As 30 melhores músicas do Nu Metal segundo a Spin Magazine

nu metal

A revista Spin organizou um ranking com as 30 músicas que considera mais simbólicas do Nu Metal. Haverá contestações, é claro – muita gente nem relaciona algumas dessas bandas ao estilo. Mas reclamem com eles, apenas estamos reproduzindo as escolhas.

30. Rage Against The Machine – “Bulls On Parade”
29. Skrape – “Waste”
28. Mudvayne – “Dig”
27. Puddle Of Mudd – “Control”
26. Staind – “Mudshovel”
25. Spineshank – “New Disease”
24. Taproot – “Poem”
23. Kittie – “Brackish”
22. Soulfly – “Bleed”
21. Sevendust – “Black”
20. (hed)p.e. – “Bartender”
19. The Union Underground – “Across The Nation”
18. Adema – “Giving In”
17. Coal Chamber – “Loco”
16. Static-X – “Push It”
15. Saliva – “Click Click Boom”
14. Deadsy – “The Key To Gramercy Park”
13. Crazy Town – “Butterfly”
12. Drowning Pool – “Bodies”
11. Slipknot – “Wait And Bleed”
10. Orgy – “Stitches”
09. Powerman 5000 – “When Worlds Collide”
08. P.O.D. – “Boom”
07. Limp Bizkit – “Break Stuff”
06. Disturbed – “Down With The Sickness”
05. Linkin Park – “In The End”
04. System Of A Down – “Chop Suey!”
03. Deftones – “My Own Summer (Shove It)”
02. Papa Roach – “Last Resort”
01. Korn – “Freak On A Leash“

50 músicas que definiram o Verão do Amor, segundo a revista Uncut

summer love

O Summer Of Love foi um movimento que teve início em 1967, quando artistas e lideranças políticas se juntaram ao levante social contra a Guerra do Vietnã. Como consequência, a contracultura se estabeleceu, oferecendo estilos alternativos de vida e pensamento. Em sua próxima edição, a revista Uncut escolheu 50 músicas que representam o momento histórico. São elas:

1. The Seeds – Can’t Seem To Make You Mine
2. Donovan – Sunshine Superman
3. The Mamas And The Papas – Strange Young Girls
4. Sonny & Cher – Little Man
5. The Electric Prunes – I Had Too Much To Dream Last Night
6. Buffalo Springfield – For What It’s Worth
7. The Doors – Light My Fire
8. The Youngbloods – Get Together
9. The Beatles – Strawberry Fields Forever
10. The 13th Floor Elevators – I’ve Got Levitation
11. The Moving Sidewalks – 99th Floor
12. Soft Machine – Feelin’ Reelin’ Squeelin’
13. Jefferson Airplane – White Rabbit
14. Big Brother And Holding Company – Down On Me
15. Grateful Dead – Viola Lee Blues
16. The Move – I Can Hear The Grass Grow
17. The Purple Gang – Granny Takes A Trip
18. Cream – Tales Of Brave Ulysses
19. Procol Harum – A Whiter Shade Of Pale
20. Scott McKenzie – San Francisco
21. Strawberry Alarm Clock – Incense And Peppermints
22. The Third Bardo – I’m Five Years Ahead Of My Time
23. Traffic – Paper Sun
24. The Attack – Colour Of My Mind
25. Moby Grape – Omaha
26. Sly & The Family Stone – Underdog
27. The Association – Windy
28. The Beach Boys – Heroes And Villains
29. Bee Gees – Every Christian Lion Hearted Man Will Show You
30. The Byrds – Lady Friend
31. Incredible String Band – Way Back In The 1960’s
32. Pearls Before Swine – Morning Song
33. Keith West – Excerpts From A Teenage Opera
34. Eric Burdon & The Animals – San Francisco Night
35. The Jimi Hendrix Experience – Burning Of The Midnight Lamp
36. Pink Floyd – Interstellar Overdrive
37. The Rolling Stones – We Love You
38. Small Faces – Itchycoo Park
39. Vanilla Fudge – You Keep Me Hangin’ On
40. Chocolate Watch Band – Are You Gonna Be There (At The Love-In)
41. The Family – Scene Through The Eye Of A Lens
42. Tomorrow – Revolution
43. The Who – I Can See For Miles
44. Bonzo Dog Doo-Dah Band – Death Cab For Cutie
45. Love – A House Is Not A Motel
46. The Pretty Things – Defecting Grey
47. Fifty Foot Hose – Red The Sign Post
48. Country Joe & The Fish – I-Feel-Like-I’m-Fixin’-To-Die-Rag
49. The Charlatans – Alabama Bound
50. The Smoke – My Friend Jack

Cabeçote: 7 bandas estigmatizadas pelo rótulo de “hard farofa”

Especialmente para fãs de rock e metal, separar bandas em subgêneros pode facilitar no momento de buscar grupos com sonoridade semelhante às de seus favoritos. E, cá entre nós, não dá para colocar Sonata Arctica e Arch Enemy em uma mesma “prateleira” – embora, obviamente, seja possível gostar de ambos.

No entanto, o conceito de se adequar determinadas bandas a subgêneros pode trazer algumas consequências negativas. Foi o caso das 7 bandas listadas abaixo, que poderiam ser melhor compreendidas e até abrangerem mais fãs se fossem classificadas corretamente entre tantos rótulos.

