James Hetfield ficou honrado, porém triste ao tocar com Ozzy no R&R Hall Of Fame

metallica ozzy

Em entrevista ao podcast WTF With Marc Maron, James Hetfield comentou as reconciliações que o tempo lhe ofereceu, incluindo antigos membros do Metallica. E citou um exemplo de como não queria que as coisas fossem, quando a banda fez as homenagens ao Black Sabbath no Rock And Roll Hall Of Fame, no ano de 2006. “Enquanto discursávamos, Ozzy estava sentado em uma mesa e o resto da banda em outra. Não queriam tocar, então nós tivemos que fazê-lo. Foi uma honra, mas ao mesmo tempo triste. Preferia que eles estivessem ali. Entendo que às vezes é difícil deixar o passado para trás, mas precisamos nos esforçar”.

Caroço na garganta de Tony Iommi não era câncer

Recentemente, Tony Iommi anunciou que passaria por uma nova cirurgia para retirar um caroço que apareceu em sua garganta. O líder do Black Sabbath vem enfrentando um linfoma que entrou em processo de remissão recentemente. Após o procedimento, médicos concluíram que a parte retirada não era cancerosa. “Operei logo após retornar da América do Sul. Recebi a confirmação de que não era câncer no dia de natal, o que foi maravilhoso. Por hora, estou bem”, disse o guitarrista à Planet Rock.

Tony Iommi disponibiliza parceria com o coral da Catedral de Birmingham

“How Good It Is” é baseada no Salmo 133 e foi gravada com o coral infantil da Catedral de Birmingham e o violoncelista George Shilling. A parceria foi idealizada com a Deã Reverenda Catherine Ogle.

Exames encontram caroço na garganta e Tony Iommi passará por cirurgia

Em entrevista ao The Irish Times, Tony Iommi falou sobre as recentes novidades no âmbito clínico. O guitarrista, que está em turnê de despedida com o Black Sabbath, havia sido informado recentemente que seu linfoma está em processo de remissão. “Consultei quatro semanas atrás e o médico disse que não há qualquer registro de atividade onde o câncer estava instalado anteriormente. Mas algo foi detectado em minha garganta. Quando retornar à Inglaterra, terei que passar por uma cirurgia para remover este caroço. Ainda não sabemos se é câncer, mas estou me sentindo bem até agora”.

Fãs de Black Sabbath e Justin Bieber confraternizam no Rio de Janeiro

sabbath bieber

Foto: Twitter

Fãs do popstar Justin Bieber, que se apresenta na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, dia 29 de março, ganharam a companhia dos adeptos do Black Sabbath, que tocou ontem no mesmo local. Ao contrário do que radicais imbecis poderiam pensar, o convívio foi de total harmonia. “Sobre o pessoal achar que iríamos ser apedrejados pelos fãs do Black Sabbath, estavam bem errados né”, postou a dona da conta de Twitter onde a foto acima foi postada.

Black Sabbath presta homenagem à Chapecoense

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O Black Sabbath homenageou a Chapecoense em uma publicação feita nas redes sociais. A imagem mostra a bandeira do time de futebol, cujos atletas e dirigentes sofreram um acidente aéreo no início da semana.

“Respeito e condolências aos nossos amigos brasileiros”, afirma a legenda da publicação. A foto parece ter sido feita durante a montagem do palco na Apoteose, no Rio de Janeiro, onde a banda se apresenta na noite desta sexta-feira (2). É possível que a bandeira continue presente ao longo da apresentação.

Fonte: Whiplash

Resenha: Black Sabbath em Porto Alegre (28/11/2016)

black sabbath

Texto e fotos: Daiane Costa e Day Montenegro

Na última segunda-feira, dia 28 de novembro, o Black Sabbath realizou o primeiro show no Brasil da turnê de encerramento das atividades. Desembarcando da Argentina, as lendas do heavy metal Ozzy Osbourne, o baixista Geezer Butler e o guitarrista Tony Iommi tocaram ao lado do baterista Tommy Clufetos (36 anos) – músico da banda de Ozzy que está com o Sabbath desde 2012 (substituindo Bill Ward). A turnê The End passou por Porto Alegre em clima de despedida – após mais de 40 anos de história, marcando a noite do público notavelmente mais maduro, com um rápido show de aproximadamente 1h30 de duração. Já os responsáveis por animar a galera durante o pôr do sol na capital dos gaúchos foram as bandas de abertura: Krisiun e Rival Sons.

krisiun

Pontualmente, a noite de apresentações no estacionamento da FIERGS iniciou às 19h30min com a banda de death metal Krisiun – do Rio Grande do Sul. O trio representou um orgulho imenso para os admiradores que já se concentravam cedo no local para prestigiar Alex Camargo (baixo/vocal), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria). O repertório incluiu músicas do mais recente registro fonográfico, “Forged In Fury” (2015).

