Álbuns de Paul McCartney ganham reedições expandidas

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Tug Of War e Pipes Of Peace, primeiros discos de Paul McCartney após o final do The Wings, estão ganhando reedições. Os trabalhos terão um CD bônus com demos, b-sides e raridades, além de um DVD com videoclipes e outras filmagens. Acompanham as edições mais completas, livros com 112 páginas, trazendo todos os detalhes das obras. Os relançamentos acontecem no dia 2 de outubro.

Alice Cooper comenta envolvimento de Paul McCartney no Hollywood Vampires

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Falando ao NME, Alice Cooper comentou a participação de Paul McCartney no disco do Hollywood Vampires, a ser lançado em breve. O Beatle aparece em uma versão para “Come And Get It”, do Badfinger. “Paul é um rocker. Se não tivesse sua banda, estaria tocando em um pub com quem aparecesse. Ele não era um Beatle, era o Beatle. Escreveu mais músicas que qualquer outro e nunca abdicou do que acreditava. Quando chegou no estúdio, ele sentou ao piano, passou instruções de quem fazia o que e se tornou um de nós. Quando nos encontramos, sempre me refiro a ele como um dos Vampires”.

Paul McCartney leva a sério esse negócio de não dar um tapa nos netos e filhos

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Em entrevista ao The Daily Mirror, Paul McCartney revelou ter abandonado de vez a maconha. “É uma questão de exemplo. Não quero que meus filhos e netos me vejam fazendo isso. Hoje prefiro tomar um vinho tinto ou uma marguerita. Já faz um bom tempo que não fumo”, declarou o Beatle.

Wings: 40 anos de Venus And Mars

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(lançado em 27 de maio de 1975)

Após o início com um caminhão e uma ideia de se promover, o Wings estava estabelecido como o grupo que resgatou Paul McCartney do amargo fim dos Beatles e um conturbado início solo. Em 1973, a banda lançou dois álbuns: Red Rose Speedway e o definitivo Band On The Run, momento de brilhantismo puro do dono da empreitada, o maior até hoje sem a parceria de John Lennon. Além disso, o single “Live And Let Die”, que entrou no filme de 007 que levava o mesmo nome, garantiu um sucesso arrebatador nas paradas. Uma turnê britânica com shows lotados e tudo parecia correr bem. Nem mesmo as saídas do baterista Denny Seiwell e do guitarrista Henry McCullough abalou o casal Macca e seu fiel escudeiro, Denny Laine.

Para completar o novo lineup, foram chamados Jimmy McCulloch (sim, sobrenome parecidíssimo ao seu antecessor) nas seis cordas e Geoff Britton para segurar as baquetas. Esse último seria substituído por Joe English (que era americano) durante as gravações do quarto trabalho de estúdio do conjunto. O resultado foi Venus And Mars, que imortalizou sons como a dobradinha que abre o tracklist, com a faixa-título e sua sequência natural, a explosiva “Rock Show”, com citações de palcos históricos e uma então ascendente estrela do estilo, hoje já com status de lenda. Outros dois singles foram lançados, para “Listen To What The Man Said” e “Letting Go”. “Venus And Mars”, a música, ainda ganha reprise na sétima faixa, abrindo o lado B do LP, magia que se perdeu nas edições posteriores.

O álbum foi número 1 nas paradas de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França, Espanha, Noruega e Nova Zelândia. O desempenho possibilitou ao Wings realizar sua primeira e única turnê mundial. Em 2014, o trabalho ganhou uma reedição cheia de material bônus em CD e DVD. Uma curiosidade é que John Lennon quase pintou no estúdio durante as sessões realizadas em Nova Orleans – apenas a primeira parte das gravações aconteceu em Abbey Road, com três registros entrando no produto final. Isso acabou não acontecendo devido a sua reconciliação com Yoko Ono, que aconteceu na mesma época. É o caso onde alguém dá motivo para desconfiança geral, mesmo que tudo tenha acontecido por fatores externos.

