Rolling Stones anunciam nova turnê

rolling stones

Os Rolling Stones confirmaram que farão uma nova excursão pela Europa. A No Filter Tour terá início dia 9 de setembro em Hamburgo, Alemanha. Por hora, há 13 shows confirmados. Apesar das recentes especulações, a banda não deve lançar um novo disco antes das apresentações. Blue & Lonesome, trabalho com covers de blues, saiu ano passado. A Bigger Bang, mais recente de inéditas, foi disponibilizado em 2005.

Lendas do blues gravam disco em homenagem aos Rolling Stones

blues stones

(via Collectors Room)

Após o lançamento de Blue and Lonesome (2016), onde os Stones regravaram clássicos do blues em homenagem a alguns de seus ídolos, chegou a hora do troco. Músicos da cena blues de Chicago, o berço do blues elétrico, se reuniram e lançaram o CD Chicago Plays the Stones. O disco já está disponível para venda através do site oficial do projeto.

O disco conta com a participação de ícones como Buddy Guy, Jimmy Burns, Omar Coleman e outros, todos acompanhados pela The Living History Band, e tem como grande destaque a parceria entre Buddy Guy e Mick Jagger em “Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)”.

Abaixo está o tracklist:

1. John Primer – Let It Bleed
2. Billy Boy Arnold – Play With Fire
3. Buddy Guy & Mick Jagger – Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)
4. Ronnie Baker Brooks – Satisfaction
5. Billy Branch – Sympathy of the Devil
6. John Primer – Angie
7. Leanne Faine – Gimme Shelter
8. Jimmy Burns – Beast of Burden
9. Mike Avery – Miss You
10. Omar Coleman – I Go Wild
11. Carlos Johnson – Out of Control
12. Jimmy Burns – Dead Flowers

Rolling Stones lança filme em vídeo com direito a músicas de show em São Paulo

stones olé

Após exibição em mais de 300 cinemas mundo afora, os Rolling Stones lançam no dia 26 de maio a versão doméstica de Olé Olé Olé! A Trip Across Latin America. O DVD/Blu-ray documenta a última passagem da banda pela parte latina do continente americano. A nova versão ainda conta com sete faixas bônus. São elas:

“Out of Control” (Buenos Aires, Argentina)
“Paint It Black” (Buenos Aires, Argentina)
“Honky Tonk Women” (Sao Paulo, Brazil)
“Sympathy for the Devil” (Sao Paulo, Brazil)
“You Got the Silver” (Lima, Peru)
“Midnight Rambler” (Lima, Peru)
“Miss You” (Lima, Peru)

Harvey Mandel teve a torcida de Mick Jagger para entrar nos Rolling Stones… ou seja, perdeu a vaga

harvey stones

O guitarrista Harvey Mandel (John Mayall, Canned Heat) foi um dos candidatos à vaga de guitarrista dos Rolling Stones, no lugar de Mick Taylor. Apesar de não ter ficado com o posto, sua participação pode ser conferida nas músicas “Hot Stuff” e “Memory Motel”, do álbum Black ‘N’ Blue. “Estava em casa e, lá pelas três da madrugada, Mick Jagger telefona. Queria que fosse encontrar a banda na Alemanha. Keith Richards tinha preferência por Ronnie Wood, pois queria manter o grupo composto apenas por ingleses. Mick preferia que fosse eu, pois não queria outro cara que ficasse pulando pelo palco e fazendo loucuras. Infelizmente, acabei perdendo”, disse o músico à Mojo Magazine. Nascido em Detroit, Mandel foi um dos primeiros guitarristas a usar o hand-tapping, técnica popularizada por Eddie Van Halen e muito utilizada a partir do Hard Rock/Heavy Metal dos anos 1980.

Mick Jagger confirma estar trabalhando em novas músicas para os Rolling Stones

Durante uma festa pré-Oscar na Vanity Fair, Mick Jagger revelou ao Showbiz411.com que já está trabalhando em músicas para um novo álbum dos Rolling Stones. O disco de inéditas mais recente do grupo é A Bigger Bang, de 2006. No final do ano passado, saiu Blue & Lonesome, com versões para clássicos do Blues.

Rolling Stones: 50 anos de Between The Buttons

rolling buttons

(lançado em 20 de janeiro de 1967)

É sempre um problema resenhar algum disco dos Beatles e dos Rolling Stones lançados na época em questão. Como todos devem saber, as versões inglesas eram diferentes das norte-americanas. Porém, em critério estabelecido desde o começo do site, vamos sempre optar pela terra natal das bandas. Então, falemos de Between The Buttons em sua edição britânica, onde foi o quinto full-length (sétimo atravessando o continente) e omitiu os clássicos “Ruby Tuesday” e “Let’s Spend The Night Together”. As canções foram lançadas em um single no formato de duplo lado A, já que seria difícil relegar alguma a um b-side. As músicas atingiram o número 1 nos Estados Unidos e 2 na Grã-Bretanha. Estiveram presentes no disco yankee, que omitiu “Back Street Girl” – para desagrado de Mick Jagger, que a tinha como preferida do play – e “Please Go Home”.

Em termos de sonoridade, o grupo colocava um pezinho no lado mais psicodélico do Rock, mostrando grande evolução em apenas três anos de estúdio. Brian Jones mostrava toda sua versatilidade, experimentando diferentes instrumentos e arranjos fora do convencional. Vale citar, ainda, “Connection”, com Keith Richards dividindo vozes com Mick e a balada “She Smiled Sweetly”, justificando o título que lhe foi empregado. Between The Buttons foi segundo colocado no Billboard 200 e terceiro na Inglaterra. O primeiro grande auge estava consolidado. O problema é que, com ele, viriam os primeiros grandes problemas aos olhos populares, devido ao uso de entorpecentes e as questões legais em que o cenário implicaria. Reflexo ou não, a coisa ficaria ainda mais “doida” no disco seguinte.

Mick Jagger (vocais, percussão)
Keith Richards (guitarra, vocais)
Brian Jones (guitarra, piano, percussão, saxofone)
Bill Wyman (baixo)
Charlie Watts (bateria)

Participações

Ian Stewart (piano)
Jack Nitzche (piano, órgão)
Nick DeCaro (acordeão)

01. Yesterday’s Papers
02. My Obsession
03. Back Street Girl
04. Connection
05. She SMiled Sweetly
06. Cool, Calm & Collected
07. All Sold Out
08. Please Go Home
09. Who’s Been Sleeping Here
10. Complicated
11. Miss Amanda Jones
12. Something Happened To Me Yesterday

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Rolling Stones: 50 anos de Got Live If You Want It!

got live

(lançado em 10 de dezembro de 1966)

Contra a própria vontade, os Rolling Stones acabaram se tornando uma sensação juvenil nos primórdios da carreira. Os gritos histéricos que abrem este álbum atestam o impacto dos “rivais de mentirinha” dos Beatles – todo mundo sabe que o respeito e amizade imperava. A essa altura, para desespero de Keith Richards, a banda era vista como uma força do Rock and Roll. E foi assim que apresentou o seu primeiro registro oficial ao vivo. Got Live If You Want It! teve sua maior porção gravada nos dias 1 e 7 de outubro de 1966, em Newcastle Upon Tyne e Bristol. Alguns enxertos de outros momentos foram incluídos no tracklist final, incluindo a performance de “Fortune Teller”, captada três anos antes, quando o grupo vivia seus momentos embrionários.

O tracklist apresenta os primeiros hits e covers. Oportunidade de ouvir sons como “Under My Thumb”, “Get Off My Cloud” e “(I Can’t Get No) Satisfaction” com arranjos mais próximos dos originais, sem o estilo big band dos tempos atuais – que também é maravilhoso, ressalte-se. Ainda há de se destacar a interpretação emocionada de Mick Jagger para “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding e Jerry Butler. Mas o grande barato acaba sendo escutar hinos que ficaram pelo caminho, como as indefectíveis “19th Nervous Breakdown”, “Time Is On My Side” e “Have You Seen Your Mother, Baby, Standing In The Shadows?”. Doze faixas em pouco mais de meia hora. Suficiente para mostrar o que o futuro reservava.

Mick Jagger (vocais)
Keith Richards (guitarra)
Brian Jones (guitarra)
Bill Wyman (baixo)
Charlie Watts (bateria)
Ian Stewart (teclados)

01. Under My Thumb
02. Get Off My Cloud
03. Lady Jane
04. Not Fade Away
05. I’ve Been Loving You Too Long
06. Fortune Teller
07. The Last Time
08. 19th Nervous Breakdown
09. Time Is On My Side
10. I’m Alright
11. Have You Seen Your Mother, Baby, Standing In The Shadows?
12. (I Can’t Get No) Satisfaction

got live

Cabeçote: A história do disco blues de Mick Jagger que jamais foi lançado

“Blue & Lonesome”, disco dos Rolling Stones com releituras de clássicos do blues, reforçou a conexão que a banda tem com o tradicional gênero musical. Entretanto, não foi a primeira experiência de um dos integrantes do grupo com um projeto do tipo.

