Cabeçote: 10 bandas importantes com menos de 10 discos lançados

No rock e no metal, quantidade nem sempre é sinônimo de bom serviço prestado. Há bandas clássicas que lançaram poucos discos, mas em um número suficiente para que fizessem história.

Com o auxílio da implacável memória do editor do site, João Renato Alves, a coluna separa 10 bandas importantes que lançaram menos de uma dezena de álbuns. Foram considerados apenas grupos que já encerraram suas atividades, para que a lista não seja “desmentida”.

Free

Apesar de ter feito história, o Free foi, de certa forma, uma banda juvenil. Os mais velhos – o baterista Simon Kirke e o vocalista Paul Rodgers – tinham 19 anos quando o grupo se formou. O mais jovem, o baixista Andy Fraser, ainda tinha 16.

Naturalmente, o grupo não durou por muito tempo. Eles existiram de 1968 a 1971, romperam e voltaram entre 1972 e 1973. Em ambos os períodos, foram registrados seis discos de estúdio.

O último foi “Heartbreaker”, de 1973. A banda acabou no mesmo ano. Dois anos depois, a morte de Paul Kossoff, vítima de uma embolia pulmonar agradava pelo uso de drogas, eliminou qualquer possibilidade de reunião.

Alice Cooper (a banda)

A banda Alice Cooper existiu até 1975, quando o vocalista, Alice Cooper, decidiu embarcar em uma gloriosa carreira solo. Enquanto grupo, foram lançados seis discos.

O último é o básico e ótimo “Muscle Of Love”, que chegou a público em 1973. Apesar do bom resultado, as sessões de gravação foram complicadas e o registro não foi bem em vendas. Em uma pausa nos trabalhos, Alice agiu e conseguiu se lançar como artista solo.

Os demais músicos se juntaram e formaram o Billion Dollar Babies, que não vingou. Um único trabalho, “Battle Axe”, foi lançado em 1977 e, obviamente, não integra a discografia da banda Alice Cooper.

The Doors

O The Doors até tentou continuar após a morte de Jim Morrison, em 1971, mas não deu certo. Capitaneado por Ray Manzarek, o grupo lançou três discos – o último, “An American Player”, é de 1978 e conta com fragmentos de vozes gravados por Morrison. Com o falecido vocalista, são seis álbuns. No total, há nove registros de inéditas no catálogo do Doors.

Led Zeppelin

O último disco concretamente lançado pelo Led Zeppelin foi “In Through The Out Door”, de 1979. O oitavo álbum da banda já refletia os problemas pelos quais os envolvidos passavam nos bastidores. Musicalmente, é mais fraco que seus antecessores, apesar de ter a genialidade do grupo presente em algumas faixas.

O baterista John Bonham morreu em 1980 e, em 1982, a coleção de faixas inéditas “Coda” foi lançada. O nono disco do grupo é considerado como parte da discografia. Desde então, o Led Zeppelin nunca mais lançou um álbum de estúdio, apesar de Robert Plant e Jimmy Page terem trabalhado juntos na década de 1990.

Nirvana

O trágico fim do Nirvana, com o suicídio de Kurt Cobain em 1994, impediu que o grupo lançasse mais discos de estúdio. Ao total, foram apenas três trabalhos. O último foi “In Utero”, de 1993.

Dire Straits

O Dire Straits fez história no rock com apenas seis discos de inéditas em seu catálogo. O último é “On Every Street”, lançado em 1991, após a reunião do grupo, que havia encerrado suas atividades em 1988.

A reunião durou até 1995 e, desde então, os envolvidos se dissociaram. O frontman Mark Knopfler se destacou com uma prolífica carreira solo – atualmente, com oito discos em seu catálogo desde 1996.

Pantera

Notável por ter contado com duas fases – a hard rock e a metal -, o Pantera acumula nove discos de estúdio se considerados ambos os períodos. Com a época “farofa” descartada, são cinco trabalhos de inéditas no total.

O último é “Reinventing The Steel”, lançado em 2000. O grupo acabou em 2003 e, em dezembro do ano seguite, Dimebag Darrell foi morto durante um show de sua outra banda, o Damageplan. Como Phil Anselmo e Vinnie Paul se odeiam e a possibilidade de contar com outro músico no lugar de Darrell tem sido frequentemente rechaçada, a chance de uma reunião sem Darrell é mínima.

Eagles

A morte de Glenn Frey deu fim ao Eagles em 2016. Contudo, dificilmente a banda lançaria um disco após “Long Road Out Of Even”, de 2007.

