Capa do novo livro de Corey Taylor

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America 51: A Probe Into The Realities That Are Hiding Inside The Greatest Country In The World., novo livro de Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour), sai no dia 15 de agosto. Com humor, ultraje e descrença, o músico faz uma crônica da situação atual de seu país. A publicação tem 256 páginas.

Robert Trujillo espera que o Metallica toque na lua em turnê atual

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A rádio WRIF, de Detroit, perguntou ao baixista Robert Trujillo por onde o Metallica passará durante a WorldWired Tour, que começou na Ásia, foi até a Europa e chega ao continente americano em breve. “Devemos passar por vários lugares. Na turnê anterior, fomos à Antarctica. Espero que desta vez cheguemos à lua, mas não sei se é possível”.

Cabeçote: E se Kurt Cobain ainda estivesse vivo?

Kurt Cobain, frontman do Nirvana, faria 50 anos nesta segunda-feira (20). Sua trajetória foi interrompida de forma brusca quando ele tinha apenas 27 anos: em 5 de abril de 1994, ele se matou com um tiro de espingarda.

Percebo que não há, exatamente, uma boa vontade em reconhecer o legado de Kurt Cobain por parte do público fã de rock. Esse sentimento aumenta quando falo daqueles ligados a gêneros como o hard rock e o metal, considerados mais “tradicionais”.

A rejeição é, de certa forma, natural. O Nirvana é creditado não só por ter capitaneado a explosão comercial do grunge, no início da década de 1990, como, também, por ter “matado” o segmento oitentista do hard rock e algumas ramificações do heavy metal. Já compactuei deste sentimento.

Contudo, tal atribuição é injusta. No mesmo ano em que “Nevermind” (1991) foi lançado, o “Black Album”, do Metallica, fez um enorme sucesso, o Guns N’ Roses seguiu sua trajetória de êxito com a turnê de “Use Your Illusion” e o Skid Row alçava voos ainda maiores com “Slave To The Grind”. Em 1992, trabalhos lendários como “Vulgar Dispaly Of Power” (Pantera), “Countdown To Extinction” (Megadeth) e “Keep The Faith” (Bon Jovi) chegavam a público.

Kurt Cobain liderou um movimento que, como todos os outros existentes na música, foi cíclico. Os distintos excessos da década de 1980 foram substituídos por certo minimalismo nos anos 1990. É desonesto enxergar o grunge como algo alheio à música: o hard rock presente no som do Pearl Jam e do Soundgarden, as influências metal do Alice In Chains e a sonoridade punk a-la Stooges do Nirvana mostram que o segmento não surgiu do nada. E isto só citando as quatro bandas mais famosas.

Reflexões a parte, como seria se Kurt Cobain não tivesse decidido acabar com sua própria vida em 5 de abril de 1994? E se ele ainda estivesse vivo para completar o seu 50° aniversário?

Trata-se, obviamente, de exercício de imaginação. Não só porque substitui o que realmente aconteceu, mas também porque, mesmo se excluíssemos o fato de 5 de abril de 1994, é quase impossível imaginar em Kurt Cobain vivo em 2017. Ele teria cometido suicídio ou falecido sob outras circunstâncias nos anos seguintes.

Quem teve a oportunidade de ler um pouco sobre Kurt Cobain, sabe que o músico teve uma adolescência problemática. O problema teve início quando seus pais se divorciaram quando ele tinha apenas 9 anos. Na sequência, o futuro rockstar não soube lidar com suas novas “famílias”: o pai se casou com outra mulher e teve um filho mais novo, de quem Kurt sentia ciúmes. Já a mãe começou a namorar um homem que abusava dela. A violência doméstica rolava na frente de Kurt.

A partir de sua adolescência, Kurt Cobain foi visto como um degenerado por onde passava. Não conseguiu se graduar no colégio e acabou expulso de casa por sua mãe. Chegou a morar debaixo de uma ponte.

O cenário estimulou a construção de um sujeito degenerado, com problemas psicológicos que nunca foram tratados – pelo contrário, foram potencializados com a fama. O vício em drogas e o comportamento errático se tornaram as marcas de Cobain até o fim de sua vida.

Ainda assim, como mero exercício de imaginação, vale imaginar o que teria acontecido se Kurt Cobain conseguisse sobreviver. Para que Cobain continuasse vivo, muitas coisas teriam que mudar, inclusive dentro dele próprio. O Kurt porra-louca já não poderia existir mais em determinado momento a partir da segunda metade da década de 1990.

Não dá para imaginar, por exemplo, o Nirvana com uma sobrevida sem o Kurt porra-louca. A sinceridade é o principal charme das músicas de Cobain, que nunca foi um instrumentista técnico ou um letrista de autorias complexas. Quando ele deixasse de ter experiências intensas para retratar em suas canções, o que restaria?

Há quem especule que ele poderia acabar brigado com Dave Grohl. Duvido muito, mas, sem dúvidas, Grohl não ficaria no Nirvana por muito tempo. O desejo de Dave em capitanear um projeto com suas próprias composições já era explícito desde os tempos ao lado de Kurt.

Por tudo isto, não imagino o Nirvana como um projeto duradouro a longo prazo, mesmo se Kurt Cobain ainda estivesse vivo. Creio que Kurt se envolveria com trabalhos de teor mais experimental. Basicamente, seria impulsionado por grupos que ele mesmo influenciou, como o Radiohead.

Sem o devido tratamento clínico, Kurt Cobain jamais seria capaz de aceitar o sucesso. Isto afetaria a sua produtividade e o tornaria, inevitavelmente, recluso. Turnês gigantescas e lançamentos pomposos não fariam parte da rotina de Cobain.