Todos os nomes abaixo foram julgados, de forma injusta, como bandas de “hard farofa”, glam metal, hair metal e por aí vai. Ainda que alguns grupos listados tenham “sofrido” menos com isto, há de se destacar o estigma que envolve cada membro deste top 7.

Antes de apresentar os escolhidos e os argumentos, destaco que não há problema algum em uma banda ser adepta ao hair metal. Só que, assim como Sonata Arctica e Arch Enemy não estão na mesma “prateleira”, não se deve fazer o mesmo com Twisted Sister e Poison, por exemplo.

Confira, a seguir, 7 bandas estigmatizadas pelo rótulo de “hard farofa”:

Scorpions

O pai dos grupos estigmatizados, não só dentro do chamado “hard oitentista”, mas no rock em geral.

O Scorpions é, para mim, uma das bandas mais abrangentes dentro do hard rock – e não só o segmento oitentista, mas no estilo como um todo. Fãs mais radicais de metal têm um preconceito besta com um dos grupos que, indiretamente, ajudou a arquitetar o estilo que tanto amam.

Para compreender isto, basta dar o play em discos como “In Trance” (1975), “Virgin Killer” (1976) e “Taken by Force” (1977), além do ultra-clássico “Tokyo Tapes” (1978). O que o grupo alemão fez, em especial ao lado de Uli Jon Roth, transcendeu quaisquer barreiras de gênero musical.

Ainda que contestáveis, alguns álbuns lançados após “Crazy World” (1990) mostraram, ainda, uma veia experimental do Scorpions. E, a partir de “Unbreakable” (2004), o grupo passou a apostar em uma mescla de tudo que havia sido feito até então: o melódico dos anos 1980 aliou-se ao rock mais visceral feito na década de 1970 e ganhou pitadas de contemporaneidade.

É verdade que, paulatinamente, o Scorpions fez com que seu som ficasse mais melódico e, talvez, mais comercial ao longo da década de 1980. Entretanto, um período que abrangeu cerca de uma década na carreira de um grupo com mais de 45 anos de estrada é o suficiente para estigmatizá-lo? Não creio que seja este o pensamento correto.

Y&T

Não foi, exatamente, o estigma que impediu um possível estouro comercial do Y&T. A banda californiana não soube se impor dentro de seu próprio cenário e permitiu que o Van Halen fosse o único grupo local a explodir no fim da década de 1970.

Ainda assim, é um desperdício pensar que o Y&T foi relegado ao hair metal – e a um posto secundário, de banda “lado B”. O som praticado pelo grupo vai muito além de “hard farofa” presente em discos mais comerciais, como “In Rock We Trust” (1984) e “Down For The Count” (1985). No geral, o Y&T soa muito mais britânico do que americano – e este é o seu charme.

Entre as bandas de hard rock surgidas no fim dos anos 1970, diria que o Y&T é dona de uma das discografias mais regulares. O grupo nunca esteve entre meus favoritos, mas seus trabalhos são, no geral, irretocáveis.

Quiet Riot

O Quiet Riot teve mais ligações com o glam rock e com o heavy metal do que com a fusão dos dois – o famigerado glam metal. E isto é tão claro em boa parte dos discos que seria leviano limitar a banda do falecido Kevin DuBrow ao “hard farofa”.

Os dois primeiros discos do Quiet Riot lidam, diretamente, com o glam rock popularizado por grupos como Slade, T. Rex, Mott The Hoople e afins. No ótimo “Metal Health”, há uma orientação mais metálica, ainda que as características setentistas tenham sido preservadas.

Os únicos três discos que dialogam com algo semelhante ao hair metal são os três seguintes: o pouco inspirado “Condition Critical” (1984), o quase AOR “QR III” (1986) e o pasteurizado “QR” (1988). Depois disso, o Quiet Riot não flertou mais com o subgênero.

Twisted Sister

Com um visual tão chamativo, é difícil não misturar o Twisted Sister às bandas de hair metal. Entretanto, as próprias raízes do grupo, fincadas na segunda metade da década de 1970.

Nos discos pré-“Stay Hungry” (1984), é possível ver que o Twisted Sister alia um pouco de dois mundos: momentos de influência glam rock ao estilo de Mott The Hoople e Alice Cooper se misturam a um “quê” de heavy metal, com base em trabalhos de Black Sabbath e Judas Priest.

No próprio “Stay Hungry” e no subsequente “Come Out And Play”, as duas influências se dissociaram. As músicas mais metal mostravam isto de forma mais objetiva, enquanto os hits bebiam diretamente do glam rock – e nada além. “Love Is For Suckers”, que seria um disco solo de Dee Snider, é o único de pegada um pouco mais comercial, ainda que tenha quase nada de hair metal.

Great White

O visual do Great White, por vezes, lembrava o de uma banda de hair metal. A sonoridade, no entanto, entrega que o grupo esteve distante de tais raízes.

Ao longo de sua trajetória, o grupo de Los Angeles apostou em uma pegada mais setentista, ainda que existissem algumas músicas mais comerciais. A voz de Jack Russell e o timbre vintage de guitarra de Mark Kendall mostram que a veia dos envolvidos pulsava mais forte por grupos como o Led Zeppelin.

Tesla

Um dos maiores erros possíveis é associar o Tesla ao hair metal. A banda jamais teria essa ligação com o subgênero em questão se tivesse nascido em outra época que não fosse a década de 1980 – e, talvez, nem o mesmo sucesso.