Em 1992, Mick Jagger trabalhou em um disco de releituras de clássicos do blues. Na época, ele contou com a colaboração do produtor Rick Rubin para tirar o projeto do papel.

A ideia

Mick Jagger pensava em gravar um álbum do tipo desde agosto de 1990, com o fim da turnê que divulgava o álbum “Steel Wheels” (1989). Entretanto, ele já trabalhava, também com Rick Rubin, em um full-length com com músicas autorais, que viria a ser “Wandering Spirit” (1993).

O frontman dos Stones deu uma pausa nas gravações de “Wandering Spirit” e retomou o projeto de blues que havia pensado. Rick Rubin, por sua vez, recomendou a contratação da banda Red Devils (foto abaixo), de Los Angeles, para acompanhar Jagger no projeto.

Antes, era necessário um teste de fogo: em maio de 1992, Mick Jagger foi a um show dos Red Devils e cantou alguns standards do blues, como “Who Do You Love?” (Bo Diddley) e “Blues With A Feeling” (Little Walter). Deu certo: com a química que rolou durante o show, Jagger se empolgou e começou a projetar o novo disco com releituras de canções blues.

Gravações

Em junho de 1992, Mick Jagger, Rick Rubin e os Red Devils começaram a trabalhar, juntos, no estúdio Ocean Way Recording, em Hollywood.

O processo de gravação foi bastante simples: Jagger pegou alguns discos de blues, tocou suas músicas favoritas apenas uma vez e pediu para que os instrumentistas fizessem uma jam a partir do que haviam escutado. A ideia era que tudo soasse espontâneo, sem ensaios.

O resultado foi uma maratona de 13 horas de gravação, regada a muito blues, que renderam mais de 12 músicas. A maior parte das canções foi gravada em takes iniciais. Nada sofisticado, assim como “Blue & Lonesome“, registrado todo ao vivo.

Material engavetado

Apesar de ter agradado, Mick Jagger nunca lançou o material gravado com os Red Devils. E não há, nem mesmo, uma justificativa aparente, visto que o material é de boa qualidade: os Devils tocam muito bem e Jagger interpreta o cancioneiro bluesy de forma legítima.

Curiosamente, Mick Jagger voltou a trabalhar em “Wandering Spirit” logo após a aventura blues. Em termos comerciais, foi a melhor aposta que Jagger poderia ter feito: o disco vendeu bem e chegou ao top 15 das paradas dos Estados Unidos e Reino Unido. Nada nas proporções dos Rolling Stones, mas um bom resultado para quem tem uma tímida discografia solo.

A única canção de tais sessões que chegou à luz do dia no catálogo de Jagger foi a versão para “Checkin’ Up On My Baby” (Sonny Boy Williamson II). A faixa está presente na coletânea “The Very Best Of Mick Jagger” (2007).

Por outro lado, há anos, as gravações têm sido distribuídas por meios não-oficiais, em formato de bootleg. Hoje em dia, evidentemente, a versão completa está presente no YouTube.

Ouça:

Mick Jagger & The Red Devils – Studio Blues Sessions (1992)

Mick Jagger (vocal)
Lester Butler (gaita)
Paul Size (guitarra)
Jonny Ray Bartel (baixo)
Bill Bateman (bateria)

1) Blues With A Feeling (Little Walter)
2) I Got My Eyes On You (Buddy Guy)
3) Still A Fool (Muddy Waters)
4) Checkin’ Up On My Baby (Sonny Boy Williamson II)
5) One Way Out (Sonny Boy Williamson II)
6) Talk To Me Baby (Elmore James)
7) Evil (Howlin’ Wolf)
8) That Ain’t Your Business (Slim Harpo)
9) Shake ‘m On Down (Bukka White)
10) Somebody Loves Me (George White’s Scandals)
11) Dream Girl Blues (J. D. Miller & Slim Harpo)
12) 40 Days, 40 Nights (B. Roth)

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente

Resenha: Rolling Stones – Blue & Lonesome [2016]

blue lonesome

Quem leu Vida, biografia de Keith Richards, sabe que apesar de ser uma das bandas que melhor define o estilo, os Rolling Stones não gostavam de serem chamados de Rock and Roll nos primórdios da carreira. O grupo preferia ser colocado junto ao Blues, um estilo de vanguarda, respeitado, que não era visto como uma sensação teen àquela altura dos acontecimentos. O tempo passou, os rótulos deixaram de ter tanta importância, mas o amor pelas raízes nunca deixou de estar presente no grande caldeirão musical que alavancou o conjunto ao status de um dos mais importante da história. Por isso, o quarteto e seus asseclas voltaram a se encontrar com o produtor Don Was para celebrar um passado cada vez mais distante. Foram poucas sessões, com todos tocando ao mesmo tempo, visando manter a sonoridade mais espontânea possível, incluindo alguns pormenores sonoros, como a bateria vazando em outros canais. Essa foi a fórmula de Blue & Lonesome.

