Edguy: 15 anos de Mandrake

edguy mandrake

(lançado em 27 de novembro de 2001)

A dobradinha Vain Glory Opera e Theater Of Salvation colocou o Edguy em posição de destaque no cenário do Power Metal europeu. A popularidade só aumentou graças ao surgimento do Avantasia, de Tobias Sammet, que mantinha uma pegada próxima, mas se sobressaiu ao reunir diferentes vocalistas, especialmente tirando Michael Kiske da caverna onde se escondia há anos. Ao mesmo tempo, a banda pegou uma fase em que o gênero começava a demonstrar sinais de saturação, com várias atrações que apenas reciclavam o que veio nos primórdios. A partir de Mandrake, o grupo começou a investir numa aproximação de outras vertentes, incluindo o Hard Rock, que praticamente se apropriaria da sonoridade com o passar da discografia. O resultado foi dos mais agradáveis.

Do início ao fim, o tracklist transcorre sem atropelos ou pontos baixos. A abertura traz “Tears Of A Mandrake”, que se tornou uma das preferidas dos fãs. O passado, então recente, ainda é representado por canções como “Golden Dawn”, “Fallen Angels” e “Save Us Now”. O single foi “Painting On The Wall”, embora a escolhida para o videoclipe tenha sido “All The Clowns”. Ainda há espaço para a longa “The Pharaoh” e a balada “Wash Away The Poison”. A repercussão foi tão positiva que o Edguy realizou sua primeira turnê como headliner e acabou despertando atenção da Nuclear Blast, podendo atingir um público maior a partir de seu lançamento seguinte, Hellfire Club. Antes, se despediu da AFM Records com o ao vivo Burning Down The Opera.

Tobias Sammet (vocais, teclados)
Jens Ludwig (guitarra)
Dirk Sauer (guitarra)
Tobias Exxel (baixo)
Felix Bohnke (bateria)

01. Tears Of A Mandrake
02. Golden Dawn
03. Jerusalem
04. All The Clowns
05. Nailed To The Wheel
06. The Pharaoh
07. Wash Away The Poison
08. Fallen Angels
09. Painting On The Wall
10. Save Us Now

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Tobias Sammet participará do novo álbum do Ayreon

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Em postagem online, Arjen Lucassen confirmou que seu “rival preferido” aparecerá no próximo álbum do Ayreon. Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) interpretará o personagem The Captain na trama, que ainda não teve seu enredo revelado. Com isso, os vocalistas e papeis já anunciados são:

– James LaBrie (Dream Theater) as The Historian
– Tommy Rogers (Between The Buried And Me) as The Chemist
– Simone Simons (Epica) as The Counselor
– Michael Mills (Toehider) as TH-1
– Floor Jansen (Nightwish) as The Biologist
– Hansi Kürsch (Blind Guardian) as The Astronomer
– Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) as The Captain

Baixista do Edguy tocará com o Unisonic no Monsters Of Rock

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Tobias Exxel, baixista do Edguy, virá ao Brasil com o Unisonic, para o Monsters Of Rock. No entanto, ele não ocupará sua função original. O músico substituirá o guitarrista Mandy Meyer, que não poderá comparecer, devido a compromissos pré-agendados com o Krokus. A banda se apresenta dia 26, na Arena Anhembi, em São Paulo.

Confirmadas datas de Edguy, Hammerfall e Gotthard no Brasil

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A Free Pass confirmou três datas da turnê que reúne Edguy, Hammerfall e Gotthard. Os grupos se apresentam em São Paulo, no Free Pass Metal Festival, dia 7 de dezembro, na Audio SP. Um dia antes, em local ainda a confirmar, o trio toca em Porto Alegre, enquanto dia 8, os shows vão para Belo Horizonte, no Music Hall.

Edguy, Hammerfall e Gotthard em turnê conjunta pela América Latina

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Três das bandas mais significativas do cenário Hard/Heavy europeu das últimas décadas farão uma turnê conjunta pela América Latina. Edguy, Hammerfall e Gotthard já anunciaram uma apresentação. Ela acontece dia 4 de dezembro, em Asunción, Paraguai. As outras datas serão confirmadas em breve. A informação está no Facebook oficial do Gotthard.