Ainda assim, creio que Kurt Cobain permaneceria como alguém relevante na música. Teria um destino próximo ao de Lou Reed em seus últimos anos. Mas deve-se considerar: é tudo exercício de imaginação. Definitivamente, Kurt não estaria vivo hoje se continuasse da forma em que se encontrava na década de 1990.

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Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Cadaveria lança cover para “Christian Woman”, do Type O Negative

cadaveria type

A banda italiana Cadaveria, comandada pela cantora que leva a mesma alcunha, disponibilizou um single com uma versão para “Christian Woman”, do Type O Negative. O trabalho estará disponível em LP, limitado em 600 cópias – 500 em vinil preto, 100 em branco. A faixa pode ser conferida aqui.

“Está no DNA humano ir à guerra e ser violento”

kreator guerra

O Full Metal Jackie perguntou a Mille Petrozza como surgiu a ideia de traçar uma linha comparativa entre a mitologia grega e os tempos atuais em Gods Of Violence, novo álbum do Kreator. “Os gregos tinham um deus para cada característica humana. Refleti sobre a situação atual do mundo e cheguei à conclusão que nunca houve, realmente, um período de paz. Está no DNA humano ir à guerra e ser violento. A paz global simplesmente não funciona. É uma bela utopia, mas nunca esteve por acontecer e, provavelmente, jamais acontecerá. Temos que aprender a lidar com isso”.

Blaze lamenta não ter recebido chance de gravar terceiro disco com o Iron Maiden

blaze maiden

Em aparição no One News, de Malta, Blaze Bayley lembrou seu desapontamento com a demissão do Iron Maiden, em 1999. “Achei que teria a chance de fazer um terceiro álbum. Tínhamos ideias para várias músicas, colaborei com eles na parte de criação. Algumas dessas composições foram aproveitadas em meu primeiro disco solo, Silicon Messiah (2000)”.

Billy Sheehan compondo com cantora sueca

martina edoff

A cantora sueca Martina Edoff confirmou o lançamento de mais um álbum solo. Conhecida como “a rainha nórdica do Melodic Rock”, ela passou alguns dias em Los Angeles, onde escreveu músicas com o baixista Billy Sheehan. Eles se conheceram em anos recentes, quando Martina abriu a turnê europeia do The Winery Dogs. O lançamento acontece no segundo semestre de 2017.

Soldados americanos proibidos de ouvir “grupos de Rock terríveis”

terrible rock

(via Collectors Room)

Em um memorando compartilhado no Twitter por Geoffrey Ingersoll, um marine norte-americano, vemos a curiosa mensagem informando aos integrantes das forças armadas dos Estados Unidos que cinco bandas estão banidas e proibidas de serem escutadas nas instalações do Exército, Aeronáutica e Marinha: KoRn, Nickelback, Slipknot, Smash Mouth e Creed.

O assunto do memorando fala em “terríveis grupos de rock”, que a partir do dia 14 de fevereiro estão proibidos de serem escutados nas instalações do Departamento de Defesa.

Roger Waters quer executar The Wall na divisa entre Estados Unidos e México

waters trump

Em declaração à agência de notícias AFP, Roger Waters cogitou a possibilidade de voltar a executar o álbum The Wall na íntegra. O local seria um dos territórios da divisa entre Estados Unidos e México. O ato seria um protesto contra a política de imigração do governo americano. “A temática da obra é muito relevante no momento que vivemos. Trump fala em construir muros e cria o maior número de inimizades possível entre diferentes raças e religiões. É preciso um levante contra esse tipo de política, alimentada por homens gananciosos e poderosos. A música é um espaço legítimo para esse tipo de ação”, declarou o músico, que realizou em anos recentes uma turnê tocando o disco, que se configurou em enorme sucesso mundial. Recentemente, o baixista e vocalista usou o tradicional porco inflável, sempre presente nos shows, para a mensagem que pode ser vista na imagem.

Irmãs Petrucci lançam música em homenagem a Lemmy

O lyric vídeo para “Kilmister”, do VIP Aftershow, pode ser conferido abaixo. A música é uma homenagem da baterista Roxy Petrucci (Vixen) e da guitarrista Maxine Petrucci (Madam X) ao líder do Motörhead. Mark Slaughter (Slaughter, Vinnie Vincent Invasion) participou nos vocais, enquanto Michael Pisculli se encarregou do baixo.

Novo álbum do Tremonti sairá em 2018

tremonti 2018

O guitarrista Mark Tremonti revelou ao AllThatShreds.com que o próximo álbum do grupo que leva seu sobrenome sairá no próximo ano. Será o quarto full-length do projeto. “Após a turnê atual do Alter Bridge, vou me juntar aos outros músicos e começar a compor material. A ideia é lançar um disco em 2018”. Junto de sua banda principal, Mark se apresentará no Rock In Rio, dia 22 de setembro.

Vinny Appice teoriza sobre o que pode ter lhe deixado de fora da despedida do Black Sabbath

vinny appice

Em entrevista ao jornalista Robert Cavuoto, o baterista Vinny Appice comentou o fato de sequer ter sido considerado para a turnê final do Black Sabbath após a exclusão de Bill Ward. “Nunca fui convidado, embora mantenha contato com Tony e Geezer. Creio que as decisões sejam tomadas em comum acordo. Talvez o problema tenha sido o fato de eu ter feito parte do Heaven And Hell recentemente. Ficaria parecendo que estávamos retomando a banda com Ozzy nos vocais e ele não gostaria disso. Teria sido ótimo, mas assim funcionam os negócios. Adoro tocar com eles, temos uma grande química”.