No total, o Eagles lançou sete discos de estúdio. Apesar de todos eles terem obtido sucesso em vendas, especialmente o platinado “Hotel California”, o álbum de maior sucesso do grupo é uma coletânea: “Their Greatest Hits (1971-1975)”, de 1976. O best of, claro, não é contabilizado na conta dos sete trabalhos mencionados.

Twisted Sister

O Twisted Sister encerrou suas atividades em 2016, após a morte do baterista A.J. Pero e de uma turnê, feita em homenagem ao músico, com Mike Portnoy no lugar dele. Contudo, o grupo já havia abdicado de gravar novidades há algum tempo.

Sete álbuns integram a discografia de estúdio do Twisted Sister. Cinco deles, lançados na década de 1980. “Still Hungry”, de 2004, e “A Twisted Christmas”, de 2006, completam a lista.

Há quem nem considere “A Twisted Christmas” como parte da discografia de estúdio, por contar com adaptações de músicas de Natal. Mas não faz diferença: com ou sem ele, o Twisted Sister não chega à dezena em seu catálogo.

The Black Crowes

Apesar de ser a banda com mais chances de se reunir no futuro, o Black Crowes acabou. Então, está na lista.

O grupo encerrou suas atividades em 2015, após desentendimentos entre os irmãos Chris e Rich Robinson. Durante os anos de existência da banda, foram lançados oito discos de estúdio. O último foi o bom “Before the Frost… Until the Freeze”, de 2009.

Metallica tem cinco álbuns entre os oito mais vendidos de Rock/Metal nos Estados Unidos em 2016

metallica vendidos

O Metal Insider elaborou uma lista com os discos de Rock/Metal mais comercializados nos Estados Unidos ano passado. O Metallica deitou e rolou. E não apenas com seu novo disco. Eis o ranking:

1. Hardwired… To Self-Destruct – Metallica (516.000 cópias)
2. Immortalized – Disturbed (298.000)
3. Metallica – Metallica (267.500)
4. This House Is Not For Sale – Bon Jovi (174.000)
5. Greatest Hits – Journey (169.000)
6. Master Of Puppets – Metallica (163.000)
7. … And Justice For All – Metallica (155.000)
8. Ride The Lightning – Metallica (153.000)
9. Dystopia – Megadeth (148.000)
10. Got Your Six – Five Finger Death Punch (146.500)
11. The Stage – Avenged Sevenfold (144.000)
12. Greatest Hits – Guns N’ Roses (138.000)
13. Gore – Deftones (133.000)
14. Seal The Deal & Let’s Boogie – Volbeat (123.000)
15. Back In Black – AC/DC (117.000)
16. Appetite For Destruction – Guns N’ Roses (115.000)
17. Nevermind – Nirvana (114.000)
18. The Ghost Of Christmas Eve – Trans-Siberian Orchestra (113.000)
19. Threat To Survive – Shinedown (110.000)
20. Misadventures – Pierce The Veil (105.000)
21. Kill ‘Em All – Metallica (104.000)
22. Bad Vibrations – A Day To Remember (102.000)
23. The Serenity Of Suffering – Korn (100.000)
24. Licensed To Ill – Beastie Boys (99.000)

Bruce Springsteen teve a turnê mais rentável de 2016

turnê rentável

Os dados são da Pollstar, empresa que monitora a indústria de entretenimento. Clique na imagem para ampliar.

Despedida de David Bowie foi o vinil mais vendido na Inglaterra em 2016

david bowie

Em nota oficial, a Indústria Fonográfica Britânica anunciou que Blackstar, último álbum de inéditas lançado por David Bowie, foi o trabalho mais vendido no formato de LP em 2016. O Top 10 conta com apenas dois outros trabalhos recentes: a trilha sonora de Guardiões da Galáxia e A Moon Shaped Pool, do Radiohead. Completam a lista Back To Black (Amy Winehouse), Rumours (Fleetwood Mac), The Stone Roses (The Stone Roses), Legend (Bob Marley & The Wailers), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (The Beatles), Purple Rain (Prince) e Nevermind (Nirvana). Os números não foram revelados. Anteriormente, já havia sido confirmado que a comercialização do vinil superou a dos downloads pagos no ano passado.

