Resenha: Alter Bridge – The Last Hero [2016]

last hero

Há vários pontos positivos a se destacar em The Last Hero, novo álbum do Alter Bridge. O principal é que a banda procurou não se repetir em termos de sonoridade, o que sempre é bem-vindo. Algumas opiniões dão conta de uma guinada mais comercial nos arranjos, porém, fica difícil fazer a comparação a partir do momento que o grupo nunca foi realmente underground. Talvez, seja possível detectar alguns momentos positivistas, embora isso tenha muito mais a ver com a parte rítmica do que a lírica. O maior exemplo está justamente em faixas como “Show Me A Leader” e “My Champion” (cujo riff lembra muito alguns feitos pelo AC/DC, especialmente nos anos 1990), duas das primeiras liberadas para o público. Porém, nada que vá causar grandes surpresas ou estranhamentos.

Vale destacar, ainda, as melódicas “The Writing On The Wall”, “Cradle To The Grave” e “You Will Be Remembered”. Quem curte o lado mais Heavy, não pode deixar de conferir “Crowns On A Wire”, com riffs da escola Iommica e pegada atual em propulsão. Como o tracklist conta com 13 faixas e ultrapassa uma hora, é inevitável que surjam alguns momentos enfadonhos, como “The Other Side” ou “This Side Of Fate”, que se prolongam além do necessário. De resto, Myles Kennedy e Mark Tremonti continuam formando uma dupla afiada, dividindo claramente as funções entre a guitarra base e solo. O tempo dirá se The Last Hero foi um divisor de águas na carreira do Alter Bridge. Por hora, dá para afirmar que a banda segue sendo uma das mais relevantes da recente geração. Mas podia dar uma editada nas ideias de vez em quando.

Nota 7

Myles Kennedy (vocais, guitarra)
Mark Tremonti (guitarra)
Brian Marshall (baixo)
Scott Phillips (bateria)

01. Show Me A Leader
02. The Writing On The Wall
03. The Other Side
04. My Champion
05. Poison In Your Veins
06. Cradle To The Grave
07. Losing Patience
08. This Side Of Fate
09. You Will Be Remembered
10. Crows On A Wire
11. Twilight
12. Island Of Fools
13. The Last Hero

last hero

Esse post foi publicado em * Resenha e marcado por João Renato Alves. Guardar link permanente.