Fica difícil analisar friamente o tracklist quando o componente emocional está tão presente. Além disso, é comovente notar que Mick, Keith, Ronnie e Charlie, nas casas dos 60 e 70 anos, ainda mostram tanta paixão pelo que fazem. Eric Clapton também comparece em dois momentos. Primeiro, tocando slide em “Everybody Knows About My Good Thing”. Depois, mostrando sua classe em “I Can’t Quit You, Baby” – que sim, é aquela mesmo. Alguns jornais britânicos criticaram suposto comodismo dos Stones ao optar por um caminho supostamente fácil. Porém, não dá para deixar de destacar que se trata de um tributo legítimo em todas as alçadas possíveis. São os caras que carregaram o nome e fizeram a história evoluir homenageando seus heróis. Se eles não possuem esse direito, quem mais teria? Por conta de sua natureza diferente da de um disco de inéditas, Blue & Lonesome não entrará em nossa lista de melhores do ano, que inclui apenas trabalhos autorais. Mesmo assim, vale ser lembrado como um dos grandes momentos de 2016.

Nota 9,5

Mick Jagger (vocais, harmônica)
Keith Richards (guitarra)
Ronnie Wood (guitarra)
Charlie Watts (bateria)

Darryl Jones (baixo)
Matt Clifford (teclados)
Chuck Leavell (teclados)
Jim Keltner (percussão)

01. Just Your Fool (Original written and recorded in 1960 by Little Walter)
02. Commit A Crime (Original written and recorded in 1966 by Howlin’ Wolf – Chester Burnett)
03. Blue And Lonesome (Original written and recorded in 1959 by Little Walter)
04. All Of Your Love (Original written and recorded in 1967 by Magic Sam – Samuel Maghett)
05. I Gotta Go (Original written and recorded in 1955 by Little Walter)
06. Everybody Knows About My Good Thing (Original recorded in 1971 by Little Johnny Taylor, composed by Miles Grayson & Lermon Horton – participação de Eric Clapton)
07. Ride ‘Em On Down (Original written and recorded in 1955 by Eddie Taylor)
08. Hate To See You Go (Original written and recorded in 1955 by Little Walter)
09. Hoo Doo Blues (Original recorded in 1958 by Lightnin’ Slim, composed by Otis Hicks & Jerry West)
10. Little Rain (Original recorded in 1957 by Jimmy Reed, composed by Ewart.G.Abner Jr. and Jimmy Reed)
11. Just Like I Treat You (Original written by Willie Dixon and recorded by Howlin’ Wolf in December 1961)
12. I Can’t Quit You Baby (Original written by Willie Dixon and recorded by Otis Rush in 1956 – participação de Eric Clapton)

blue lonesome

Rolling Stones lança clipe com participação de Kristen Stewart

“Ride ‘Em On Down”, do álbum Blue & Lonesome.

Baixista gostaria de ser efetivado nos Rolling Stones

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Há mais de 20 anos acompanhando os Rolling Stones como músico convidado, o baixista Darryl Jones foi questionado pela BBC se gostaria de, em algum momento, ser considerado membro oficial. Após a saída de Bill Wyman, apenas Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood se mantiveram na linha de frente. “Obviamente, seria maravilhoso para alguém como eu. Atuo como músico de apoio para outros artistas há três décadas. No fundo, todos em minha posição gostariam de ser efetivados. Não estaria sendo honesto caso negasse. Porém, não depende de mim. Procuro fazer o melhor que posso”, declarou.

James Hetfield acha que ainda tem muito a oferecer: “Os Rolling Stones têm 110 anos e estão aí”

James-Hetfield

O tempo cobra o preço para todo mundo. James Hetfield sabe disso e, aos 53 anos, procura se cuidar o máximo possível. “Os Rolling Stones têm 110 anos e ainda estão tocando, o que é incrível. Eles são grandes mentores, que respeito, embora nossa música tenha mais intensidade e exija preparo físico melhor. Procuramos dormir ao fim da noite, em vez de ir ao bar. Levamos uma pessoa para a estrada que prepara exercícios antes dos shows. Comemos coisas saudáveis. É, o estilo de vida mudou, não há dúvidas. Quero viver para ter netos e fazer mais shows”, disse o frontman do Metallica à Star FM, de Berlim, Alemanha.