Paul McCartney (vocais, baixo, guitarra, teclados)
Linda McCartney (teclados)
Denny Laine (guitarra, teclados, vocais)
Jimmy McCulloch (guitarra, vocais)
Joe English (bateria)
Geoff Britton (bateria)

01. Venus And Mars
02. Rock Show
03. Love In Song
04. You Gave Me The Answer
05. Magneto And Titanium Man
06. Letting Go
07. Venus And Mars (reprise)
08. Spirits Of Ancient Egypt
09. Medicine Jar
10. Call Me Back Again
11. Listen To What The Man Said
12. Treat Her Gently – Lonely Old People
13. Crossroads Theme

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Dave Grohl sobe ao palco com Paul McCartney

“I Saw Her Standing There”, ao vivo em Londres, ontem à noite.

Paul McCartney e Lady Gaga colaboram em trilha de filme

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Após muitas especulações, foi confirmada a motivação por trás da até então secreta parceria entre Paul McCartney e Lady Gaga. A dupla colabora em uma das sete músicas que o Beatle compôs para a trilha da animação em 3D High In The Clouds, baseada no livro de mesmo nome, escrito por McCartney e lançado em 2005. “É um projeto passional. Espero que seja transmitido de forma amorosa, divertida e tocante as audiências de todo o mundo”, disse Paul.

Paul McCartney: 30 anos de McCartney II

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(lançado em 16 de maio de 1980)

Após uma década de atividades, movimentações conturbadas levaram o The Wings ao encerramento de atividades em 1979. Para Paul McCartney, o passo natural foi seguido, com a retomada da carreira solo iniciada logo após o fim dos Beatles. E não foi apenas o tempo que fez a diferença entre os álbuns McCartney I e II. Enquanto o primeiro apostava em uma sonoridade quase totalmente acústica, o segundo flertava como sonoridades eletrônicas e experimentais através do uso de sintetizadores – sem perder a manha de compor melodias Pop irresistíveis. Uma semelhança com dez anos antes é que Macca assumiu controle quase total das gravações, registrando todos os instrumentos. Sua esposa, Linda, apenas fez uns backing vocals para deixar registrado o amor incondicional.

O grande sucesso foi a faixa de abertura. Além de seu arranjo viciante, “Coming Up” ganhou um videoclipe muito bacana – que o YouTube bloqueou a incorporação, nos impedindo de colocar no post – simbolizando o que aconteceu em estúdio, com Paul em todas as funções da banda, com Linda de coadjuvante. Também foram lançadas como single a bonita balada “Waterfalls”, sendo o que temos de mais próximo dos Beatles por aqui, além da quase dançante “Temporary Secretary”, com sequenciador a toda potência de fundo. Também vale citar as sobreposições de vozes em “Nobody Knows” e a calmaria de “One Of These Days” na saideira, remetendo a McCartney I. No mais, o lado experimental se manifesta com força.

McCartney II chegou ao topo da parada britânica, além de um terceiro lugar nos Estados Unidos, ganhando disco de ouro em ambas as localidades. A reação da imprensa foi conflitante. Enquanto alguns saudavam a ousadia, outros criticavam o excesso de artefatos até então estranhos à carreira do protagonista da empreitada. Realmente, não é o trabalho pelo qual se deve começar a acompanhar a obra deste eterno e grandioso jovem. Em 2011, o trabalho ganhou relançamento deluxe, com dois CDs bônus e um DVD com material promocional. Paul McCartney estava retomando de vez sua carreira solo, sem qualquer banda para dividir atenção. Sete meses depois, com o assassinato de John Lennon (com quem estava voltando a ter uma relação próxima, embora nem sempre pacífica), ficaria claro que esse seria o caminho definitivo a ser seguido.

Paul McCartney (vocais, guitarra, baixo, bateria, teclados)
Linda McCartney (backing vocals)

01. Coming Up
02. Temporary Secretary
03. On The Way
04. Waterfalls
05. Nobody Knows
06. Front Parlour
07. Summer’s Day Song
08. Frozen Jap
09. Bogey Song
10. Darkroom
11. One Of These Days

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Paul McCartney: 45 anos de McCartney

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(lançado em 17 de abril de 1970)

Poucos álbuns na história da música foram envoltos por tanta polêmica e causou tanta destruição quanto este. Afinal de contas, ele foi o grito de independência de uma das mentes por trás da banda mais importante de todos os tempos (você pode ter outra como preferida, mas não há como negar que a grande virada de jogo da história aconteceu a partir dos Beatles). É verdade que George e John já haviam lançado trabalhos paralelos anteriormente. Mas foi Paul que decidiu dar um fim de linha para o grupo, em parte por já saber que seus companheiros desejavam isso até mais que ele. Mas é aquela coisa, já que vão acabar, eu saio na frente. Uma renúncia oficial decretou o encerramento de atividades do maior fenômeno cultural do século passado, para tristeza e desespero de milhões ao redor do mundo.