O som do Tesla, quase uniforme ao longo de sua discografia, é um hard rock de pegada mais setentista e, por vezes, bluesy. As letras, de temáticas um pouco mais inteligentes, lembravam pouco as de seus “colegas”. O visual mais sóbrio – exceto pelos mullets – também estava distante do hair metal.

Até mesmo o comportamento diante de aparições públicas era diferente. O quinteto adotou, desde sempre, uma postura mais discreta. O único que, talvez, tenha associado sua imagem a polêmicas tenha sido o guitarrista Tommy Skeoch, que saiu duas vezes da banda devido a problemas com drogas.

Zebra

Talvez a banda menos conhecida da lista, o Zebra só tinha um visual mais atualizado. O restante não tinha nada de hair metal, nem mesmo de oitentista.

Os três primeiros discos do Zebra caminham não só pelo hard rock setentista, mas, também, por uma peculiar veia progressiva. É comum lembrar-se dos momentos mais experimentais do Led Zeppelin ou do Rush enquanto se ouve alguns dos trabalhos do trio.

Na tracklist de seus discos, o Zebra aliava faixas mais curtas a canções consideradas mais longas, de cinco a sete minutos de duração. E até os momentos mais comerciais, como o semi-hit “Tell Me What You Want”, eram arranjados de uma forma distinta.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Cabeçote: 15 discos de rock/metal já lançados em 2017 – e o que achei deles

O ano de 2017 começou menos intenso em termos de lançamentos de discos se comparado a 2016. Poucas bandas grandes divulgaram seus trabalhos até então.

Ainda assim, sempre há alguém fazendo um bom trabalho em alguma parte do mundo. Veja, abaixo, o que achei sobre 15 discos de rock/metal lançados no primeiro trimestre de 2017. A lista está organizada em ordem alfabética.

Battle Beast – “Bringer Of Pain”: A imprensa especializada em metal tem criticado este disco por soar um pouco mais hard rock/heavy tradicional que os antecessores. Para mim, este é, justamente, um fator positivo: a pegada power metal deu espaço a um hard melódico, acentuado pelos ótimos vocais de Noora Louhimo. Um dos grandes lançamentos deste primeiro trimestre.

Black Star Riders – “Heavy Fire”: Fui surpreendido logo quando pensei em desistir do Black Star Riders. Os dois discos lançados anteriormente soavam como uma cópia barata do Thin Lizzy. Por pouco, dispensei “Heavy Fire”, mas ainda bem que decidi escutá-lo. Trata-se de um trabalho consistente e mais inventivo, apesar das influências de Phil Lynott seguirem pulsantes por aqui.

Blacktop Mojo – “Burn The Ships”: Uma das surpresas dessa lista. O segundo disco desta banda texana mostra que é possível fazer stoner rock/metal com vocais de qualidade – para muitas bandas, isto parece algo impossível. A pitada southern de algumas faixas é um atrativo extra. Muito bom disco.

Eclipse – “Monumentum”: Já faz algum tempo que o Eclipse tem se destacado com ótimos lançamentos. Ainda que “Monumentum” não garanta tantas surpresas, é um trabalho mais maduro. O hard rock tipicamente escandinavo praticado pela banda sueca tem ganhado cada vez mais consistência. Altamente cantarolável.

Horisont – “About Time”: Com forte influência do rock praticado na década de 1970, o Horisont consegue uma textura empoeirada até na produção de seus discos. “About Time” apresenta esta característica aliada a boas músicas. De tão vintage, chega a soar alternativo. Eu, particularmente, gostei. Apesar de não ter nada inovador por aqui, é um disco atípico para 2017.

House Of Lords – “Saint Of The Lost Souls”: Depois de fazer o mesmo disco várias vezes, James Christian e seus asseclas, enfim, apresentaram algo diferente, apeasr de ainda aquém do que já ofereceram no passado. “Saint Of The Lost Souls”, 11° disco de estúdio do House Of Lords, segue em uma veia melódica, que, por vezes, chega a flertar com o metal. O grande trunfo por aqui é a aposta em arranjos menos tradicionais. Graças a eles, por vezes, até esquecemos o quão ruim é a produção – bateria e teclados soam mais computadorizados que a voz de Sebastian Bach na atual década.

Jack Russell’s Great White – “He Saw It Comin'”: Jack Russell e Great White não combinavam mais. A separação foi a melhor opção para ambos os lados: Russell seguiu em carreira semi-solo (já que ainda usa o nome do ex-grupo), enquanto a banda seguiu com Terry Ilous. Apesar de soar sem inspiração em alguns momentos, “He Saw It Comin'” é o melhor que Jack Russell pode oferecer a esta altura do campeonato: rock de melodias canastronas, instrumentais básicos e bons refrães.

KXM – “Scatterbrain”: Precisamos de mais projetos como o KXM. O hard alternativo feito pelo trio, formado por dUg Pinnick (King’s X), George Lynch (Lynch Mob) e Ray Luzier (Korn) é simplesmente incrível. “Scatterbrain” reafirma o que o disco de estreia, lançado em 2014, havia apresentado: instrumental técnico e arrojado, melodias fora do padrão e performances individuais de cair o queixo.

Mastodon – “Emperor Of Sand”: Tem sido cada vez mais difícil classificar o Mastodon em um subgênero do metal, ou até mesmo do rock. Ainda bem que é assim: mostra que a banda está cada vez mais original. “Emperor Of Sand” é um disco muito contemporâneo que exibe diversas influências – do hard ao progressivo, do heavy tradicional ao groove e por aí vai – em um corpo homogêneo, com melodias grudentas, refrães poderosos e letras que merecem atenção.