Novo álbum do Edguy em várias paradas europeias

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Space Police – Defenders Of The Crown entrou nos seguintes charts:

Alemanha – 2º
República Tcheca – 8º
Finlândia – 12º
Suíça – 13º
Áustria – 27º
Suécia – 28º
Reino Unido – 82º

“Não há regras no Rock e Metal”

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O vocalista Tobias Sammet confessou ao HardRockHaven.net que foi ainda mais longe na busca por influências nas músicas do álbum Space Police – Defenders Of The Crown. “‘Alone In Myself’, por exemplo, me remete aos Rolling Stones e, especialmente, Bruce Springsteen. A considero uma balada na veia de ‘Streets Of Philadelphia’. Cheguei a ficar preocupado se ela se adaptaria ao disco, pois é incomum para a banda. Mas como gostamos, ela entrou. Não há regras no Rock e Metal”.

Resenha: Edguy – Space Police – Defenders Of The Crown [2014]

O Edguy é uma banda de Hard Rock. É preciso ter isso em mente ao ouvir o novo álbum do grupo. Sim, o passado os liga ao Power Metal. E até podemos encontrar alguns resquícios por aqui. Mas a base do som está bem mais simples e direta, se comparada a quinze anos atrás. Melhor ou pior, vai da opinião e gosto de cada um. Mas o fato é que Tobias Sammet e seus comparsas têm a manha de compor músicas pegajosas sem a menor dificuldade. Sempre foi assim e segue evidente em Space Police – Defenders Of The Crown, novo trabalho dos germânicos, que corrige alguns excessos de Age Of The Joker, play anterior.

A pesada “Sabre & Torch” abre o disco e tem tudo para oferecer um grande início de shows, caso a banda a use para tal. Na sequência, “Space Police”, seguindo a linha de “King Of Fools”, “Superheroes” e outras de fácil assimilação feitas pela banda em tempos recentes, com uma pitada de humor em sua composição. “Defenders Of The Crown” traz as primeiras influências britânicas à tona – e serão muitas pela frente. Destaque para as guitarras, soltando riffs e fraseados em propulsão. O primeiro single, “Love Tyger”, vem logo a seguir, oferecendo uma amostra do que seria a cena da Sunset Strip na Alemanha. Um dos grandes momentos.

Voltando às fronteiras europeias do estilo, “The Realms Of Baba Yaga” tem tudo para se tornar uma das preferidas dos adeptos. A versão para “Rock Me Amadeus”, do Falco, pode assustar os conservadores. Mas essa era a ideia mesmo, por isso ela se torna tão legal. As coisas retomam possível normalidade em “Do Me Like A Caveman”, que traz um piano ao fundo que transita entre o intrigante e o bem sacado. Os resíduos de Power Metal a que me referi mais acima dão as caras em “Shadow Eaters”, o máximo que se encontra de ligações com a juventude dos músicos por aqui. Não poderia faltar uma balada, é claro. “Alone In Myself” tem o mérito de não ser previsível, além de se passar por uma boa trilha sonora para um filme que nunca existiu.

Encerrando o tracklist normal, a longa “The Eternal Wayfarer”. Com variações rítmicas, acaba sendo um dos melhores momentos, com teclados muito bem encaixados e melodias viciantes. A versão deluxe trará um CD bônus com sete faixas, sendo duas inéditas e impagáveis, ressalte-se. Quem puder desembolsar um pouco mais não se arrependerá. “England” traz uma das melhores letras da história da música, enquanto “Aychim In Hysteria” é uma homenagem explícita ao Def Leppard – e não apenas no título, mas em toda a composição, especialmente nos backing vocals característicos da banda de Joe Elliott.

A única crítica realmente contundente que dá para fazer é no excesso de “paradinhas” no meio das músicas. A FIFA deveria dar uma observada nisso e, se preciso, baixar uma determinação, como fez com os pênaltis. Quando acontece pela quarta vez, incomoda. De resto, Space Police – Defenders Of The Crown é um álbum digno do que o Edguy fez de melhor. Especialmente após a aplicação de farofa da boa no som.

Nota 8,5

Tobias Sammet (vocais)
Jens Ludwig (guitarra)
Dirk Sauer (guitarra)
Tobias Exxel (baixo)
Felix Bohnke (bateria)

01. Sabre & Torch
02. Space Police
03. Defenders Of The Crown
04. Love Tyger
05. The Realms Of Baba Yaga
06. Rock Me Amadeus
07. Do Me Like A Caveman
08. Shadow Eaters
09. Alone In Myself
10. The Eternal Wayfarer

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Novo álbum do Edguy disponível para audição na íntegra

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Space Police – Defenders Of The Crown pode ser conferido aqui.

Novo clipe do Edguy

“Love Tyger”, do álbum Space Police – Defenders Of The Crown.

