiah na turnê atual e as pessoas se interessam por elas, não apenas os clássicos. Eles não estão fazendo nada de novo, basicamente. De qualquer modo, são livres para o que bem entenderem”.

Derrick Green não se incomoda com fãs de Max Cavalera

derrick max

O The Metal Gods Meltdown perguntou a Derrick Green como é lidar com criticismo de quem nunca aceitou o Sepultura sem a presença de Max Cavalera. “Definitivamente, aprendi a deixar para lá. Todos têm direito gostar e se identificar com algo. Era um fã antes de entrar na banda e tenho total respeito pelo que fizeram no passado. O importante é que amo o que faço”.

Novo disco do Sepultura em várias paradas mundo afora

sepultura machine

Machine Messiah, novo álbum do Sepultura, alcançou posições nas paradas dos seguintes países…

Estados Unidos
#86 – Top Current Albums
#23 – Top Rock
#7 – Hard Music

Canadá
#98 – Top Albums
#55 – Current
#10 – Hard Music

República Tcheca: #14
Itália: #14
Alemanha: #27
Suíça: #27
Áustria: #33
Portugal: #35
Bélgica (Região de Flandres): #35
Bélgica (Região da Valônia): #67
França: # 74
Austrália: #82
Reino Unido: #165, #18 Indie, #9 Rock

Wikimetal entrevista: Andreas Kisser (Sepultura)

Esta semana, o Wikimetal entrevista o guitarrista Andreas Kisser, que fala sobre o lançamento de Machine Messiah, novo álbum do Sepultura. Ele fala sobre o tema escolhido, a capa e o processo de gravação, enquanto faixas do trabalho são reproduzidas.

No quadro Orgulho Nacional, uma música antiga da banda.

Na promoção da semana, um ouvinte ganhará uma cópia autografada de Machine Messiah.

O Wikimetal, edição 274, pode ser conferido aqui.

“Nunca tentamos substituir Max”

derrick max

O guitarrista Andreas Kisser falou ao HotMetalOnline.com sobre os 20 anos da entrada de Derrick Green no Sepultura. E deixou claro não ter se tratado de uma substituição. “Nunca tentamos substituir Max. Derrick é uma pessoa e músico diferente. Não toca guitarra na banda por não ter a pegada da escola Thrash. Usamos novos elementos e levamos o grupo a níveis e experiências diferentes. Sendo assim, não há nada a perder, pois não estamos tentando reproduzir o passado. Max é muito carismático e forte no palco, mas Derrick encontrou sua forma de nos representar, o que é fantástico”.

Derrick Green sente falta do analógico

derrick analógico

Em aparição na rádio Cambridge 105 FM, o vocalista Derrick Green (Sepultura) falou sobre o alto uso de softwares de gravação e a crescente digitalização da música. “Talvez uma pessoa leiga não consiga ouvir a diferença, mas sinto falta do som analógico. Porém, é mais prático usar um Pro Tools, acelera o processo de gravação, você pode experimentar várias coisas e não precisa se preocupar tanto com o processo. É muito mais caro fazer tudo no analógico”.

Resenha: Sepultura – Machine Messiah [2017]

sepultura messiah

O Sepultura é mais uma daquelas bandas que, faça o que fizer, será escorraçada por fãs “das antigas” na base do “não ouvi e não gostei”. Porém, há de se convir que o grupo lançou discos que, se não chegam ao nível de seus grandes clássicos, são extremamente consistentes – especialmente os dois mais recentes, Kairos e The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart. Em sua nova empreitada, o quarteto resolveu trabalhar com o produtor sueco Jens Bogren, um dos nomes mais conceituados na geração metálica das últimas décadas. Ao ouvirmos as primeiras amostras, ficou claro que a ideia foi experimentar. Só não se tinha noção do quanto até ouvir a obra completa. O resultado pode ser conferido em Machine Messiah, cuja temática lírica reflete sobre o atual comando das máquinas sobre o ser humano.