One Desire – “One Desire”: Até o momento, a revelação do hard rock neste ano. Músicos de distintas raízes se uniram a este projeto: André Linman já é ligado ao hard rock por meio de sua outra banda, o Sturm und Drang, enquanto o baixista Jonas Kuhlberg tem conexões com o power metal e o guitarrista Jimmy Westerlund já produziu de Good Charlotte a Pitbull. Em seu disco de estreia, o grupo finlandês aposta na vertente mais melódica do hard rock. O diferencial está em Linman, um grande cantor, e nas composições – boa parte tem cara de hit.

Overkill – “The Grinding Wheel”: Uma das bandas mais consistentes do thrash metal, o Overkill lançou seu 18° disco de estúdio com o mesmo vigor dos primeiros. “The Grinding Wheel” reforça a identidade do grupo, que toca thrash metal de pegada mais direta. Graças ao repertório e à ótima produção, pode ser considerado, facilmente, um dos melhores da extensa carreira do Overkill.

Sepultura – “Machine Messiah”: O Sepultura vive um grande momento. Cada disco lançado com Derrick Green mostra um passo adiante em qualidade e inventividade. “Machine Messiah” alia um groove metal muito bem tocado a certa sofisticação, seja pelas letras, pelos vocais menos gritados ou até por momentos orquestrados. O ar levemente experimental e a própria batuta do bom produtor sueco Jens Bogren fizeram com que o quarteto soasse renovado neste disco.

Stephen Pearcy – “Smash”: Pearcy disse, em determinadas entrevistas, que Bobby Blotzer nunca compôs uma nota sequer para os discos do Ratt. No entanto, “Smash” também coloca em prova a capacidade criativa de Stephen. Comparado ao que foi feito com o Ratt, “Smash” é fraquíssimo. A péssima produção só piora: parece ter sido gravado de forma amadora. O repertório não cativa e Pearcy mostra que já não consegue cantar mais, nem com retoques de estúdio.

Tokyo Motor Fist – “Tokyo Motor Fist”: O primeiro disco do supergrupo formado por Ted Poley (Danger Danger), Steve Brown (Trixter), Greg Smith (Alice Cooper, Rainbow) e Chuck Burgi (Rainbow, Blue Öyster Cult) é bem bom. Divertido, ganchudo e repleto de refrães grudentos. Soa como uma continuação de “Revolve”, último disco do Danger Danger, mas com menos teclados. Merecia uma produção melhor, mas ficou bom do jeito que está.

Unruly Child – “Can’t Go Home”: Assim como “Smash”, de Stephen Pearcy”, o novo álbum do Unruly Child é outro disco gravado de forma muito amadora. Compromete o repertório que, se não é genial, ao menos atende à média do AOR contemporâneo. Os teclados de músico que toca em churrascaria barata e os backing vocals quase techno de tão editados tiram o charme de um álbum que poderia ter a sempre imponente voz de Marcie Free como destaque. Em faixas mais clean, como “See If She Floats”, é possível ver o potencial perdido por aqui.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Os 101 álbuns mais estranhos de todos os tempos segundo a revista Uncut

A edição de março da revista Uncut, número 238, escolheu os 101 álbuns mais estranhos de todos os tempos. Não sabemos qual o critério utilizado, mas estão presentes na lista:

1. Todd Rundgren – A Wizard, A True Star – 1973
2. John & Yoko – The Wedding Album – 1969
3. Lou Reed & Matallica – Lulu – 2011
4. Joe Meek – I Hear A New World – 1991
5. Scott Walker – The Drift – 2006
6. Butthole Surfers – Locust Abortion Technician – 1987
7. Sun Ra – Disco 2000 – 1978
8. Lee Perry – Cow Thief Skank – 1973
9. Jandek – Ready For The House – 1978
10. John Tilbury – John Cage: Sonatas & Interludes For Prepared Piano – 1975
11. Captain Beeheart & The Magic Band – Trout Mask Replica – 1969
12. White Noise – An Electric Storm – 1969
13. Mike Patton – Adult Themes For Voices – 1996
14. The Residents – The Third Reich ‘N’ Roll – 1976
15. Aphrodite’s Child – 666 – 1972
16. Art Bears – Winter Songs – 1979
17. Chris Gaines – Greatest Hits – 1999
18. Faust – Faust (Aka Clear) – 1971
19. Sheldon Allman – Folk Songs For The 21st Century – 1960
20. Sham 69 – That’s Life – 1978
21. Portsmouth Sinfonia – Plays Popular Classics – 1974
22. Skip Spence – Oar – 1969
23. Comus – First Utterance – 1971
24. Frank Zappa – Lumpy Gravy – 1968
25. Alvaro – Drinking My Own Sperm – 1977
26. Various Frogs – Sounds Of North America
27. Denim – Novelty Rock – 1997
28. Flaming Lips – Zaireeka – 1997
29. Chris Butler – The Devil Glitch – 1996
30. Lucia Pamela – Into Outer Space With Lucia Pamela – 1969
31. Julian Cope – Skellington – 1989
32. Moondog – Moondog – 1969
33. Half Japanese – Half Gentlemen/Not Beasts – 1980
34. Godley & Crème – Consequences – 1977
35. Throbbing Gristle – 20 Jazz Funk Greats – 1979
36. Gong – Flying Teapot – 1973
37. The Fiery Furnaces – Rehearsing My Choir – 2005
38. Lil B – Rain In England – 2010
39. David Peel – & The Lower East Side – The Pope Smokes Dope – 1971
40. Sprit – The Adventures Of Captain Kopter… – 1981
41. Yat-Kha – Re-Covers – 2005
42. Martin Denny – Exotica – 1957
43. The Cosmic Jokers – The Cosmic Jokers – 1974
44. Robert Ashley – Yellow Man With Heart With Wings – 1990
45. Mark Bolan & T.Rex – Zink Alloy And The Hidden Rades Of Tomorrow – 1974
46. Iver Cutler – Dandreff – 1974
47. Robert Mitcham – Calypso Is Like So… – 1957
48. John Coltrane – Ascension – 19??
49. Rudimentary Peni – Pope Adrian 37th Psychristiatric – 1995
50. The Shags – Philosophy Of The World – 1969
51. Magma – Mekanik Destruktiw Kommandoh – 1973
52. Sonny Bono – Inner Views – 1967
53. Armand Schaubroeck Steals – Ratfucker – 1978
54. John Oswald – Grayfolded – 1994
55. General Magic + Pita – Fridge Trax – 1995
56. Sonic Youth – Syr4: Goodbye 20th Century – 1999
57. Robert Clavert – Captain Lockheed & The Starfighters – 1974
58. Holy Model Rounders – The Moray Eels Eat The Holy Model Rounders – 1968
59. Kim Fowley – Outrageous – 1968
60. Paul Horn – Inside – 1968
61. Third Ear Band – Third Ear Band – 1970
62. Slint – Spiderland – 1991
63. Hampton Grease Band – Music To Eat – 1971
64. Ya Ho Wa 13 – Savage Sons Of Ya Ho Wa – 1974
65. The Osmands – The Plan – 1973
66. The Frogs – It’s Only Right And Natural – 1989
67. Pere Ubu – New Panic Time – 1979
68. Caetano Veloso – Araca Azul – 1972
69. Circle One – Patterns Of Force – 1983
70. Lewis – L’amour – 2014
71. David Stoughton – Transformer – 1968
72. The Fall – Dragnet – 1979
73. Centipede – Septober Energy – 1971
74. Michael Nesmith – The Prison: A Book With A Soundtrack – 1974
75. The Beatles – Love – 2006
76. Royal Trux – Twin Infinitives – 1990
77. Elvis Presley – Having Fun With Elvis On Stage – 1974
78. AA Allen And His Miracle Revival Ministries – 19??
79. The Group – The Feed-Back – 1970
80. Eric Burdon & The Animals – Winds Of Change – 1967
81. Bobb Trimble – Harvest Of Dreams – 1982
82. John Greaves/Peter Blegvad/Lisa Harman – Kew.Rhone – 1977
83. RD Burman/Various – Hare Rama Hare Krishna – 1971
84. Lucifer – Big Gun – 1972
85. Shooter Jennings – Countach (For Giogio) – 2016
86. Wild Man Fischer – An Evening With Wild Man Fischer – 1969
87. John Fahey – Requia – 1967
88. John Cale – The Academy In Peril – 1972
89. Current 93 – Swastikas For Noddy – 1988
90. Tom Russell – Hotwalker – 2005
91. Neil Young – Trans – 1982
92. Ra-X – The Opium Den (Parts I-IV)
93. Freddie And The Dreamers – Over In The Overworld – 1971
94. Husker Du – Zen Arcade – 1984
95. Various Artists – Great Googa Moogal – 2003
96. Fred Frith – Guitar Solos – 1974
97. R Kelly – Trapped In The Closet – 2005
98. Cromagnon – Orgasm – 1969
99. Dee Dee King AKA Dee Dee Ramone – Standing In The Spotlight – 1989
100. Merzbow – Merzcar – 1994
101. Pink Floyd – The Final Cut – 1983

Cabeçote: 15 covers de Chuck Berry feitos por grandes artistas

Chuck Berry se foi. O músico faleceu na tarde de sábado (18), aos 90 anos, em sua casa na cidade de St. Charles, nos Estados Unidos.

Não foi em vão que Chuck Berry recebeu a alcunha de “pai do rock n’ roll” por fãs, músicos e jornalistas. Por mais que seja difícil cravar quem realmente criou o rock n’ roll, não seria injusto eleger Berry como o responsável pela popularização de alguns padrões repetidos na história do gênero musical em questão.

O grande trunfo de Chuck Berry foi levar o blues e o R&B de suas raízes negras e colocá-los, em uma versão mais enérgica – o rock n’ roll -, à rotina dos adolescentes. Isto passou não só pela criação do novo gênero musical, mas, também, pela persona de rockstar.

Chuck Berry desenvolveu uma versão mais “suja” e ainda mais dançante do R&B, com forte influência do blues. Além disso, foi Berry quem desenvolveu uma persona típica de estrela do rock, especialmente quando se fala da forma em que se portava nos palcos.

O comportamento explosivo dentro dos palcos também se refletiu fora dele. Chuck Berry teve inúmeros problemas com a lei. Foi Berry quem construiu, involuntariamente, a imagem do “roqueiro transgressor”.

Chuck Berry influenciou os músicos mais importantes do rock em geral. Beatles, Rolling Stones e Beach Boys, três dos maiores nomes surgidos na década de 1960, foram alguns dos grupos que beberam da fonte de Berry. Artistas que vieram depois, como AC/DC e Ted Nugent, entre diversos outros, também citam a importância do músico americano em suas trajetórias.