Lista de músicos e importantes figuras ligadas ao Rock que morreram em 2016

mortos 2016

03/01 – Jason Mackenroth (baterista – Rollins Band, Mother Superior)
04/01 – Robert Stigwood (empresário e produtor – Cream)
04/01 – Long John Hunter (bluesman)
04/01 – Robert Balser (diretor de animação – Beatles, Jackson 5, Heavy Metal)
05/01 – Pierre Boulez (maestro – Frank Zappa)
10/01 – David Bowie
13/01 – Giorgio Gomelsky (empresário – Rolling Stones, The Yardbirds)
13/01 – Stuart Rose (baterista – Pentagram)
14/01 – Kevin Lawrence (guitarra – Rapidfire)
16/01 – Gary Loizzo (músico e produtor – The American Breed, Styx, REO Speedwagon)
17/01 – Mic Gillette (trombonista e trompetista – Tower Of Power, Rolling Stones, Heart, Rod Stewart)
17/01 – Dale Griffin (baterista – Mott The Hoople)
18/01 – Glenn Frey (guitarrista, tecladista e vocalista – The Eagles)
20/01 – Rick Manwiller (tecladista – Dakota)
24/01 – Jimmy Bain (baixista – Rainbow, Dio)
28/01 – Paul Kantner (guitarrista – Jefferson Airplane)
28/01 – Signe Anderson (vocalista – Jefferson Airplane)
01/02 – Jon Bunch (vocalista – Sense Field, Further Seems Forever)
02/02 – Steve “Tregenda” Childers (guitarrista – Black Witchery, Public Assassin)
05/02 – Mikey Clement (vocalista – Valleys)
13/02 – Devin Bachmann (vocalista – Counterflux)
13/02 – Kyle Canter (guitarrista – Counterflux)
13/02 – Earl Miller (guitarrista – Counterflux)
14/02 – LC Ulmer (bluesman)
19/02 – Rusty Burns (guitarrista – Point Blank, ZZ Top, Stevie Ray Vaghan, Johnny Winter)
20/02 – Vi Subversa (vocalista e guitarrista – Poison Girls)
21/02 – Piotr Grudzinsk (guitarrista – Riverside)
27/02 – James Atkins (baixista – Hammerbox)
03/03 – John “JT” Thomas (guitarrista – Budgie)
03/03 – Oskar Karlsson (baterista – Gates Of Ishtar, The Duskfall)
06/03 – Aaron Huffman (baixista – Harvey Danger)
08/03 – George Martin (produtor – The Beatles)
08/03 – Andrew Loomis (baterista – Dead Moon)
09/03 – Jon English (vocalista – Jesus Christ Superstar)
10/03 – Keith Emerson (tecladista – ELP)
13/03 – Nik Green (tecladista – Blue Murder)
17/03 – Steve Young
18/03 – David Egan (pianista – Joe Cocker, John Mayall)
19/03 – David “”Scabs” Hughes (baterista – Frankenstein Drag Queens From Planet 13)
23/03 – Michael Stewart (guitarrista – Ectovoid)
27/03 – Joe Bass (baixo – The Posies, Sunny Day Real Estate)
30/03 – Andy Newman (pianista – Thunderclap Newman)
05/04 – John Byrd (guitarrista – King Conquer)
06/04 – Dennis Davis (baterista – David Bowie, Iggy Pop, Stevie Wonder)
07/04 – Jimmie Van Zant (vocalista – The Jimmie Van Zant Band)
07/04 – Jade Lemons (guitarrista – Injected)
09/04 – Tony Conrad (músico, cineasta e escritor)
11/04 – Jack Hammer (músico, ator e compositor)
12/04 – Robbie Brennan (baterista – Skid Row, Grand Slam)
13/04 – Yann Chamberlin (guitarrista – Squealer)
21/04 – Prince
21/04 – Lonnie Mack
25/04 – Wolfgang “Wölli” Rhode (baterista – Die Toten Hosen)
06/05 – Chip Tunstall (vocalista – White Heat)
07/05 – John Stabb (vocalista – Government Issue)
14/05 – Tony Barrow (assessor – The Beatles)
15/05 – Cauby Peixoto
17/05 – Marlene Marder (guitarrista – Kleenex, LiLiPUT)
21/05 – Nick Menza (baterista – Megadeth)
30/05 – Brandon Ferrell (baterista – Municipal Waste)
08/06 – Brian Rading (baixista – Five Man Electrical Band)
13/06 – Chips Moman (produtor – Elvis Presley, Aretha Franklin)
14/06 – Henry McCullough (guitarrista – The Wings, Spooky Tooth, Joe Cocker)
16/06 – Jerome Teasley (baterista – Motown, Ike Turner, Jimi Hendrix)
