Cabeçote: 15 covers de Chuck Berry feitos por grandes artistas

Chuck Berry se foi. O músico faleceu na tarde de sábado (18), aos 90 anos, em sua casa na cidade de St. Charles, nos Estados Unidos.

Não foi em vão que Chuck Berry recebeu a alcunha de “pai do rock n’ roll” por fãs, músicos e jornalistas. Por mais que seja difícil cravar quem realmente criou o rock n’ roll, não seria injusto eleger Berry como o responsável pela popularização de alguns padrões repetidos na história do gênero musical em questão.

O grande trunfo de Chuck Berry foi levar o blues e o R&B de suas raízes negras e colocá-los, em uma versão mais enérgica – o rock n’ roll -, à rotina dos adolescentes. Isto passou não só pela criação do novo gênero musical, mas, também, pela persona de rockstar.

Chuck Berry desenvolveu uma versão mais “suja” e ainda mais dançante do R&B, com forte influência do blues. Além disso, foi Berry quem desenvolveu uma persona típica de estrela do rock, especialmente quando se fala da forma em que se portava nos palcos.

O comportamento explosivo dentro dos palcos também se refletiu fora dele. Chuck Berry teve inúmeros problemas com a lei. Foi Berry quem construiu, involuntariamente, a imagem do “roqueiro transgressor”.

Chuck Berry influenciou os músicos mais importantes do rock em geral. Beatles, Rolling Stones e Beach Boys, três dos maiores nomes surgidos na década de 1960, foram alguns dos grupos que beberam da fonte de Berry. Artistas que vieram depois, como AC/DC e Ted Nugent, entre diversos outros, também citam a importância do músico americano em suas trajetórias.

Com o intuito de mostrar o quão Chuck Berry foi importante, a lista abaixo reúne 15 versões de suas músicas feitas por grandes artistas. E que Berry descanse em paz.

Beatles – “Roll Over Beethoven”

Rolling Stones – “Little Queenie”

Beach Boys – “Rock And Roll Music”

Rod Stewart – “Sweet Little Rock ‘N’ Roller”

Bruce Springsteen – “You Never Can Tell”

Judas Priest – “Johnny B. Goode”

Motörhead – “Let It Rock”

AC/DC – “School Days”

Jerry Lee Lewis – “Sweet Little Sixteen”

Jimi Hendrix – “Johnny B. Goode”

The Yardbirds – “Too Much Monkey Business”

MC5 – “Back In The U.S.A.”

Johnny Winter – “Thirty Days”

David Bowie – “Around And Around”

Elvis Presley – “Johnny B. Goode”

Veja também:

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

As dez melhores do Testament segundo Derrick Green

Enquanto o Sepultura se prepara para uma turnê norte-americana com o Testament, Derrick Green elaborou um Top 10 dos companheiros de viagem. As músicas que entraram na lista foram:

1. Brotherhood Of The Snake (Brotherhood Of The Snake, 2016)
2. Native Blood (Dark Roots Of Earth, 2012)
3. Over The Wall (The Legacy, 1987)
4. The New Order (The New Order, 1988)
5. Burnt Offerings (The Legacy, 1987)
6. Practice What You Preach (Practice What You Preach, 1989)
7. The Pale King (Brotherhood Of The Snake, 2016)
8. Sins Of Omission (Practice What You Preach, 1989)
9. More Than Meets The Eye (The Formation Of Damnation, 2008)
10. Electric Crown (The Ritual, 1992)

O Top 10 do Sepultura segundo Chuck Billy

sepultura chuck

É conhecida a história de que Chuck Billy, vocalista do Testament, chegou a fazer um teste para substituir Max Cavalera no Sepultura. Como as duas bandas farão uma excursão norte-americana juntas nos próximos meses, o cantor escolheu seu Top 10 do grupo brasileiro. As faixas escolhidas foram:

1. Refuse/Resist (Chaos A.D., 1993)
2. Nomad (Chaos A.D., 1993)
3. Territory (Chaos A.D., 1993)
4. Roots Bloody Roots (Roots, 1996)
5. Arise (Arise, 1991)
6. Beneath The Remains (Beneath The Remains, 1989)
7. Born Strong (Kairos, 2011)
8. Choke (Against, 1998)
9. Against (Against, 1998)
10. Phantom Self (Machine Messiah, 2017)

Os álbuns de estreia que mudaram a história da música, segundo a Q Magazine

álbuns estreia

A edição 370 da Q Magazine, que sai em abril, traz uma lista com os trabalhos de estreia que fizeram a diferença. Obviamente, a lista não se resume ao Rock, então, você encontrará nomes que nada têm a ver com a nossa linha editorial. Em ordem cronológica, os 113 escolhidos foram:

• Elvis Presley – Elvis Presley – 1956
• Gene Vincent And His Blue Caps – Bluejean Bop! – 1956
• Johnny Burnette – Johnny Burnette & The Rock ‘N’ Roll Trio – 1956
• Little Richard – Here’s Little Richard – 1957
• Chuck Berry – After School Session – 1957
• Buddy Holly & The Crickets – The “Chirping” Crickets – 1957
• Jerry Lee Lewis – Jerry Lee Lewis – 1958
• Bo Diddley – Bo Diddley – 1958
• Howlin’ Wolf – Moanin’ In The Moonlight – 1958
• Billy Fury – The Sound Of Fury – 1960
• The Beatles – Please Please Me – 1963
• The Who – My Generation – 1965
• The Byrds – Mr Tambourine Man – 1965
• Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced – 1967
• The Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico – 1967
• Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn – 1967
• The Doors – The Doors – 1967
• Leonard Cohen – Songs Of Leonard Cohen – 1967
• The Band – Music From Big Pink – 1968
• The Stooges – The Stooges – 1969
• Nick Drake – Five Leaves Left – 1969
• King Crimson – In The Court Of The Crimson King – 1969
• Black Sabbath – Black Sabbath – 1970
• Steely Dan – Can’t Buy A Thrill – 1972
• Neu! – Neu! – 1972
• Roxy Music – Roxy Music – 1972
• New York Dolls – New York Dolls – 1973
• Patti Smith – Horses – 1975
• The Modern Lovers – The Modern Lovers – 1976
• The Clash – The Clash – 1977
• Talking Heads – Talking Heads: 77 – 1977
• Cheap Trick – Cheap Trick – 1977
• Sex Pistols – Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols – 1977
• Elvis Costello – My Aim Is True – 1977
• Television – Marquee Moon – 1977
• Wire – Pink Flag – 1977
• Van Halen – Van Halen – 1978
• Kate Bush – The Kick Inside – 1978
• Siouxsie And The Banshees – The Scream – 1978
• The Slits – Cut – 1979
• Madness – One Step Beyond – 1979
• Joy Division – Unknown Pleasures – 1979
• The Specials – The Specials – 1979
• The Associates – The Affectionate Punch – 1980
• Dexys Midnight Runners – Searching For The Young Soul Rebels – 1980
• Soft Cell – Non-Stop Erotic Cabaret – 1981
• Haircut 100 – Pelican West – 1982
• Orange Juice – You Can’t Hide Your Love Forever – 1982
• R.E.M. – Murmer – 1983
• Wham! – Fantastic – 1983
• Aztec Camera – High Land, Hard Rain – 1983
• Metallica – Kill ‘Em All – 1983
• Cybotron – Enter – 1983
• The Blue Nile – A Walk Across The Rooftops – 1984
• The Jesus And Mary Chain – Psychocandy – 1985
• Whitney Houston – Whitney Houston – 1985
• Pet Shop Boys – Please – 1986
• Pixies – