Tracklist do novo álbum do Mr. Big

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Defying Gravity, novo disco do Mr. Big, sai dia 7 de julho, via Frontiers Records. O trabalho conta com as seguintes faixas:

01. Open Your Eyes
02. Defying Gravity
03. Everybody Needs a Little Trouble
04. Damn I’m In Love Again
05. Mean To Me
06. Nothing Bad (About Feeling Good)
07. Forever And Back
08. She’s All Coming Back To Me Now
09. 1992
10. Nothing At All
11. Be Kind

Capa do novo álbum do Mr. Big

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Defying Gravity, novo trabalho do Mr. Big, sai no dia 7 de julho, via Frontiers Records. A produção ficou a cargo de Kevin Elson, que já tinha colaborado com a banda em seus três primeiros discos. O tracklist será revelado em breve.

Billy Sheehan comenta reencontro do Mr. Big com produtor

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Como noticiado nos últimos dias, o Mr. Big lançará um novo álbum nos próximos meses. Defying Gravity marca o reencontro da banda com Kevin Elson, que produziu seus primeiros discos. “Ele é lendário, além de uma das pessoas mais fáceis com quem já trabalhamos. É legal poder passar um tempo em conjunto no estúdio, sem precisar fazer tudo às pressas. Realmente, pudemos criar mais. Com a ajuda de Kevin, foi um processo tranquilo. Estamos oferecendo um material muito bom”, declarou o baixista Billy Sheehan à revista japonesa Young Guitar.

Mr. Big anuncia título do novo álbum

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O Mr. Big confirmou que seu novo disco se chamará Defying Gravity. O trabalho será lançado no segundo semestre deste ano, via Frontiers Records. A produção ficou a cargo de Kevin Elson, que já tinha colaborado com a banda em seus três primeiros discos. Mais detalhes em breve. O grupo passa pelo Brasil em agosto. As datas podem ser conferidas aqui.

Joe Satriani anuncia novo G4 com guitarristas de Mr. Big, Def Leppard e Ratt

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Joe Satriani confirmou que o G4 Experience 2017 contará com as presenças de Paul Gilbert (Mr. Big), Phil Collen (Def Leppard) e Warren DeMartini (Ratt). O evento acontece em Carmel, Califórnia, entre os dias 24 e 28 de julho. Na ocasião, o dono da festa celebrará trinta anos do álbum Surfing With The Alien, que o catapultou ao sucesso. O baixista Stu Hamm e o baterista Jonathan Mover, que realizaram a turnê original, se reunirão com o guitarrista.

Mr. Big: 25 anos de Mr. Big Live

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(lançado em 28 de março de 1992)

O álbum Lean Into It levou o Mr. Big a um sucesso que nunca mais seria igualado em sua carreira – não por falta de qualidade dos envolvidos, ressalte-se. A música “To Be With You” chegou a número 1 em 15 países, puxando outros sucessos e fazendo com que a banda tivesse a oportunidade de realizar seus primeiros shows como headliners. Durante parada em San Francisco, no Warfield Theatre, o quarteto resolveu registrar um álbum e home-video. Aliás, vale citar que este é o único ao vivo oficial do grupo a não ter sido gravado no continente asiático. Os outros todos foram capturados no Japão, exceção a Channel V At The Hard Rock Live, na Singapura.

As duas novidades do tracklist ficaram por conta das presenças de “Shy Boy”, do Talas, que revelou Billy Sheehan – também gravada por David Lee Roth quando o baixista esteve em sua banda – e “Baba O’Riley”, clássico do The Who. A versão em vídeo ainda contava com três faixas extras: “Voodoo Kiss”, “Rock And Roll Over” e “Take A Walk”. A execução, como de se esperar quando se trata dos envolvidos, é magistral. Pessoalmente, prefiro a espontaneidade de alguns discos posteriores, além da devoção maior dos fãs nipônicos para com o grupo. Mesmo assim, é um registro de grande importância histórica.

Eric Martin (vocais)
Paul Gilbert (guitarra)
Billy Sheehan (baixo)
Pat Torpey (bateria)

01. Daddy, Brother, Lover, Little Boy
02. Alive And Kickin’
03. Green-Tinted Sixties Mind
04. Just Take My Heart
05. A Little Too Lose
06. Road To Ruin
07. Lucky This Time
08. Addicted To That Rush
09. To Be With You
10. 30 Days In The Hole
11. Shy Boy
12. Baba O’Riley

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Confirmadas datas de Mr. Big com Geoff Tate no Brasil

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O Mr. Big vem ao Brasil novamente, apresentando a turnê do seu novo disco, ainda a ser lançado. A atração de abertura nos shows de São Paulo e Belo Horizonte é Geoff Tate. O show do antigo vocalista do Queensrÿche é acústico, no formato “storytelling”. Os locais são:

Manaus – 17/8 @ Porão do Alemão
São Paulo -19 /8 @ Tom Brasil (com Geoff Tate)
Belo Horizonte – 20 /8 @ Music Hall (Com Geoff Tate)
Porto Alegre – 22 /8 @ Opinião

Mr. Big volta ao Brasil em agosto

De acordo com o jornalista José Norberto Flesch, do Destak Jornal, o Mr. Big volta ao Brasil em agosto. No momento, a banda trabalha em seu novo álbum de estúdio. O sucessor de …The Stories We Could Tell (2014) sai ainda este ano. As datas e locais estão sendo definidos. Na última turnê, o grupo contou com Matt Starr na bateria, substituindo Pat Torpey, diagnosticado com Mal de Parkinson.

Mr. Big retoma atividades

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A foto acima foi postada online pelo baixista Billy Sheehan. Recentemente, Pat Torpey já havia declarado que o Mr. Big se reencontraria para reunir ideias para um próximo disco. Aparentemente, desta vez, o baterista Matt Starr estará envolvido em todo o processo. …The Stories We Could Tell, trabalho mais recente, saiu em 2014.

Mr. Big já pensa no próximo disco

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O baterista Pat Torpey revelou ao California Rock News que o Mr. Big já está compilando ideias para seu próximo álbum de estúdio. “Eric Martin está sempre criando, assim como Billy Sheehan. Também tenho o conceito em mente. Ainda não nos reunimos para juntar tudo, mas vai acontecer em breve. Já temos os ingredientes para preparar o prato”. O trabalho anterior, …The Stories We Could Tell, saiu em 2014.

Mr. Big: 25 anos de Lean Into It

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(lançado em 26 de março de 1991)

Apesar da qualidade inegável, o álbum de estreia do Mr. Big só obteve algum sucesso no Japão, onde os músicos alcançariam status quase divino com o passar dos anos. Sendo assim, o quarteto resolveu compensar o investimento da gravadora no trabalho seguinte, buscando uma pegada mais acessível, sem se desvirtuar de sua proposta. Analisando o que aconteceu, podemos dizer que a jogada se pagou. Porém, Lean Into It não foi um êxito instantâneo. Os dois primeiros singles foram a acelerada “Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)” e a melódica “Green-Tinted Sixties Mind”. Hoje consideradas clássicas, elas só atingiram o segmento das rádios de Rock, o que era pouco para a pretensão dos envolvidos. Foi só em janeiro do ano seguinte que a sorte mudou de vez.

A terceira música usada no formato promocional foi “To Be With You”. Balada acústica, com refrão fácil e melodia grudenta, foi a chave para o estouro, assim como aconteceu um ano antes com o Extreme, em “More Than Words” – e não, não dá para desassociá-las, apesar de não significar que uma banda necessariamente se inspirou na outra. O resultado foi estrondoso, com a música chegando ao número 1 em mais de 15 países. Até hoje, para o foro popular, é difícil associar a história do Mr. Big a qualquer outra canção. Para arrematar, logo na sequência, a gravadora usou a segunda música romântica do play. “Just Take My Heart” não obteve a mesma repercussão. Ainda assim, foi Top 40 nos Estados Unidos – 16º lugar, para ser mais exato –, o que já era expressivo.

Outras faixas figuram até hoje entre as preferidas dos adeptos, como “Alive And Kickin’”, com sua pegada roqueira setentista e um dueto infernal de Paul Gilbert e Billy Sheehan. A suingada “Voodoo Kiss” e a marcante “Never Say Never” também encontraram seus lugares nos holofotes. Mas todas as outras não citadas merecem mais que uma escutada atenta. Lean Into It ultrapassou o milhão de cópias após “To Be With You” chegar às rádios. Apesar de continuar lançando material de qualidade posteriormente, o Mr. Big nunca mais teve um desempenho comercial semelhante. Como curiosidade, a capa conta com a foto do descarrilamento do expresso Paris-Granville, na França, ocorrido em 1885. O maquinista esqueceu de frear a locomotiva, que ultrapassou a parede da estação, matando uma senhora que vendia jornais na calçada. Todos que estavam no trem sobreviveram.

Eric Martin (vocais)
Paul Gilbert (guitarra)
Billy Sheehan (baixo)
Pat Torpey (bateria)

01. Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)
02. Alive and Kickin’
03. Green-Tinted Sixties Mind
04. CDFF-Lucky This Time
05. Voodoo Kiss
06. Never Say Never
07. Just Take My Heart
08. My Kinda Woman
09. A Little Too Loose
10. Road to Ruin
11. To Be With You

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Cabeçote: 15 bons discos de hard rock da 2ª metade da década de 1990

Aquele velho papo de que o grunge matou o hard rock, aquele da década de 1980, não cola há um bom tempo. O próprio estilo se saturou. Culpa, especialmente, das grandes gravadoras, que não tinham muito critério para apostar em qualquer grupo do gênero para que chegassem ao status de “novo Bon Jovi” ou “novo Guns N’ Roses” – oferecer ricos contratos a bandas como Tuff, Pretty Boy Floyd e Love/Hate já era demais, né?

No entanto, nenhum movimento de impacto, em qualquer segmento artístico, morre com o tempo. O hardão farofa continuou vivo nos anos 1990 e algumas bandas ainda conseguiram sucesso na década em questão. Poison, Tesla, Danger Danger, Mr. Big e outros, além dos já mencionados Bon Jovi e Guns N’ Roses, conseguiram boa repercussão com discos lançados entre 1990 e 1994.

O problema é que, de 1995 até o fim da década, não há muitos trabalhos de referência no hard rock e em variações semelhantes, como sleaze e AOR/melodic. Tanto no âmbito comercial quanto em qualidade artística mesmo.

Ainda assim, há muita coisa boa – e, por vezes, esquecida – lançada nesse período. É o que essa lista pretende apresentar. Vale destacar que a intenção é fugir dos nomes de mega-sucesso. Ou seja, nada de Aerosmith, Bon Jovi, Whitesnake, Def Leppard e outros, apesar de também terem registrado bons trabalhos nessa época. Confira:

Firehouse – “3” [1995]: uma das poucas bandas que surgiram nos anos 1990 e que, ainda assim, conseguiram se manter relevantes após despontarem no início da década. Com uma pegada mais comercial, “3” contém os hits “I Live My Life For You” e “Here For You”, além de abrir portas para mercados alternativos, como América do Sul e Ásia.

Talisman – “Life” [1995]: apesar da repercussão ter sido bem abaixo em comparação aos antecessores, “Life” é um disco acima da média. Embalados pela versão feita para “Crazy”, de Seal, os músicos souberam como mesclar melodia e swing por aqui.

Tour de Force – “World On Fire” [1995]: pérola perdida do AOR, “World On Fire” é um apanhado de músicas que, se lançadas dez anos antes, poderiam ter algum sucesso.