Com o intuito de mostrar o quão Chuck Berry foi importante, a lista abaixo reúne 15 versões de suas músicas feitas por grandes artistas. E que Berry descanse em paz.

Beatles – “Roll Over Beethoven”

Rolling Stones – “Little Queenie”

Beach Boys – “Rock And Roll Music”

Rod Stewart – “Sweet Little Rock ‘N’ Roller”

Bruce Springsteen – “You Never Can Tell”

Judas Priest – “Johnny B. Goode”

Motörhead – “Let It Rock”

AC/DC – “School Days”

Jerry Lee Lewis – “Sweet Little Sixteen”

Jimi Hendrix – “Johnny B. Goode”

The Yardbirds – “Too Much Monkey Business”

MC5 – “Back In The U.S.A.”

Johnny Winter – “Thirty Days”

David Bowie – “Around And Around”

Elvis Presley – “Johnny B. Goode”

Veja também:

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

As dez melhores do Testament segundo Derrick Green

Enquanto o Sepultura se prepara para uma turnê norte-americana com o Testament, Derrick Green elaborou um Top 10 dos companheiros de viagem. As músicas que entraram na lista foram:

1. Brotherhood Of The Snake (Brotherhood Of The Snake, 2016)
2. Native Blood (Dark Roots Of Earth, 2012)
3. Over The Wall (The Legacy, 1987)
4. The New Order (The New Order, 1988)
5. Burnt Offerings (The Legacy, 1987)
6. Practice What You Preach (Practice What You Preach, 1989)
7. The Pale King (Brotherhood Of The Snake, 2016)
8. Sins Of Omission (Practice What You Preach, 1989)
9. More Than Meets The Eye (The Formation Of Damnation, 2008)
10. Electric Crown (The Ritual, 1992)

O Top 10 do Sepultura segundo Chuck Billy

sepultura chuck

É conhecida a história de que Chuck Billy, vocalista do Testament, chegou a fazer um teste para substituir Max Cavalera no Sepultura. Como as duas bandas farão uma excursão norte-americana juntas nos próximos meses, o cantor escolheu seu Top 10 do grupo brasileiro. As faixas escolhidas foram:

1. Refuse/Resist (Chaos A.D., 1993)
2. Nomad (Chaos A.D., 1993)
3. Territory (Chaos A.D., 1993)
4. Roots Bloody Roots (Roots, 1996)
5. Arise (Arise, 1991)
6. Beneath The Remains (Beneath The Remains, 1989)
7. Born Strong (Kairos, 2011)
8. Choke (Against, 1998)
9. Against (Against, 1998)
10. Phantom Self (Machine Messiah, 2017)

Os álbuns de estreia que mudaram a história da música, segundo a Q Magazine

álbuns estreia

A edição 370 da Q Magazine, que sai em abril, traz uma lista com os trabalhos de estreia que fizeram a diferença. Obviamente, a lista não se resume ao Rock, então, você encontrará nomes que nada têm a ver com a nossa linha editorial. Em ordem cronológica, os 113 escolhidos foram:

• Elvis Presley – Elvis Presley – 1956
• Gene Vincent And His Blue Caps – Bluejean Bop! – 1956
• Johnny Burnette – Johnny Burnette & The Rock ‘N’ Roll Trio – 1956
• Little Richard – Here’s Little Richard – 1957
• Chuck Berry – After School Session – 1957
• Buddy Holly & The Crickets – The “Chirping” Crickets – 1957
• Jerry Lee Lewis – Jerry Lee Lewis – 1958
• Bo Diddley – Bo Diddley – 1958
• Howlin’ Wolf – Moanin’ In The Moonlight – 1958
• Billy Fury – The Sound Of Fury – 1960
• The Beatles – Please Please Me – 1963
• The Who – My Generation – 1965
• The Byrds – Mr Tambourine Man – 1965
• Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced – 1967
• The Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico – 1967
• Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn – 1967
• The Doors – The Doors – 1967
• Leonard Cohen – Songs Of Leonard Cohen – 1967
• The Band – Music From Big Pink – 1968
• The Stooges – The Stooges – 1969
• Nick Drake – Five Leaves Left – 1969
• King Crimson – In The Court Of The Crimson King – 1969
• Black Sabbath – Black Sabbath – 1970
• Steely Dan – Can’t Buy A Thrill – 1972
• Neu! – Neu! – 1972
• Roxy Music – Roxy Music – 1972
• New York Dolls – New York Dolls – 1973
• Patti Smith – Horses – 1975
• The Modern Lovers – The Modern Lovers – 1976
• The Clash – The Clash – 1977
• Talking Heads – Talking Heads: 77 – 1977
• Cheap Trick – Cheap Trick – 1977
• Sex Pistols – Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols – 1977
• Elvis Costello – My Aim Is True – 1977
• Television – Marquee Moon – 1977
• Wire – Pink Flag – 1977
• Van Halen – Van Halen – 1978
• Kate Bush – The Kick Inside – 1978
• Siouxsie And The Banshees – The Scream – 1978
• The Slits – Cut – 1979
• Madness – One Step Beyond – 1979
• Joy Division – Unknown Pleasures – 1979
• The Specials – The Specials – 1979
• The Associates – The Affectionate Punch – 1980
• Dexys Midnight Runners – Searching For The Young Soul Rebels – 1980
• Soft Cell – Non-Stop Erotic Cabaret – 1981
• Haircut 100 – Pelican West – 1982
• Orange Juice – You Can’t Hide Your Love Forever – 1982
• R.E.M. – Murmer – 1983
• Wham! – Fantastic – 1983
• Aztec Camera – High Land, Hard Rain – 1983
• Metallica – Kill ‘Em All – 1983
• Cybotron – Enter – 1983
• The Blue Nile – A Walk Across The Rooftops – 1984
• The Jesus And Mary Chain – Psychocandy – 1985
• Whitney Houston – Whitney Houston – 1985
• Pet Shop Boys – Please – 1986
• Pixies – Come On Pilgrim – 1987
• Happy Mondays – Squirrel & G-Man Twenty Four Hour Party People – 1987
• Guns N’ Roses – Appetite For Destruction – 1987
• Public Enemy – Yo! Bum Rush The Show – 1987
• My Bloody Valentine – Isn’t Anything – 1988
• De La Soul – 3 Feet High And Rising – 1989
• Nirvana – Bleach – 1989
• The Stone Roses – The Stone Roses – 1989
• The La’s – The La’s – 1990
• A Tribe Called Quest – People’s Instinctive Travels And The Paths Of Rhythm – 1990
• Hoodlum Priest – Heart Of Darkness – 1990
• Massive Attack – Blue Lines – 1991
• Saint Etienne – Foxbase Alpha – 1991
• Smashing Pumpkins – Gish – 1991
• Pavement – Slanted And Enchanted – 1992
• PJ Harvey – Dry – 1992
• Aphex Twin – Selected Ambient Works 85-92 – 1992
• Red House Painters – Down Colorful Hill – 1992
• Manic Street Preachers – Generation Terrorists – 1992
• Rage Against The Machine – Rage Against The Machine – 1992
• Palace Brothers – There Is No-One What Will Take Care Of You – 1993
• Suede – Suede – 1993
• Wu-Tang Clan – Enter The Wu-Tang (36 Chambers) – 1993
• Nas – Illmatic – 1994
• Oasis – Definitely Maybe – 1994
• Jeff Buckley – Grace – 1994
• Weezer – Weezer – 1994
• Portishead – Dummy – 1994
• The Chemical Brothers – Exit Planet Dust – 1995
• Goldie – Timeless – 1995
• Supergrass – I Should Coco – 1995
• DJ Shadow – Endtroducing – 1996
• Missy Elliott – Supa Dupa Fly – 1997
• Air – Moon Safari – 1998
• Boards Of Canada – Music Has The Right To Children – 1998
• Sugababes – One Touch – 2000
• The Strokes – Is This It – 2001
• The Libertines – Up The Bracket – 2002
• Interpol – Turn On The Bright Lights – 2002
• Dizzee Rascal – Boy In Da Corner – 2003
• Kanye West – The College Dropout – 2004
• Scissor Sisters – Scissor Sisters – 2004
• Arcade Fire – Funeral – 2005
• LCD Soundsystem – LCD Soundsystem – 2005
• Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – 2006
• Burial – Burial – 2006
• Bon Iver – For Emma, Forever Ago – 2007
• Vampire Weekend – Vampire Weekend – 2008
• Lady Gaga – The Fame – 2008
• La Roux – La Roux – 2009
• Nicki Minaj – Pink Friday – 2010
• James Blake – James Blake – 2011
• The Sound Of Arrows – Voyage – 2011
• Disclosure – Settle – 2013
• Lorde – Pure Heroine – 2013
• FKA Twigs – LP1 – 2014

Os 10 melhores álbuns ao vivo segundo Ann Wilson

ann wilson

Em seu Twitter, a vocalista Ann Wilson (Heart) elaborou uma lista com os 10 álbuns ao vivo que mais lhe apetecem. Os escolhidos foram:

1. Harry Belafonte, Belafonte At Carnegie Hall: “Meus pais escutavam quando eu era criança. Foi o que me fez querer ser artista! A versão de ‘Danny Boy’ me leva ao limite”.

2. Aretha Franklin, Aretha Live At Fillmore West: “A rainha pegando fogo. Super inspirador”.

3. Elton John, 17-11-70: “Elton com seu trio original. Nigel Olson na bateria e Dee Murray no baixo. Audição fantástica”.

4. The Who, Live At Leeds: “Cru, excitante e icônico. The Who em todos os cilindros”.

5. Deep Purple, Made In Japan: “Era assim que se fazia Rock nos anos 1970. Grandes músicas e performances poderosas”.

6. Joni Mitchell, Miles Of Aisles: “Joni em seu melhor com uma grande banda, antes do Jazz e após o Folk. Uma das melhores liricistas e cantoras de todos os tempos. Este álbum é um tesouro”.

7. James Brown, Live At The Apollo: “O maior trabalhador do show business dando duro. Grooves e Soul de morrer”.

8. Johnny Cash, At Folsom Prison: “Johnny e seu povo. Há uma conexão palpável. Ele estava no auge”.

9. Muse, Live At Rome Olympic Stadium: “Talvez a banda mais poderosa e criativa da atualidade. Execução incrível. Um disco que faz viajar”.

10. Duke Ellington, Ellington At Newport: “A sofisticação e elegância ao vivo. Perfeito para uma tarde”.

Cabeçote: 5 discos solo que foram lançados sob o nome de bandas

É comum que, com o tempo, membros de grandes bandas optem por trabalhar em uma carreira solo. Entretanto, em algumas situações – que praticamente só ocorreram no rock -, álbuns solo foram lançados sob nomes de grupos.