A faixa-título abre o play com guitarras e vocais limpos na introdução, evidenciando um lado melódico e melancólico poucas vezes explorado anteriormente. Momento de grande competência, que irá assustar os conservadores ainda mais que o normal. A situação volta ao habitual em “I Am The Enemy”, com seus dois minutos e meio de pura agressividade. O trabalho percussivo de “Phantom Self”, aliado a um arranjo de cordas que remete a temas do Oriente Médio, ajudam a tornar a música mais interessante do que sua estrutura básica sugere. “Alethea” se destaca pelos ritmos quebrados e a performance de Derrick Green, em uma daquelas criações que só um entrosamento acima da média permite. Já a instrumental “Iceberg Dances” traz a anteriormente noticiada busca por influências na música nordestina. Pela propaganda alardeada, esperava mais. Momento interessante, mas nada de muito destaque.

Mais longa do tracklist, ultrapassando seis minutos, “Sworn Oath” imprime dramaticidade, sendo o que de mais próximo o Sepultura chegou de uma trilha de cinema em sua carreira, com a força dos arranjos oequestrados. “Resistant Parasites” é mais direta, com Eloy Casagrande impondo sua pegada com maestria. Algo mais familiar surge em “Silent Violence”, que poderia ter entrado em outro dos plays recentes. Andreas Kisser se vale de dobras de guitarras que ficaram muito interessantes. Da mesma forma, “Vandals Nest” convida o ouvinte a bater cabeça e acompanhar o riff com sua air guitar. Novamente, Derrick se vale de vocais limpos, que se encaixaram perfeitamente. Para encerrar, “Cyber God” serve como fechamento de um ciclo, se valendo de algumas características usadas lá no início do álbum.

O Sepultura correu risco calculado em Machine Messiah e soube explorar o que Jens Bogren tinha a oferecer. Deve ser exaltado pela coragem de buscar diferentes influências, algo que uma carreira sólida permite. É difícil imaginar boa parte do conteúdo aqui presente sendo executado ao vivo – embora confesse ter ficado curioso por saber como seria sua execução na íntegra em um evento especial, ao lado de uma orquestra. Porém, vale citar que, a essa altura, com um catálogo tão forte, a banda pode experimentar sem pensar muito nessa situação. Pessoalmente, o considero um pouco abaixo de seus dois antecessores diretos. Porém, ainda assim, um trabalho que merece várias ouvidas atentas, para que possa ser compreendido e absorvido de maneira mais exata.

Nota 8

Derrick Green (vocais)
Andreas Kisser (guitarra)
Paulo Júnior (baixo)
Eloy Casagrande (bateria)

01. Machine Messiah
02. I Am The Enemy
03. Phantom Self
04. Alethea
05. Iceberg Dances
06. Sworn Oath
07. Resistant Parasites
08. Silent Violence
09. Vandals Nest
10. Cyber God

sepultura messiah

Kiko Loureiro e Andreas Kisser se apresentam juntos no Brasil Guitarras

Durante o Brasil Guitarras, realizado em Salvador no último sábado, Kiko Loureiro e Andreas Kisser realizaram um duo. Eloy Casagrande e Felipe Andreoli também participaram.

Sepultura buscou influências no nordeste em música do novo disco

sepultura nordeste

O guitarrista Andreas Kisser falou ao site australiano The Rockpit sobre “Iceberg Dances”, música instrumental presente em Machine Messiah, novo disco do Sepultura. “A concepção vem da ideia de usar violão clássico junto à banda. Sempre usei em intros ou composições já direcionadas para o acústico. Desta vez, quis juntá-lo ao convencional. Usamos ritmos e melodias brasileiras tradicionais da região nordeste, que é um local muito rico em relação a diferentes ritmos, até mesmo em termos de gastronomia. É como se fosse um pequeno país por si só. Exploramos o que a cultura deles tinha a oferecer. Fico feliz que o clássico tenha se encaixado tão na proposta”.