Ace Frehley quer reunião com o KISS ainda este ano

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Em entrevista ao Louder Noise, Ace Frehley falou sobre os recentes rumores de que se reuniria com o KISS. “Não ouvi nada de Paul e Gene. Mas, se for para acontecer, espero que seja este ano. 2017 parece o momento certo. Vamos aguardar e ver”. Em março, o guitarrista passa pelo Brasil.

Ace Frehley tem mais um show confirmado na Argentina

Os argentinos realmente são “kisseros”, como cantam nos shows. Com o sucesso de dois shows previamente marcados para Buenos Aires, Ace Frehley fará uma terceira apresentação no país. A data de 28 de fevereiro junta-se a 2 e 3 de março, previamente anunciadas. O concerto acontece no Teatro Vorterix de Rosario. Para o Brasil, por enquanto, apenas uma confirmação: São Paulo, 5 de março, no Tom Brasil.

Ace Frehley anuncia mais um show na América do Sul

A primeira passagem de Ace Frehley pela América do Sul como artista solo teve mais uma data anunciada. Trata-se de um show extra em Buenos Aires. A apresentação acontece em 3 de março, um dia após o primeiro show no Teatro Vorterix. Por hora, o Brasil segue tendo apenas o concerto em São Paulo, no Tom Brasil, dia 5 do mesmo mês.

Ace espera proposta de Gene

Em entrevista ao Talking Metal, Ace Frehley voltou a falar sobre os rumores envolvendo seu retorno ao KISS. A ideia foi aventada por Eddie Trunk, que banca uma reunião para o ano que vem. “Não ouvi nada diretamente deles, embora Gene tenha me enviado uma mensagem recentemente, dizendo que gostaria de ir ver um show meu em janeiro. Talvez ele faça a proposta no dia. Independente do que acontecer, está tudo bem entre nós”.

Sobre volta ao KISS, Ace Frehley não diz que sim nem não, muito pelo contrário

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Em aparição no Trunk Nation, Ace Frehley falou sobre os rumores de que poderia voltar ao KISS no próximo ano. O próprio Eddie Trunk foi o disseminador do rumor em meses recentes. “Não entraram em contato comigo, mas não descarto. Acho que há uma possibilidade, mas a decisão está com Paul e Gene. Acho que poderia ser algo muito bom, se feito de maneira correta. Por hora, estou fazendo meu trabalho. Se acontecer, ótimo. Caso contrário, ficaremos todos bem”.

Definido local do show de Ace Frehley em São Paulo

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De acordo com o jornalista José Norberto Flesch, a apresentação de Ace Frehley em São Paulo acontecerá no dia 5 de março, na casa de espetáculos Tom Brasil. A venda de ingressos começa amanhã. Será a primeira apresentação solo do guitarrista em território nacional. O músico divulga o álbum Origins Vol. 1.

Ace Frehley no Brasil em março

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De acordo com o Destak Jornal, Ace Frehley passará pelo Brasil em março. Será a primeira vez que o guitarrista da formação clássica do KISS vem ao país em carreira solo. Um show em São Paulo acontece no dia 5 de março, em local a confirmar. O Spaceman divulga o álbum de regravações Origins Vol. 1.

Cabeçote: 15 músicas que foram feitas por Russ Ballard (e talvez você não saiba)

Russ Ballard é um dos melhores compositores desconhecidos do rock/pop. O músico é autor de diversos “minor hits” que nunca o colocaram no topo das paradas de sucesso, mas o fizeram chegar perto disto.

Antes de fazer carreira como compositor, Russ Ballard integrou a banda Argent, como vocalista e guitarrista, ao longo do início da década de 70. Ele saiu do grupo em 1974, dois anos antes da formação se desfazer, e investiu em duas frentes: hitmaker e artista solo.

A carreira solo de Russ Ballard não vingou. Ele lançou 10 álbuns desde 1974 – o mais recente é “It’s Good To Be Here”, divulgado no ano passado. São bons registros, quase sempre calcados no AOR/melodic rock, mas nenhum emplacou de verdade.

Ballard se firmou mesmo como compositor. Apesar de nunca ter chegado ao primeiro lugar das paradas da Billboard, ele se tornou figurinha carimbada dos charts entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980.