Os motivos são distintos, mas quase sempre convergem para uma razão principal: grana. Utilizar o nome de uma banda, já consagrada, faz com que a divulgação de um trabalho musical seja mais fácil. Consequentemente, obtém-se maior êxito comercial.

A lista abaixo reúne cinco discos que foram concebidos como trabalhos solo, mas foram lançados sob o nome de bandas. E antes que eu me esqueça: “The Final Cut”, do Pink Floyd, está de fora da lista porque, apesar de ter sido composto praticamente como um álbum solo de Roger Waters, sabia-se, desde o início, que o trabalho levaria a alcunha do grupo em questão.

Black Sabbath – “Seventh Star”

O Black Sabbath entrou em um hiato no ano de 1984, após a tentativa de relançar o grupo com o vocalista David Donato, no lugar de Ian Gillan, e a consequente saída do baixista Geezer Butler. Em 1985, o guitarrista Tony Iommi começou a trabalhar em um disco solo.

Ao lado do tecladista Geoff Nicholls, do baterista Eric Singer e do baixista Dave Spitz, Tony Iommi teve a ideia de contar com vários vocalistas, como Rob Halford, Glenn Hughes e Ronnie James Dio. Contudo, o plano não deu certo, já que não era possível conciliar a agenda de todos.

Glenn Hughes foi mantido nos vocais e “Seventh Star” foi gravado. Com o disco já pronto, a Warner Bros recusou-se a lançá-lo como um álbum solo de Tony Iommi, sob a alegação de que seria mais difícil de promovê-lo desta forma. Por fim, a capa indica que o trabalho é de Black Sabbath featuring Tony Iommi.

Megadeth – “The System Has Failed”

O problema que o vocalista e guitarrista Dave Mustaine teve em seu braço, além das desavenças com os músicos do Megadeth, fizeram com que ele encerrasse as atividades do grupo em 2002. O músico se recuperou e começou a trabalhar, em meados de 2004, em um disco solo.

A line-up de “The System Has Failed” conta somente com músicos contratados. Chris Poland, ex-integrante da banda, assumiu a guitarra, enquanto Jimmie Lee Sloas tocou baixo e Vinnie Colaiuta, bateria. Dave Mustaine assina a autoria integral de todas as músicas.

Com o trabalho já gravado, a Sanctuary Records se negou a lançá-lo como um trabalho solo. Com isso, o nome Megadeth foi para a capa do disco. Curioso, visto que a sonoridade é puramente Megadeth.

Stryper – “Reborn”

“Reborn” acabou sendo o disco que sacramentou a reunião do Stryper. Entretanto, seria um trabalho solo do vocalista e guitarrista Michael Sweet – por isso, soa um pouco diferente dos demais álbuns da banda, visto que traz influências do post-grunge e do rock alternativo.

As músicas que estão em “Reborn” foram compostas antes do Stryper voltar a excursionar, em 2003. As demos foram registradas com Derek Kerswill na bateria e Lou Spagnola no baixo.

Após a turnê, Michael Sweet mostrou o material para os demais integrantes, que toparam gravá-lo e lançá-lo sob o nome do grupo – em especial Oz Fox.

Twisted Sister – “Love is for Suckers”

O Twisted Sister definhou de forma muito rápida após o sucesso de “Stay Hungry”. O disco seguinte, “Come Out And Play”, não obteve o mesmo êxito e vários shows da turnê que promoveria o álbum foram cancelados.

Com isso, conflitos vieram à tona e a ideia era que o Twisted Sister desse uma pausa. O vocalista Dee Snider, então, começou a trabalhar em um disco solo, que viria a ser “Love is for Suckers”.

O problema é que a gravadora, Atlantic Records, não quis lançar o disco se não tivesse o nome Twisted Sister. Apesar de contribuições esporádicas de Reb Beach na guitarra e Kip Winger no baixo, o instrumental foi registrado por Eddie Ojeda e Jay Jay French nas guitarras e Mark Mendoza no baixo, além do novato Joe Franco na bateria.

Whitesnake – “Restless Heart”

David Coverdale passou a década de 90 de saco cheio da indústria musical. Ele até tentou uma reunião do Whitesnake em 1994, quatro anos após o fim do grupo, mas desistiu após alguns shows.

Ainda assim, Coverdale não se afastou totalmente da música. Ele passou os anos de 1995 e 1996 gravando um disco solo, que seria o material encontrado em “Restless Heart”.

Dois ex-integrantes do Whitesnake participaram do disco: o guitarrista Adrian Vandenberg e o baterista Denny Carmassi. Os demais – o baixista Guy Pratt no baixo e o tecladista Brett Tuggle – são músicos contratados.

A gravadora, por sua vez, não quis lançar o disco como um trabalho solo de David Coverdale. Por isso, a alcunha “David Coverdale & Whitesnake” acompanha a capa de “Restless Heart”.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Ozzy é o músico mais rico de Birmingham

ozzy birmingham

O Birmingham Post publicou a lista dos nativos locais mais ricos. Entre os músicos, Ozzy Osbourne é o mais bem colocado, na 35ª posição, com fortuna estimada em 135 milhões de libras. Robert Plant vem em 41º, com 105 milhões. Jeff Lyne (ELO) é o 47º, com 85 milhões, enquanto o baterista Nick Mason (Pink Floyd) é o 50º, com 80 milhões de dinheiros britânicos. A lista completa pode ser conferida aqui.