22/06 – Bill Ham (manager – ZZ Top)
24/06 – Bernie Worrell (tecladista – Parliament-Funkadelic, Talking Heads)
27/06 – Mack Rice (compositor – Lynyrd Skynyrd, B.B. King, Buddy Guy)
28/06 – Scotty Moore (guitarrista – Elvis Presley, Blue Moon Boys, Ten Years After)
29/06 – Rob Wasserman (baixista – Ratdog, Lou Reed, Elvis Costello, Van Morrison)
15/07 – Erik Petersen (vocalista e guitarrista – Mischief Brew)
16/07 – Alan Vega (vocalista – Suicide)
19/07 – Somló Tamás (baixista e vocalista – Omega, Locomotiv GT)
23/07 – Mika Bleu (vocalista – Miserable Failure)
26/07 – Sandy Pearlman (produtor e empresário – Blue Öyster Cult, Black Sabbath, The Clash)
27/07 – Roye Albrighton (guitarrista e vocalista – Nektar)
06/08 – József Laux (baterista – Omega, Locomotiv G)
07/08 – B.E. Taylor (vocalista – B.E. Taylor)
11/08 – David Enthoven (manager – ELP, King Crimson, T. Rex)
13/08 – Jeff Windisch (guitarrista – Emperors And Elephants)
13/08 – J. Clyde Paradis (baterista e guitarrista – Gates Of Slumber, Sourvein)
17/08 – James Woolley (tecladista – Nine Inch Nails, 2wo)
17/08 – Preston Hubbard (baixista – The Fabulous Thunderbirds)
20/08 – Matt Roberts (guitarrista – 3 Doors Down)
20/08 – Tom Searle (guitarrista – Architects)
22/08 – Gilli Smyth (vocalista – Gong)
25/08 – Norman Killeen (baterista – Threat Signal)
07/09 – Michael Alexisch (baterista – TKO)
10/09 – Pecu Cinnari (baterista – Tarot)
10/09 – Chris Stone (empresário – Record Plant Studios)
11/09 – Leonard Haze (baterista – Y&T, Hazexperience, Ian Gillan)
11/09 – Rob Tollefson (baixista – The Exalted Piledriver)
14/09 – Don Buchla (músico, físico e desenvolvedor de sintetizadores)
16/09 – Jerry Corbetta (vocalista – Sugarloaf)
17/09 – Wagner Giudice (vocalista – Abutre)
22/09 – Johnny D. Loudermilk (compositor – Johnny Cash, Edgar & Johnny Winter)
24/09 – Buckwheat Zydeco (acordeonista – Eric Clapton, Robert Plant, Keith Richards)
25/09 – Hagen Liebing (baixista – Die Ärzte)
26/09 – Joe Clay (vocalista, guitarrista – Elvis Presley)
27/09 – Brodie Wheeler (guitarrista – King Conquer)
27/09 – Mike Taylor (vocalista – Quartz)
30/09 – Michael Casswell (guitarrista – Brian May Band, Cozy Powell, Walk On Fire)
02/10 – Steve Byrd (guitarrista – Gillan, Kim Wilde)
05/10 – Rod Temperton (compositor – Michael Jackson)
10/10 – Bill Bumgardner (baterista – Lord Mantis)
19/10 – Phil Chess (empresário – Chess Records)
24/10 – Bobby Vee
04/11 – Eddie Harsch (tecladista – The Black Crowes)
09/11 – Al Caiola (guitarrista – Elvis Presley, Buddy Holly, Simon & Garfunkel)
10/11 – Leonard Cohen
11/11 – Victor Bailey (baixista – Weather Report)
13/11 – Leon Russell
14/11 – Mose Allison
18/11 – Robert Paiste
24/11 – Al Brodax (produtor de TV e cinema – The Beatles)
27/11 – Tony Martell (empresário – Ozzy Osbourne, Stevie Ray Vaughan, Joan Jett)
04/12 – Wayne Duncan (baixista, vocalista – Daddy Cool)
04/12 – Radim Hladík (guitarrista – Blue Effect)
05/12 – Adam Sagan (baterista – Circle II Circle, Into Eternity)
07/12 – Greg Lake (baixista, vocalista – King Crimson, ELP)
11/12 – Bob Krasnow (empresário – Metallica, T-Rex, John Mayall)
23/12 – Frank Murray (manager – Thin Lizzy, Elton John)
23/12 – Mick Zane (guitarrista – Malice)
24/12 – Rick Parfitt (guitarrista e vocalista – Status Quo)
25/12 – Red Army Choir
25/12 – George Michael
25/12 – John Holata (guitarrista – Screaming Red Mutiny)
26/12 – Alphonse Mouzon (baterista – Weather Report)
30/12 – Allan Williams (manager – The Beatles)
31/12 – Peter Broman (multi-instrumentista – Amaze Me)