Suas músicas foram gravadas por Ace Frehley, Rainbow, Roger Daltrey, Night Ranger e Santana, além de atrações fora do espectro roqueiro, como Frida e Anna (ambas ex-ABBA), Hot Chocolate e Elkie Brooks, entre outros. Há canções registradas por ele que você, caro leitor, provavelmente já ouviu em algum momento.

Veja, abaixo, 15 músicas compostas por Russ Ballard e eternizadas por outros artistas:

“New York Groove” (gravada originalmente pelo Hello, com versão de Ace Frehley):

“Come and Get Your Love” (Roger Daltrey):

“Since You Been Gone” (gravada originalmente por Russ Ballard, com versão do Rainbow):

“Winning” (gravada originalmente por Russ Ballard, com versão de Santana):

“On The Rebound” (gravada originalmente por Russ Ballard, com versão do Uriah Heep):

“God Gave Rock and Roll to You” (gravada originalmente pelo Argent, com versões do Petra e KISS):

“Dream On” (gravada originalmente por Russ Ballard, com versão do King Kobra):

“Liar” (gravada originalmente pelo Argent, com versão do Three Dog Night):

“Into The Night” (gravada originalmente por Russ Ballard sob o título “In The Night”, com versão do Frehley’s Comet):

“I Surrender” (gravada originalmente por Head East, com versão do Rainbow):

“I Will Be There” (Gogmagog):

“I Did It For Love” (Night Ranger):

“Let Me Rock You” (Peter Criss):

“Riding with the Angels” (gravada originalmente pelo Samson, com versão de Bruce Dickinson):

“You Can Do Magic” (America):

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Livro detalha carreira de Ace Frehley

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Escrito pelo jornalista Neil Daniels, Space Invader – A Casual Guide To The Music Of Original KISS Guitarist Ace Frehley será lançado no dia 15 de outubro. Além de contar a história do Spaceman, o trabalho conta com linha do tempo, um guia de lançamentos, resenhas e entrevistas de diferentes eras. Apesar do destaque óbvio para os tempos com o KISS, a obra também detalha os tempos de Frehley’s Comet, artista solo e participações em trabalhos de outros artistas.

Eddie Trunk diz que Ace Frehley volta ao KISS em 2017

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Em seu programa na SiriusXM, Eddie Trunk declarou que Ace Frehley será convidado para retornar ao KISS em 2017. O guitarrista completou dez anos de sobriedade no último dia 15 de setembro. “Muitas pessoas estão comentando que o convite será feito. Perguntei a Ace. Ele disse que não houve contato ainda, mas aceitaria”, ressaltou o apresentador.

Cabeçote: Ace Frehley, o Keith Richards “sem grife”

Admiro o trabalho de Ace Frehley há pelo menos uma década e, por mais que seja considerado por muitos um músico simplório, continuo descobrindo detalhes em suas músicas e em seu estilo de tocar. Há uma dicotomia interessante nessa relação: o Spaceman faz clichês ficarem imprevisíveis.

Certa vez, em uma conversa informal, um amigo cravou que Ace Frehley era “Keith Richards sem a grife”. Com o passar do tempo, entendi o porquê. Aliás, há vários motivos que tornam essa premissa verdadeira.

Em primeiro lugar, estão os óbvios vícios. Por décadas, Ace Frehley e Keith Richards foram bombas tóxicas. Não só bebiam, como usavam todos os tipos de drogas. O destino foi um pouco mais ingrato com Frehley, que sofreu um acidente sério de carro no ano de 1983 enquanto dirigia alcoolizado e cuja percepção ficou afetada com os abusos.

Ainda assim, as trajetórias são semelhantes. Eles, inclusive, chegaram a se encontrar em determinado momento de suas vidas. Em entrevista ao Slusphile, o editor Jeremie Ruby-Strauss, que trabalhou na biografia de Ace Frehley, “No Regrets”, relembrou a história. “Em nosso primeiro encontro ele [Ace Frehley] contou sobre quando quis conhecer Keith Richards. Nenhum dos dois conseguia ficar de pé. Então, alguns assistentes os ajudaram, para que pudessem se cumprimentar. Apertaram as mãos antes que um desabasse para cada lado”, disse.

