Iron Maiden retira “Hallowed Be Thy Name” dos shows após acusação de plágio

(via Collectors Room)

O Iron Maiden está sendo acusado de plágio. A acusação vem de Barry McKay, manager aposentado de diversas bandas, que acionou legalmente Steve Harris e Dave Murray, que, segundo ele, copiaram um trecho da música “Living in My Shadow”, canção composta por Brian Quinn e gravada os anos 1970 pela banda Backett, na clássica “Hallowed Be Thy Name”. O interessante é que Murray nem foi creditado como autor da música, que foi escrita totalmente por Harris.

De acordo com o jornal inglês The Telegraph, devido a essa situação a banda foi forçada a retirar “Hallowed Be Thy Name” do setlist da atual turnê, que promove o álbum The Book of Souls (2015) pela Europa.

Apesar de não pensar no fim da carreira, Steve Harris admite que o fim da jornada está mais próximo a cada dia

Em entrevista ao iNews.co.uk, Steve Harris falou sobre a sensação de ver o Iron Maiden ainda relevante e tocando para grandes públicos após quatro décadas de carreira. E embora tenha dito, recentemente, que não pensa em se aposentar, confessa saber que uma longa distância já foi percorrida. “Quanto mais velho você fica, mais sagrado cada show se torna, pois sabe que está se aproximando do fim da carreira. É incrível quando nossa música toca nas rádios, mas nunca nos escoramos nisso, pois não foi algo que aconteceu com frequência. Preferimos ter uma longa história a ser o sucesso do momento”.

Steve Harris garante novo álbum do Iron Maiden

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Em entrevista ao jornal The Sun, Steve Harris confirmou que haverá um novo capítulo na saga discográfica do Iron Maiden. “Hoje nos cuidamos muito mais. Enquanto Nicko (McBrain, baterista) estiver em forma, vamos seguir em frente. Com certeza temos, ao menos, mais um álbum em nós”.

Steve Harris garante que o Iron Maiden não tem planos de se aposentar

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Em entrevista à Planet Rock Radio, no início da turnê britânica do álbum The Book Of Souls, Steve Harris ressaltou que o Iron Maiden não planeja se aposentar. “Estamos todos em boa forma. Vamos seguir até onde pudermos. O segurança está me olhando agora com cara de quem precisa de um emprego pelos próximos anos. Nós também, é claro”.

Neil Murray fala sobre frustração com o Whitesnake e projeto com Adrian Smith

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O baixista Neil Murray, atualmente no Snakecharmer, contou à Rock Candy Mag que houve uma oportunidade de reunião da formação pré-laquê do Whitesnake. “Aconteceu dez anos atrás, era uma grande oferta, mas David Coverdale recusou. O compreendi, mas Micky Moody (guitarrista) nunca o perdoou. É triste ver outras pessoas fazendo fortuna com a banda enquanto você está de fora. Por conta da maneira como fui mandado embora após as gravações do álbum de 1987, fiquei até o ano passado sem conversar com David. Voltamos a conversar e temos sido cordiais desde então”.

Em outra entrevista, desta vez ao eonmusic.com, Murray relembrou um curto trabalho que realizou com Adrian Smith, logo após o guitarrista deixar o Iron Maiden, na virada dos anos 1990. Também fazia parte do projeto o baterista Fabio Del Rio, que gravou o álbum Tattooed Millionaire, de Bruce Dickinson. “Foi um daqueles momentos que você toca com alguém como músico contratado. Fizemos algumas demos em três sessões, que resultaram em quatro músicas. Bernie Marsden (ex-guitarrista do Whitesnake) foi o produtor, fui chamado através dele. Nada foi lançado”.

Bruce Dickinson temeu por sua voz após câncer

Em entrevista à Kerrang, Bruce Dickinson admitiu ter se sentido temeroso em relação a como iria cantar após o tratamento que o livrou de um câncer, nos últimos anos. “Me belisquei para ver se era verdade após os primeiros shows. Ninguém imaginava como minha voz soaria. Algumas coisas mudaram e ficaram mais difíceis, sem dúvida. Havia incerteza no ar. Só após abrir a boca para termos certeza. Fiquei com medo de parecer uma caixa de ferramentas cantando”.

Iron Maiden coloca música nunca antes tocada em abertura de nova fase da turnê

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Acabou há pouco, em Antuérpia (Bélgica), o primeiro show da nova fase da The Book Of Souls World Tour. O Iron Maiden executou o seguinte setlist:

If Eternity Should Fail
Speed of Light
Wrathchild
Children of the Damned
Death or Glory
The Red and the Black
The Trooper
Powerslave
The Great Unknown (tocada pela primeira vez ao vivo)
The Book of Souls
Fear of the Dark
Iron Maiden

Encore:

The Number of the Beast
Blood Brothers
Wasted Years

Iron Maiden adiciona nova fase a game

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Celebrando a nova fase da turnê do álbum The Book Of Souls, o Iron Maiden acrescentou uma fase alusiva ao disco no game Legacy Of The Beast. Será a primeira aparição do Eddie versão maia no jogo. O RPG está disponível nas principais plataformas móveis.