10 discos essenciais de supergrupos segundo a TeamRock

A TeamRock (R.I.P.) elaborou uma lista com 10 álbuns que melhor representam as junções de músicos consagrados sob novas alcunhas, os famosos supergrupos. Entraram, em ordem alfabética…

supergrupos

Asia – Asia (1982)

supergrupos

Audioslave – Audioslave (2002)

supergrupos

Bad Company – Straight Shooter (1975)

supergrupos

Black Country Communion – Black Country Communion (2010)

supergrupos

Cream – Disraeli Gears (1967)

supergrupos

Crosby, Stills, Nash & Young – Déjà Vu (1970)

supregrupos

Derek & The Dominos – Layla And Other Assorted Love Songs (1970)

supergrupos

Emerson, Lake & Palmer – Brain Salad Surgery (1972)

supergrupos

Temple Of The Dog – Temple Of The Dog (1991)

supergrupos

The Traveling Wilburys – The Traveling Wilburys, Vol 1 (1988)

Os comentários (em inglês) podem ser lidos aqui.

“Bohemian Rhapsody” foi a música antiga mais ouvida no Spotify em 2016

bohemian rhapsody

O Spotify publicou um ranking com as músicas do século passado que foram as mais ouvidas no aplicativo em 2016. São elas:

1. Queen – Bohemian Rhapsody (70s)
2. Oasis – Wonderwall (90s)
3. Red Hot Chili Peppers – Californication (90s)
4. Guns N’ Roses – Sweet Child O’ Mine (80s)
5. Nirvana – Smells Like Teen Spirit (90s)
6. Journey – Don’t Stop Believin’ (80s)
7. AC/DC – Back In Black (80s)
8. Creedence Clearwater Revival – Fortunate Son (60s)
9. Red Hot Chili Peppers – Under The Bridge (90s)
10. Queen – Don’t Stop Me Now (70s)

Quando separadas por décadas temos…

Dos anos 50

1. Elvis Presley – Jailhouse Rock
2. Frank Sinatra – Come Fly With Me
3. Miles Davis – Blue in Green
4. Frank Sinatra – I’ve Got You Under My Skin
5. Elvis Presley – Hound Dog
6. Charles Mingus – Goodbye Pork Pie Hat
7. Frank Sinatra – You Make Me Feel So Young
8. Harry Belafonte – Banana Boat Song (Day-O)
9. Miles Davis – So What
10. Ritchie Valens – La Bamba

Dos anos 60

1. Creedence Clearwater Revival – Fortunate Son
2. Tammi Terrell,Marvin Gaye – Ain’t No Mountain High Enough
3. The Beatles – Here Comes The Sun
4. Van Morrison – Brown Eyed Girl
5. The Temptations – My Girl
6. Jimi Hendrix – All Along the Watchtower
7. Elvis Presley – Can’t Help Falling in Love
8. The Jackson 5 – I Want You Back
9. The Rolling Stones – Gimme Shelter
10. The Rolling Stones – (I Can’t Get No) Satisfaction

Dos anos 70

1. Queen – Bohemian Rhapsody
2. Queen – Don’t Stop Me Now
3. Eagles – Hotel California
4. AC/DC – Highway to Hell
5. Earth, Wind & Fire – September
6. Lynyrd Skynyrd – Sweet Home Alabama
7. Led Zeppelin – Stairway To Heaven
8. Creedence Clearwater Revival – Have You Ever Seen The Rain?
9. Aerosmith – Dream On
10. Billy Joel – Piano Man

Dos anos 80

1. Guns N’ Roses – Sweet Child O’ Mine
2. Journey – Don’t Stop Believin’
3. AC/DC – Back In Black
4. Michael Jackson – Billie Jean
5. A-ha – Take On Me
6. Queen – Another One Bites The Dust
7. Guns N’ Roses – Welcome To The Jungle
8. Toto – Africa
9. Eurythmics – Sweet Dreams (Are Made of This)
10. Tracy Chapman – Fast Car

Dos anos 90

1. Oasis – Wonderwall
2. Red Hot Chili Peppers – Californication
3. Nirvana – Smells Like Teen Spirit
4. Red Hot Chili Peppers – Under The Bridge
5. Dr. Dre – The Next Episode
6. Metallica – Enter Sandman
7. AC/DC – Thunderstruck
8. Dr. Dre – Still D.R.E.
9. Radiohead – Creep
10. Blink-182 – All The Small Things

Wolf Hoffmann escolhe seus 5 – que na verdade são 6 – guitarristas preferidos

O guitarrista Wolf Hoffmann (Accept) escolheu seus cinco guitarristas favoritos – ou algo do tipo – para a Classic Rock. São eles:

Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow): Maior influência da minha carreira e toda uma geração do final dos anos 1970 e início dos 1980. Era o cara que todos na Alemanha admiravam. Tocava uma Stratocaster, o que sempre admirei. Muitas linhas melódicas e música clássica.

Uli Jon Roth (Scorpions, Electric Sun): A mesma linhagem, porém em outra escala. O guitarrista mais talentoso que conheço.

Angus Young (AC/DC): Quase nunca é mencionado, mas foi uma grande influência para mim. Escreve riffs e solos no melhor do Blues. Ajudou a formar meu estilo de tocar.

Glenn Tipton e K.K. Downing (Judas Priest): Excursionamos com eles no início dos anos 1980, foi nosso batismo de fogo. Nunca tínhamos tocado com músicos profissionais antes. Se tornaram heróis, a maneira como soavam no palco era fenomenal.

Joe Bonamassa: Exemplo de um cara fantástico na atualidade. Toca tudo que quiser. Tem um registro todo próprio, memorável. Lembra algo de Gary Moore.

Cabeçote: Os 10 melhores discos de rock/metal de 2016, por Igor Miranda

No âmbito dos lançamentos, 2016 foi um ano repleto de discos nota 7. Não é novidade que bandas novas se destacaram em meio aos veteranos preguiçosos, todavia, neste ano, nem mesmo aqueles projetos novatos com sangue nos olhos fizeram trabalhos de grande impacto.

Ainda assim, foi difícil montar este top 10, especialmente a partir da 6ª posição. Há, pelo menos, 15 álbuns em minha playlist particular que poderiam ocupar os cinco lugares restantes. E, como toda lista, este levantamento pode sofrer mudanças com o tempo.

Selecionei, abaixo, os meus 10 discos preferidos, de rock/metal, lançados em 2016. E, para quebrar o protocolo dos anos anteriores, desta vez os coloquei em ordem de preferência.

10. The Treatment – “Generation Me”

O terceiro disco desta banda britânica é tão bom quanto (ou até melhor que) seus antecessores. O repertório excelente destaca a perfeita união entre duas vertentes do hard rock: a timbragem e a pegada visceral da década de 1970 e o approach melódico dos grupos oitentistas.

09. Glenn Hughes – “Resonate”

Glenn Hughes é daquele tipo de artista que, mesmo com uma discografia extensa, não lançou um álbum verdadeiramente ruim até hoje. Desde 2008, ele não fazia um trabalho solo – passou os últimos anos envolvido com o Black Country Communion e o California Breed. “Resonate” marca o retorno de Hughes às suas concepções particulares com uma dose extra de fúria: o disco é mais pesado e chega a flertar com o metal em alguns momentos, apesar do funky hard rock dar a tônica.

08. The Chris Robinson Brotherhood – “Anyway You Love, We Know How You Feel”

O Black Crowes acabou de vez em 2015 e os irmãos Robinson caminharam para projetos solo. Enquanto “Flux”, de Rich Ronbinson, teve uma proposta mais convencional, “Anyway You Love, We Know How You Feel”, do Chris Robinson Brotherhood, foi mais ousado. Aliou elementos do blues, country e até da soul music ao seu empoeirado rock setentista.

07. Wolfmother – “Victorious

O Wolfmother foi outra banda que se superou em 2016. “Victorious” está, para mim, no mesmo nível do disco de estreia, lançado há 11 anos. Com uma quantidade maior de singles em potencial, esse trabalho é mais melódico e grudento que o antecessor “New Crown” (2014) – algo em que o grupo de Andrew Stockdale, realmente, precisava trabalhar mais.

06. Volbeat – “Seal The Deal & Let’s Boogie”

O Volbeat já é uma banda grande. E não poderia decepcionar em seu sexto disco de estúdio. “Seal The Deal & Let’s Boogie” mostrou uma faceta menos metal e mais criativa do grupo, que apostou no groove, no hard rock e até no rockabilly em algumas faixas. Para mim, é o melhor trabalho do grupo.