Tobias Sammet não se define

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Em entrevista à Rock Revolt Magazine, Tobias Sammet falou sobre as classificações atribuídas ao Edguy, como Heavy/Power Metal. “É difícil definir isso. Quando era mais jovem, não era o que importava. Festivais como Monsters Of Rock reuniam Metallica, Bon Jovi, Helloween, Anthrax, David Lee Roth, Magnum, Iron Maiden e Mötley Crüe. O que interessava era a energia da música. Fomos denominados Power Metal por termos a típica produção europeia em nossos discos. Por mim tudo bem, assim como não fico bravo se nos chamarem de Hard Rock. Estamos acima de qualquer rótulo, somos o Edguy”.

Edguy: 10 anos de Hellfire Club

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(lançado em 6 de abril de 2004)

“LADIES AND GENTLEMEN, WELCOME TO THE FREAK SHOW!!!”

O Edguy foi uma das primeiras bandas do famigerado Power Metal europeu a abandonar uma fórmula que dava sinais claros de desgaste. Já no excelente Mandrake, de 2001, o grupo alemão explorou uma sonoridade mais direta, flertando especialmente com o Hard Rock, que após longa hibernação, dava novos sinais de vida, com bandas despontando no Velho Continente, principalmente em territórios escandinavos. A “traição” definitiva de Tobias Sammet e asseclas, para desespero de puristas e conservadores, viria em seu melhor disco até hoje.

O EP King Of Fools já antecipava as mudanças na proposta, especialmente em sua faixa-título, primeiro single do full-lenght com uma melodia absolutamente grudenta. A letra é um espetáculo à parte. Fugindo dos clichês tradicionais do estilo, promove uma reflexão crítica em relação a atitudes daqueles caras que você vê comumente por aí, especialmente nas noitadas. De tão pegajosa, acabou até mesmo ultrapassando os limites do gênero em que se encaixava, obtendo grande execução na grande mídia do país do grupo. Obviamente, pessoas com o cérebro do tamanho de uma azeitona os chamaram de vendidos por isso. Mas, assim como aqui na Van, no Edguy a zoeira nunca pode parar!

Mas ela era apenas uma apresentação do trabalho, antecedendo seu grande momento, lançado como segunda faixa promocional. “Lavatory Love Machine” conta uma história vivida por Tobias em uma de suas viagens para o Brasil e os sentimentos vividos durante uma turbulência. Não apenas o enredo é tipicamente Rock and Roll, como a música também segue esse caminho. Um petardo que ganhou videoclipe memorável, com muito bom humor. Difícil para um fã ouvir a linha de baixo e bateria antes do solo sem fazer a dancinha eternizada na produção.

Além delas, impossível não destacar a excelente abertura, com “Mysteria”, além da longa e envolvente “The Piper Never Dies”, com direito a passagem de Hammond. Reminiscências do passado ainda dão as caras em faixas como “We Don’t Need A Hero”, a Helloweenica “Down To The Devil”, trazendo aquele pedigree germânico facilmente identificável e “Rise Of The Morning Glory” com movimentos de acelera e cadencia. Já “Under The Moon” mostra o grupo passeando por saudáveis águas britânicas, o que resultou em mais peso na composição.

A banda ainda se deu ao luxo de contar com uma orquestra em estúdio. A German Film Orchestra Babelsberg dá brilho a “The Spirit Will Remain”, que fecha o tracklist normal com chave de ouro. Na mesma linha baladeira, “Forever” busca uma abordagem mais simples, com um clima acústico no começo e um crescendo constante até o refrão. E obviamente, o bom humor não poderia faltar, especificamente na intro “Lucifer In Love”, que antecede a excepcional “Navigator”. Se você nunca imaginou o cramulhão copulando, pode ter uma pequena ideia na vinheta.

O sucesso de Hellfire Club estabeleceu um novo parâmetro na carreira do Edguy. A partir de então, o disco passou a ser usado para efeitos de comparação com seus lançamentos posteriores. E, honestamente, nenhum conseguiu chegar sequer perto, embora todos tenham suas qualidades. Mas o principal legado do play foi desconstruir a imagem de todo um estilo, mostrando que havia mais possibilidades de abordagem sem necessariamente abrir mão de todas as características. Não à toa, trata-se de um registro indispensável em qualquer coleção metálica que se preze.

Tobias Sammet (vocais, teclados)
Jens Ludwig (guitarra)
Dirk Sauer (guitarra)
Tobias Exxel (baixo)
Felix Bohnke (bateria)

01. Mysteria
02. The Piper Never Dies
03. We Don’t Need A Hero
04. Down To The Devil
05. King Of Fools
06. Forever
07. Under The Moon
08. Lavatory Love Machine
09. Rise Of The Morning Glory
10. Lucifer In Love
11. Navigator
12. The Spirit Will Remain

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