Nesse quesito – e é isso que dá a grife a Keith Richards –, a recepção é o diferencial. Os vícios de Richards são romantizados, pois o músico dos Rolling Stones é taxado de imortal. Já os de Ace Frehley são demonizados, já que, por inúmeras vezes, Paul Stanley e Gene Simmons creditaram as desavenças que o levaram para fora do KISS aos problemas do guitarrista com tóxicos. Os próprios fãs condenam o Spaceman – pode não parecer, mas a base de fãs do KISS é bastante conservadora.

Em termos musicais, nem se fala. Ace Frehley foi claramente influenciado por Keith Richards. Os dois também têm referências em comum: foram formados pela “escola Chuck Berry” de guitarristas de rock n’ roll, com uso de escalas pentatônicas, palhetadas aparentemente desordenadas e muita intuição no estilo de tocar.

Por outro lado, enquanto Keith Richards é, ao lado de Mick Jagger, uma das lideranças dos Rolling Stones, Ace Frehley era como a terceira (ou até quarta) força do KISS. Inicialmente, pouco participava do processo de criação, sempre capitaneado por Paul Stanley e Gene Simmons – e com Peter Criss querendo entrar nesse meio. Conquistou espaço com boas músicas e ganhou confiança até mesmo para cantar. Quando começava a ter mais participação nos discos, como teve em “Dynasty” e “Unmasked”, também teve início a sua derrocada causada pelos abusos.

Ace Frehley é Keith Richards sem a grife e isso só pode ser um elogio. Frehley fez história com o KISS – algo que, provavelmente, em alguma banda com músicos mais desleixados e indisciplinados, não conseguiria. Errático, o Spaceman sempre se segurou com seu talento. Faz até um disco de covers (“Origins Vol. 1”) soar diferenciado. Richards é um pouco mais disciplinado e criativo, mas ainda tem inúmeras semelhanças com o colega americano.

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Resenha: Ace Frehley – Origins Vol. 1 [2016]

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O projeto de um álbum de covers vinha sendo anunciado há tempos por Ace Frehley. O que poderia parecer um período de baixa criatividade foi desmentido com Space Invader, lançado em 2014, um belo disco. Portanto, o momento era propício para celebrar artistas que influenciaram o Space Ace, além de homenagear alguns contemporâneos. A coisa ficou ainda melhor após o anúncio dos convidados, como Slash, Lita Ford, Mike McCready, John 5 e, especialmente, Paul Stanley. Apesar das polêmicas públicas em tempos recentes, os dois ex-colegas sempre mantiveram um laço estreito de amizade. Quem leu a biografia do Starchild notou que ele tinha muitas coisas boas a falar sobre Ace, que em suas palavras, era um cara talentoso e muito legal, tendo se perdido quando se deixou levar por drogas pesadas.

O fato é que o tracklist escolhido para Origins Vol. 1 não possui ponto fraco. A escolha do repertório foi ótima. Mesmo Frehley sendo um guitarrista e vocalista inferior a alguns das versões em que se inspirou, ele dá conta do recado – chega a ser engraçada a tentativa de emular o sotaque de Phil Lynott em “Emerald”. Os arranjos respeitam os originais e oferecem uma agradável jukebox ao ouvinte, com hit atrás de hit. A grande curiosidade vem na última faixa do tracklist, com sua interpretação para “Rock And Roll Hell”. A música do álbum Creatures Of The Night, do KISS, não contou com sua participação, já que foi registrada em uma época de maior preocupação com a garrafa do que com a guitarra. Agora, Ace pôde colocar a sua personalidade nela, oferecendo um bom resultado. Não é um disco que vá mudar vidas, porém, garante diversão.

Nota 8

Ace Frehley (vocais, guitarra)
Richie Scarlet (guitarra)
Chris Wyse (baixo)
Scot Coogan (bateria)

01. White Room (Cream)
02. Street Fighting Man (Rolling Stones)
03. Spanish Castle Magic feat. John 5 (Jimi Hendrix)
04. Fire and Water feat. Paul Stanley (Free)
05. Emerald feat. Slash (Thin Lizzy)
06. Bring It on Home (Led Zeppelin)
07. Wild Thing feat. Lita Ford (The Troggs)
08. Parasite feat. John 5 (KISS)
09. Magic Carpet Ride (Steppenwolf)
10. Cold Gin feat. Mike McCready (KISS)
11. Till the End of the Day (Kinks)
12. Rock and Roll Hell (KISS)

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