05. The Dead Daisies – “Make Some Noise

“Metamorfose ambulante” descreve o The Dead Daisies. Com tantas mudanças em sua formação – o guitarrista rítmico e milionário David Lowy é o único membro original -, a banda ainda consegue soar bem. Também pudera: com John Corabi, Doug Aldrich, Marco Mendoza e Brian Tichy, seria difícil não conseguir tal feito. “Make Some Noise” representa a caminhada do Dead Daisies em um hard rock cada vez mais grosseiro, com guitarras na linha de frente e inspirações setentistas.

04. Last In Line – “Heavy Crown

Idealizado como um projeto caça-níquel, o Last In Line evoluiu ao aceitar gravar um disco de estúdio. A formação reuniu os músicos do line-up original do Dio (Vivian Campbell, Vinny Appice e Jimmy Bain, falecido antes do lançamento do álbum) ao vocalista Andrew Freeman. O resultado não poderia ter sido melhor: um disco legítimo de heavy metal, com vocais imponentes, instrumental poderoso e sem tantas referências ao passado com Dio. Há elementos do hard rock, ainda que tímidos, e do doom metal, mais pulsantes, que temperam ainda mais o bom som do grupo.

03. Hell In The Club – “Shadow Of The Monster

A turma dos subgêneros do metal continua nos dando bons discos de… hard rock. Caso do Hell In The Club, formado por integrantes do Elvenking e Secret Sphere. “Shadow Of The Monster” é o melhor trabalho da banda italiana e um dos melhores que ouvi neste ano. Aqui, o grupo pratica um hard n’ heavy de padrão oitentista, mas sem os exageros da época. Tem refrão ganchudo, riff cortante e trabalho de criação apurado. Sem encheção de linguiça.

02. The Defiants – “The Defiants”

O destino (chamado Serafino Perugino, presidente da Frontiers Records) quis que membros do Danger Danger se reunissem. No disco de estreia do The Defiants, Paul Laine, Bruno Ravel e Rob Marcello fizeram, juntos, o trabalho que o DD deveria ter feito com 10 anos de Laine nos vocais. O hard rock de tempero AOR praticado pelo quarteto, completo por Van Romaine, não é necessariamente inovador, mas impressiona pelo repertório de ótimo gosto.

01. Megadeth – “Dystopia

Soube, desde janeiro, que “Dystopia” seria o melhor disco de 2016. Dave Mustaine e David Ellefson formaram um grande time ao lado de Kiko Loureiro e Chris Adler e ofereceram um dos melhores trabalhos do Megadeth. Não é exagero: bate de frente com outros registros aclamados, como “Endgame” e até os clássicos da década de 1990.

Outros 10 trabalhos que poderiam esta nesta lista (em ordem alfabética):

Alter Bridge – “The Last Hero“: Aqui, a banda está mais preocupada com a melodia, a ponto de soar mais comercial. O que, para mim, é bom.

Avenged Sevenfold – “The Stage“: Este disco retoma a identidade criativa do grupo com um ingrediente a mais: experiência. A banda se mostra menos virtuosa e mais robusta em “The Stage”.

DeWolff – “Roux-Ga-Roux”: O sexto trabalho do DeWolff em oito anos apresenta, novamente, o rock de pegada psicodélica e bluesy, com o hammond organ na linha de frente, que consagrou o grupo na Holanda. Mas falta algo mais para atingir o resto do mundo.

Inglorious – “Inglorious“: Com exceção de alguns momentos de inconstância, o disco de estreia do Inglorious é muito bom. Muito graças à imponente voz de Nathan Jones, no melhor estilo David Coverdale.

Metallica – “Hardwired…To Self-Destruct“: O Metallica lançou um ótimo meio disco. A primeira metade deste álbum é excepcional. A segunda parte é arrastada demais e soa deslocada. Não fosse isso, estaria, facilmente, em meu top 10.

Monster Truck – “Sittin’ Heavy”: O heavy rock distinto do Monster Truck ganhou ares levemente comerciais, graças à ótima produção e o bom repertório aliado aos talentos individuais dos envolvidos.

Opeth – “Sorceress“: O melhor disco do Opeth, em minha opinião. A aposta, aqui, é em um híbrido perfeito entre rock e metal progressivo, com pitadas retrô e momentos instrumentais pontuais de pegada experimental.