Mas a coisa não terminaria sem um embate final. Temendo que o lançamento de McCartney prejudicasse a divulgação de Let It Be, os outros três integrantes do Fab Four pediram, em correspondência oficial assinada por todos, que Paul segurasse o lançamento, o que ele, magoado com os velhos amigos, recusou terminantemente. Apesar de todo o ambiente tenso em que foi gravado, o disco soa nada tenso e obscuro. Ao contrário, é totalmente alegre, até mesmo ingênuo, no bom sentido da palavra. É uma declaração pública de amor, uma prova de que não havia apenas uma mulher mexendo com a cabeça de um Beatle. Linda era tão amada e cultuada quanto Yoko, o que fica explícito desde a vinheta introdutória do álbum e seu título autoexplicativo.

O grande sucesso do disco foi a baladaça “Maybe I’m Amazed”, com sua letra apaixonada, exalando a dependência afetiva do momento que o casal vivia. O sucesso alcançado foi uma prova de que havia vida em um novo formato. McCartney chegou ao topo da parada nos Estados Unidos, onde vendeu mais de dois milhões de cópias apenas à época do lançamento. Na Inglaterra, chegou ao segundo lugar. Em 2011, ganhou reedição, com direito a CD bônus com outtakes e registros ao vivo, além de um DVD com clipes e entrevistas. Estava decretado o fim dos Beatles. A despeito da tristeza e do choque sentido, ficava a esperança de que muita coisa boa sairia individualmente por parte de cada um. O que realmente acabou acontecendo.

Paul McCartney (vocais, guitarra, baixo, bateria, percussão, teclados, piano)
Linda McCartney (backing vocals)

01. The Lovely Linda
02. That Would Be Something
03. Valentine Day
04. Every Night
05. Hot As Sun/Glasses
06. Junk
07. Man We Was Lonely
08. Oo You
09. Momma Miss America
10. Teddy Boy
11. Singalong Junk
12. Maybe I’m Amazed
13. Kreen-Akrore

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Paul McCartney e Metallica confirmados no Lollapalooza 2015

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A organização do Lollapalooza confirmou Paul McCartney e Metallica como headliners da próxima edição americana. O evento acontece entre 31 de julho e 2 de agosto, no Grant Park, em Chicago. A outra atração principal será Florence + The Machine. Os pacotes de ingressos para os três dias já estão esgotados, enquanto os individuais começam a ser vendidos amanhã.

Paul McCartney fará discurso de indução a Ringo Starr no Hall Of Fame

56th GRAMMY Awards - Show

O Rock And Roll Hall Of Fame confirmou que Paul McCartney fará o discurso introdutório a Ringo Starr na cerimônia deste ano. O baterista era o único Beatle ainda não homenageado pela instituição como artista solo. O evento acontece dia 18 de abril, em Cleveland, na sede da empresa.

Paul McCartney junta-se ao Hollywood Vampires

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Já que John Lennon, integrante do Hollywood Vampires original (o das bebedeiras), não pôde estar presente na reunião, seu grande parceiro o substitui. Paul McCartney participou das gravações do álbum do Hollywood Vampires, junto de Alice Cooper, Joe Perry e Johnny Depp. Ele interpretou “Come And Get It”, música de sua autoria que virou sucesso pelas mãos do Badfinger. O grupo vem ao Brasil para tocar no Rock In Rio, mas a presença de Macca não é confirmada.

Paul McCartney volta ao Top 5 de singles após 31 anos

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A parceira de Paul McCartney com Rihanna e Kanye West rendeu uma marca histórica ao Beatle. “FourFiveSeconds” chegou ao 5º lugar na parada Pop americana. É a primeira vez que o músico entra no chart desde 1984, quando emplacou “Say, Say, Say”, dueto com Michael Jackson. O recorde anterior de intervalo entre um sucesso e outro entre os cinco mais pertencia a Santana, que levou 28 anos entre o estouro de “Black Magic Woman” e “Smooth”.