Vocalista explica porque o Saxon não se tornou tão grande quanto o Iron Maiden

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Em entrevista ao jornalista Mitch Lafon, o vocalista Biff Byford foi questionado sobre os motivos que impediram o Saxon de se tornar tão grande quanto um colega da NWOBHM. “Eles tinham – e ainda têm – um fantástico time promocional ao redor. Estavam no lugar certo, na hora certa. Investiram pesado nos Estados Unidos, em uma época em que talvez fôssemos até maior na Europa. Talvez tenha sido um golpe de sorte. As coisas são assim. Também acredito que, em determinado momento da carreira, tenhamos nos perdido na maneira como escrevíamos e gravávamos as músicas”.

Capa da Metal Hammer reúne a Eddiezada

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A nova edição da Metal Hammer celebra a vindoura turnê britânica do Iron Maiden. Entrevista exclusiva com Steve Harris e um Top 50 com as melhores músicas da banda segundo o staff da publicação fazem parte do especial.

Iron Maiden: 15 anos de Rock In Rio

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(lançado em 25 de março de 2002)

Após quase ter chafurdado no próprio orgulho, Steve Harris engoliu a vaidade e deu o braço a torcer, chamando Bruce Dickinson de volta. A ação recolocou o Iron Maiden no topo, com a turnê Ed Hunter e o lançamento do ótimo disco Brave New World. Para coroar a reconquista do trono do Heavy Metal, a banda encerrou a turnê de divulgação na América do Sul. Após Chile e Argentina, o a partir de então sexteto foi headliner de uma das noites da terceira edição do Rock In Rio, que retornava após hiato de uma década. O show que os fãs conferiram na Cidade do Rock e o resto do país na televisão foi um verdadeiro ritual de devoção. Canções entoadas como verdadeiros hinos, sincronia de músicos e público, empolgação extrema. Por isso, não dá para negar que o material editado por Kevin Shirley e Steve Harris decepcionou quem tinha a versão crua. Não havia necessidade de tanto overdub, ofuscando a sensacional interação com a plateia.

O setlist é o básico de toda a turnê. A novidade ficou por conta da inclusão de “Run To The Hills”, que havia sido renegada pela banda após a saída de Bruce, com direito a críticas públicas sobre sua qualidade em entrevistas. Parece que a perspectiva mudou de vez, pois ela até foi lançada como single. Fora isso, vale a pena conferir a mistura de clássicos, músicas que então eram novas – algumas nunca mais seriam executadas novamente – e até alguns sons da fase com Blaze Bayley, que ganharam novas interpretações na voz de Dickinson. Rock In Rio não deixa de ser um registro histórico do Iron Maiden, apesar do excesso de maquiagem. Porém, é recomendável ter, também, a versão que foi transmitida ao vivo. Ela oferece uma experiência muito mais prazerosa, inclusive no vídeo, um tanto frenético no DVD oficial. Aliás, adiaram o lançamento no formato para Steve brincar de editor dessa forma? Que coisa…

Bruce Dickinson (vocais)
Steve Harris (baixo)
Adrian Smith (guitarra)
Dave Murray (guitarra)
Janick Gers (guitarra)
Nicko McBrain (bateria)

CD 1

01. Intro (Arthur’s Farewell)
02. The Wicker Man
03. Ghost Of The Navigator
04. Brave New World
05. Wrathchild
06. 2 Minutes To Midnight
07. Blood Brothers
08. Sign Of The Cross
09. The Mercenary
10. The Trooper

CD 2

01. Dream Of Mirrors
02. The Clansman
03. The Evil That Men Do
04. Fear Of The Dark
05. Iron Maiden
06. The Number Of The Beast
07. Hallowed Be Thy Name
08. Sanctuary
09. Run To The Hills

maiden rio

Bruce Dickinson explica diferentes experiências entre pilotar aviões e cantar

bruce dickinson

Em entrevista ao Wales Online, Bruce Dickinson detalhou as diferentes sensações que obtém ao ser piloto de avião e comandar o Iron Maiden em um palco. “A satisfação de voar é ter o seu trabalho feito, levar os passageiros ao destino de forma segura, ser uma figura invisível. Shows trazem emoções externas, ao ver as pessoas reagindo à sua presença. É legal fazer duas coisas tão opostas”.