Às 20h, Rival Sons surgiu com seus integrantes cheios de estilo no visual, talvez nos fazendo reviver outras épocas do rock mais clássico com uma pegada setentista. O grupo norte-americano de Long Beach, Califórnia, foi formado em 2009. Os caras atingiram uma popularidade incrível e foram convidados para acompanhar as datas da turnê de despedida The End do Sabbath não somente na América Latina, mas também por toda a Europa e América do Norte.

rival sons

Rival Sons subiu ao palco com a já conhecida trilha The Good, The Bad and The Ugly, de Ennio Morricone. Podemos dizer que desde o lançamento de seu álbum de estreia, “Before The Fire”, Rival Sons ressuscitou o rock’n’roll carregado de groove e fuzz que havia sido deixado de lado nos anos 70. O som dançante, infelizmente, não agradou a todos os 18 mil presentes – cerca de ⅓ da capacidade de lotação. Muitos esperavam impacientes (e ranzinzas) a despedida das lendas do Black Sabbath. Mesmo assim, os vocais rasgados de Jay Buchanan – cuja técnica é impecável, não atrapalhou a noite de Heavy Metal e sim transpirou blues e soul que embalaram a noite dos fãs que se concentravam em torno do palco e cantavam os refrões marcantes da banda mais recente. O curto set list contemplou as conhecidas “Electric Man”, “Keep On Swinging” e “Pressure and Time”, entre outras canções.

Às 21h30min, o Black Sabbath subiu ao palco com a música homônima, levando os porto-alegrenses extasiados ao delírio, naquela última oportunidade de assistir ao grupo. Até o repertório foi contemplado os quatro primeiros álbuns. Black Sabbath celebrou seu passado sombrio e escolheu começar pelo princípio de sua própria história, com performance e letra que leva a uma alusão do final iminente para a chegada do diabo. O sorriso de Ozzy (às vezes malévolo) também esboçava traços de realização! E não demorou muito para que o madman de 67 anos encharcasse a cabeça com água como de costume, conduzindo toda a energia aos headbangers e mostrando todo o fôlego que ainda leva aos palcos.

black sabbath

A banda se vestia e se portava como se estivesse nos anos 1970. Ozzy pouco saiu do lugar, atento às letras das músicas que rolavam na telinha, mas interagiu bastante com o público, entonando por muitas vezes sua discreta frase “God bless you!”. Podemos destacar também o incrível solo de quase 10 minutos do baterista, e toda a nostalgia em torno dos solos de guitarra de Tony Iommi, na melhor idade dos caras. O set list teve ainda Fairies Wear Boots, After Forever, Into the Void, Snowblind, War Pigs, Behind the Wall of Sleep, N.I.B., Rat Salad, Iron Man, Dirty Women e Children of the Grave, com Paranoid no bis.

A turnê que teve início em janeiro deste ano nos EUA encerra no dia 4 de fevereiro de 2017, em Birmingham (Inglaterra) – cidade onde a banda se formou. A despedida tem a maior produção já feita pelo grupo – e até o momento já soma mais de 80 shows pelo mundo. Nesta sexta-feira, os mestres se apresentam ainda no Rio de Janeiro (RJ) e depois seguem para São Paulo (SP).

Set list Black Sabbath:
Black Sabbath
Faires Wear Boots
After Forever
Into The Void
Snowblind
War Pigs
Behind the Wall of Sleep
N.I.B
Rat Salad ( solo de guitarra e bateria)
Iron Man
Dirty Women
Children Of The Grave
Paranoid

Set list Rival Sons:
The Good, the Bad and the Ugly (Ennio Morricone)
Electric Man
Secret
Pressure and Time
Hollow Bones Pt. 1
Torture
Fade Out
Baby Boy
Open My Eyes
Keep On Swinging

Tony Iommi acha que ainda pode tocar em uns festivais e gravar disco com o Black Sabbath

tonyiommi

Em entrevista ao Talk Is Jericho, Tony Iommi reforçou que o Black Sabbath só está encerrando atuação como banda de turnê devido à sua saúde. “Desde que fui diagnosticado com câncer, ficou muito mais difícil fazer turnês. É cansativo, me tira a disposição. Mas não descarto a possibilidade de fazermos shows em algum festival, uma ocasião especial, assim como gravar um disco”, exaltou o guitarrista. O último show do grupo acontece dia 4 de fevereiro, em Birmingham, Inglaterra, nonde tudo começou.

Black Sabbath realiza seu último show nos Estados Unidos

black sabbath

Aconteceu no último sábado, em San Antonio, Texas, o último show da carreira do Black Sabbath nos Estados Unidos. Agora, a banda prepara seu giro sul-americano e as datas derradeiras no Reino Unido. As duas últimas apresentações acontecem dias 2 e 4 de fevereiro, em Birmingham, Inglaterra, onde o grupo foi formado.