Tyketto – “Shine” [1995]: o terceiro disco do Tyketto não se parece em quase nada com os anteriores, pela produção abaixo da média e por Steve Augeri não cantar nada parecido com o antecessor Danny Vaughn. Ainda assim, um bom trabalho.

Quiet Riot – “Down To The Bone” [1995]: apesar de um ou outro momento mais alternativo, “Down To The Bone” traz o típico hard n’ heavy da banda capitaneada por Kevin DuBrow. O quarteto, com Chuck Wright no lugar de Rudy Sarzo, está em plena forma aqui.

Gotthard – “G” [1996]: um dos grandes trabalhos do Gotthard, “G” segue a proposta dos antecessores à risca. A banda nunca se consagrou no mercado americano, mas já empilhava discos de ouro e platina na terra natal, Suíça.

Great White – “Let It Rock” [1996]: o Great White nunca decepciona. “Let It Rock” preserva os elementos típicos da banda em tempos nada atrativos para roqueiros mais conservadores.

W.A.S.P. – “Still Not Black Enough” [1996]: depois do elaborado “The Crimson Idol” [1992], Blackie Lawless queria lançar um disco solo. Foi assim que o carregado “Still Not Black Enough” foi concebido. Ganhou o selo W.A.S.P. por ser pesado, mas é um disco ainda mais visceral e pessoal do que qualquer outro trabalho da banda.

Night Ranger – “Neverland” [1997]: o Night Ranger até lançou um bom trabalho com Gary Moon no lugar de Jack Blades. Mas é Blades quem sabe fazer hits. Com o quinteto clássico reunido, “Neverland” resgata as raízes do hard rock melódico da banda.

Cry Of Love – “Empty Castle” [1997]: a sacada southern do Cry Of Love ganhou contornos soul com Robert Mason nos vocais. Um dos grandes trabalhos da década.

Danger Danger – “Four The Hard Way” [1998]: o segundo trabalho com Paul Laine aproveita muita coisa de “Cockroach”, que sairia da gaveta no início da década seguinte. Mas o disco todo é bom.

Pink Cream 69 – “Electrified” [1998]: hard rock, heavy metal e AOR, tudo no mesmo caldeirão. É isso que o Pink Cream 69 apresenta em “Electrified” e em vários outros trabalhos com David Readman nos vocais.

Badlands – “Dusk” [1998]: sem as pompas da década anterior, o Badlands fez um disco mais pesado, na linha do Lynch Mob, para suceder “Voodoo Highway” [1991]. O trabalho acabou engavetado, já que a banda acabou e Ray Gillen morreu pouco tempo depois. Vale o play, especialmente pelo entrosamento de Gillen com Jake E. Lee.

Dokken – “Erase The Slate” [1999]: após o detestável “Shadowlife” [1997], George Lynch saiu do Dokken novamente. Em seu lugar, veio o sensacional Reb Beach, que deu sangue novo à banda. Bem elaborado e cheio de boas composições, “Erase The Slate” é um dos melhores álbuns do grupo.

Mr. Big – “Get Over It” [1999]: a saída de Paul Gilbert interrompeu um trabalho sólido desenvolvido pelo Mr. Big desde o fim dos anos 1980. Richie Kotzen o substituiu e mudou a perspectiva da banda, orientando a sonoridade para algo swingado, mais melódico e menos técnico – apesar de Kotzen também ser um shredder.

Menções honrosas:

  • Joe Lynn Turner – “Nothing’s Changed” [1995]
  • Brazen Abbot – “Eye of the Storm” [1996]
  • Y&T – “Endangered Species” [1997]
  • Harem Scarem – “Believe” [1997]
  • Unruly Child – “Waiting For The Sun” [1998]
  • Steelhouse Lane – “Metallic Blue” [1998]
  • Dare – “Calm Before The Storm” [1998]
  • Stuart Smith – “Heaven and Earth” [1998]
  • Burning Rain – “Burning Rain” [1999]

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras e repórter do jornal Correio de Uberlândia. Assina a coluna Cabeçote sempre às segundas-feiras.