The Cadillac Three – “Bury Me In My Boots”: O hype em torno do Blackberry Smoke deixou de ter motivo com o The Cadillac Three. “Bury Me In My Boots” tem um southern/country rock de pegada enérgica e composições caprichadas.

The Pretty Reckless – “Who You Selling For”: O Pretty Reckless atingiu a maioridade com “Who You Selling For”, atingiu a maioridade. Agora, o grupo pratica um hard rock de influências gloriosas, de Rolling Stones a Runaways, mas com um frescor contemporâneo legítimo.

Zakk Wylde – “Book Of Shadows II”: Esperava mais da sequência de “Book Of Shadows”. Wylde perdeu a mão em composições e solos leves – “frita” até no violão. Ainda assim, o southern rock de pitadas folk deste registro proporciona bons momentos.

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente

Os melhores álbuns de dez anos atrás segundo a Metal Hammer

metal hammer

Em 2006, a tradicional publicação inglesa escolheu estes como os discos mais representativos:

1. Mastodon – Blood Mountain
2. Slayer – Christ Illusion
3. Iron Maiden – A Matter Of Life And Death
4. Dragonforce – Inhuman Rampage
5. AFI – Decemberunderground
6. Lamb Of God – Sacrament
7. Satyricon – Now, Diabolical
8. In Flames – Come Clarity
9. Trivium – The Crusade
10. Children Of Bodom – Are You Dead Yet?
11. The Sword – Age Of Winters
12. Enslaved – Ruun
13. Tool – 10,000 Days
14. Alexisonfire – Crisis
15. Gallows – Orchestra Of Wolves
16. Lostprophets – Liberation Transmission
17. Deftones – Saturday Night Wrist
18. Exit Ten – This World… They’ll Drown
19. Scissorfight – Jaggernaught
20. Ihsahn – The Adversary
21. Lacuna Coil – Karmacode
22. Motörhead – Kiss Of Death
23. Celtic Frost – Monotheist
24. Cradle Of Filth – Thornography
25. Dissection – Reinkaos
26. Unearth – III: In The Eyes Of Fire
27. I – Between Two Worlds
28. Amorphis – Eclipse
29. Audioslave – Revelations
30. Converge – No Heroes
31. Killswitch Engage – As Daylight Dies
32. All That Remains – The Fall Of Ideals
33. Ignite – Our Darkest Days
34. Bleeding Through – The Truth
35. Sunn 0))) & Boris – Altar
36. Send More Paramedics – The Awakening
37. Fucked Up – Hidden World
38. Korpiklaani – Tales Along This Road
39. Sick Of It All – Death To Tyrants
40. Amplifier – Insider
41. Darkthrone – The Cult Is Alive
42. 36 Crazyfists – Rest Inside The Flames
43. Insomnium – Above The Weeping World
44. Ministry – Rio Grande Blood
45. Roadstar – Grand Hotel
46. Scar Symmetry – Pitch Black Progress
47. The Bronx – The Bronx
48. Eighteen Visions – 18 Visions
49. Killing Joke – Hosannas From The Basement Of Hell
50. My Chemical Romance – The Black Parade

Spotify anuncia artistas mais ouvidos em 2016 por gênero

Você pode discordar de algumas classificações, mas o Spotify ofereceu a seguinte lista com os artistas mais ouvidos em sua plataforma durante o ano:

Classic Rock: The Beatles
Classical: Wolfgang Amadeus Mozart
Country (New): Luke Bryan
Country (Old): Johnny Cash
EDM: The Chainsmokers
Emo: Panic! At The Disco
Hip Hop: Drake
Jazz: Nina Simone
Latin: Enrique Iglesias
Metal: Metallica
New Age: Enya
Pop: Drake
R&B: Rihanna
Reggae: Bob Marley & The Wailers
Reggaeton: Enrique Iglesias
Rock: Red Hot Chili Peppers
Soul: Michael Jackson

10 melhores músicas menos conhecidas do The Darkness segundo a TeamRock

darkness músicas

A TeamRock Radio elaborou uma lista com dez músicas do The Darkness que o grande público deixou passar, mas merecem uma conferida mais que atenta. São elas:

1. The Best Of Me (2003)
2. The Horn (2013)
3. Shake (2006)
4. Mudslide (2015)
5. English Country Garden (2005)
6. Concrete (2012)
7. Wanker (2005)
8. Bareback (2003)
9. Curse Of The Tollund Man (2004)
10. I Am Santa (2015)

As justificativas – em inglês – podem ser lidas aqui.