“Minha vida será muito vazia sem o Black Sabbath”

black sabbath

O baixista Geezer Butler falou ao Austin360.com sobre como imagina que serão os últimos shows do Black Sabbath, dias 2 e 4 de fevereiro de 2017, em Birmingham. “Foi uma grande conquista chegar tão longe e ainda relevante. Tenho orgulho, mas minha vida será muito vazia sem a banda. Espero que nossa música continue sendo ouvida por um longo tempo após termos morrido”.

Black Sabbath: 35 anos de Mob Rules

Mob Rules

(lançado em 4 de novembro de 1981)

Heaven And Hell resgatou a credibilidade e a qualidade do Black Sabbath. Mostrou uma banda diferente, apesar de só um membro ter mudado. Porém, a sonoridade soava como um híbrido entre o que consagrou o quarteto de Birmingham e características que consagraram Ronnie James Dio no Rainbow. Até mesmo quem não curtia a fase Ozzy pôde rever seus conceitos a partir de uma nova proposta. Durante a turnê, mais uma baixa, com a saída do baterista Bill Ward. Vinny Appice o substituiu, sem a mesma genialidade, mas com qualidade técnica inegável. Formação estabilizada, era hora de começar a trabalhar no disco seguinte. Uma prévia apareceu na trilha da animação Heavy Metal, com “The Mob Rules”, em versão diferente da que entrou no álbum de mesmo nome. A instrumental “E5150” (entenda o título usando os números 5, 1 e 50 em algarismos romanos) também aparece no desenho, embora não tenha entrado no LP que o promoveu.

Novamente com produção de Martin Birch, Mob Rules não se firmou como unanimidade, embora hoje figure no panteão dos clássicos. Um dos motivos está na estrutura muito similar ao seu antecessor, soando como um reboot sem a mesma qualidade. De qualquer forma, ofereceu momentos espetaculares, como nas climáticas “The Sign Of The Southern Cross” e “Falling Off The Edge Of The World”, que possuíam passagens remetendo aos anos 1970, assim como “Over And Over”, que encerra o tracklist. Quem prefere sons mais acelerados, além da já citada faixa-título, vai se deliciar com “Turn Up The Night”, que abre o play e também foi lançada como segundo single. “Voodoo” segura o pique, enquanto “Country Girl” e “Slipping Away” são momentos menos inspirados. Na primeira das duas, uma curiosidade para a interpretação vocal, com Dio se valendo de um recurso muito utilizado por Ozzy nos tempos áureos, cantando em cima do riff.

Falando no vocalista original, várias teorias da conspiração enxergam seu nome na capa do trabalho. Alguns ainda conseguem ver um comando de assassinato – “Kill Ozzy” – no chão da ilustração. Realmente, as manchas acabam colaborando com quem deseja criar algo na própria imaginação. Porém, é difícil afirmar com convicção. Como Tony Iommi deixa claro, o grupo não possuía ingerência sobre as imagens que seriam utilizadas. O fato é que Mob Rules não conseguiu repetir o desempenho de Heaven And Hell nas vendas, embora tenha mantido o Black Sabbath nos holofotes. O disco de ouro nos Estados Unidos só viria em 1986, enquanto na Inglaterra, não passaria da premiação de prata. Para se manter em evidência, a banda resolveu gravar seu primeiro álbum ao vivo oficial – Live At Last, de 1980, saiu sem consentimento. Foi quando a situação interna desandou de vez…

Ronnie James Dio (vocais)
Tony Iommi (guitarra)
Geezer Butler (baixo)
Vinny Appice (bateria)
Geoff Nicholls (teclados)

01. Turn Up The Night
02. Voodoo
03. The Sign Of The Southern Cross
04. E5150
05. The Mob Rules
06. Country Girl
07. Slipping Away
08. Falling Off The Edge Of The World
09. Over And Over

mob rules

“Não posso mais viajar, mas continuarei tocando”

Tony Iommi

Em entrevista ao Ultimate Classic Rock, Tony Iommi falou sobre os planos após o Black Sabbath se aposentar dos palcos. “Não vou tirar férias. Ainda quero compor e tocar. Farei um programa de TV na Inglaterra, chamado Guitar Star. Só não posso mais viajar. Talvez ainda faça algo com os outros caras da banda, mas sem turnê”. Recentemente, o guitarrista anunciou ter recebido a notícia de que seu câncer está em processo de remissão. Antes de largar de vez, o Black Sabbath passa pela América do Sul nas próximas semanas. Tudo acaba nos primeiros dias de fevereiro de 2017, em Birmingham, Inglaterra, onde a história começou.