Cabeçote: M.O.A. & Z.O.A. escancaram o atraso do Brasil metálico

Sem título

A última edição do Zoombie Ritual (agora chamado de Z.O.A.) foi mais uma demonstração de que o brasileiro fã de metal pode ser ridicularizado por produtores aventureiros. Grande parte das atrações confirmadas pelo festival simplesmente não deu as caras. O Destruction protagonizou a situação mais icônica: a banda utilizou as mídias sociais para tentar saber do paradeiro do produtor Juliano Ramalho. O grupo já estava no Brasil e não havia recebido o pagamento até as vesperas do show.

Recentemente, em outro modelo, houve desrespeito no Metal All Stars. Dois anos atrás, aconteceu o já clássico caso do Metal Open Air (M.O.A.), que chegou até a grande mídia pelo motivo negativo: a falta de profissionalismo. Os responsáveis ainda trabalham na área, diga-se de passagem.

Muitos fatores vão contra a ideia de que é possível se produzir um grande evento de metal no Brasil. Resta o questionamento: será que realmente não dá para fazer ou o fã de metal tem a chance de, algum dia, parar de sofrer com cagadas de enorme proporção?

Cada vez mais, imagino que não seja possível. Temos produtoras competentes, mas que trabalham com outros gêneros, misturam o metal entre variações do rock ou fazem o tipo clássico de show de uma ou duas bandas – nada de grande festival, no último caso. O último Rock In Rio contou com dois dias dedicados ao metal, mas não é propriamente do estilo. O Monsters Of Rock teve edições mais metálicas, como a que vem em 2015, no entanto não é exclusivo ao gênero. Há outros exemplos do passado, mas nada 100% dedicado ao metal – ainda mais em um passado recente.

Imagino que o motivo seja o público restrito com o qual se trabalha em um evento do tipo. Isso se torna um problema. Com a carência de festivais do tipo feitos por profissionais, presenciamos casos de aventureiros que tentaram, mas desrespeitaram os fãs de metal que estavam na plateia. É sintomático e falo com conhecimento de causa. Gerenciei este site, ao lado do João Renato Alves, por quase dois anos e percebemos uma quantidade considerável de aventureiros em todos os nichos que trabalham com o metal: assessorias de imprensa, lojas, representantes de empresas e até bandas, fora a turma dos eventos, que até cobra para que uma banda nacional abra o show de outra internacional. São fenômenos que só acontecem no metal.

Acho que não restam esperanças, porém espero estar enganado. Negativismo não faz a minha linha. Ainda torço para que, um dia, algo nos moldes de um Wacken da vida aconteça no Brasil. E fico feliz que o público fã de metal esteja abandonando aquele pensamento de “apoie a cena a qualquer custo” – é isso que torna o metal cada vez mais tosco e fraco no país.

Durante a entrevista que Juliano Ramalho deu ao Heavy Metal On Line (veja abaixo), ele alega, entre outras besteiras, que não conta com uma equipe com centenas de pessoas para trabalharem em seus eventos. Fica a dica: se não tem essa estrutura, não tente realizar um festival desse porte.

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Hopje, 11 de janeiro

– O saxofonista Clarence Clemons (E Street Band) completaria 70 anos. Ele morreu ano passado, vítima de complicações causadas por um derrame.

– O tecladista Tony Kaye (Yes) completa 66 anos.

– O baterista Terry Williams (Dire Straits) completa 64 anos.

– Há 37 anos, durante um show na Holanda, o Led Zeppelin executava “Kashmir” ao vivo pela primeira vez.

– Há 27 anos acontecia a primeira noite de shows da primeira edição do Rock In Rio.

– Há 9 anos o baterista Mickey Finn (T-Rex) morria, vítima de cirrose.

– Há 2 anos o guitarrista Mick Green (Johnny Kidd & The Pirates) morria, vítima de complicações cardíacas.

Hoje, 10 de janeiro

– Há 85 anos o filme Metropolis, do alemão Fritz Lang, estreava nos cinemas. O cineasta é considerado o criador do gênero ficção científica.

– O cantor Rod Stewart completa 67 anos.

– O baterista Aynsley Dunbar (Journey, Whitesnake, MSG) completa 66 anos.

– A cantora Pat Benatar completa 59 anos.

– O guitarrista Michael Schenker (Scorpions, UFO, MSG) completa 57 anos.

– Há 11 anos o guitarrista Marty Friedman anunciava oficialmente sua saída do Megadeth.

Hoje, 9 de janeiro

– Há 71 anos a Columbia Broadcasting System realizava a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores.

– O guitarrista Jimmy Page (Led Zeppelin) completa 68 anos.

– A backing vocal Cassie Gaines (Lynyrd Skynyrd) completaria 67 anos. Ela morreu no desastre aéreo que vitimou parte do grupo em 1977.

– O vocalista Phil Lewis (L.A. Guns) completa 55 anos.

– Há 23 anos o Rush lançava o álbum/vídeo A Show Of Hands.

Hoje, 8 de janeiro

Elvis Presley completaria 77 anos se estivesse vivo. Ele morreu em 1977 – ou não…

– O guitarrista Robby Krieger (The Doors) completa 66 anos.

– O cantor David Bowie completa 65 anos.

– O vocalista Mike Reno (Loverboy) completa 57 anos.

– Há 38 anos o KISS assinava seu contrato com a Casablanca Records.

– Há 35 anos o Queen assumia o topo da parada britânica com o álbum A Day At The Races.

– A baterista Torry Castellano (The Donnas) completa 33 anos.

– Há 33 anos os integrantes do Rush eram nomeados pelo governo canadense como embaixadores oficiais da música.

– Há 21 anos morria o guitarrista Steve Clark (Def Leppard), vítima de uma overdose de remédios e álcool.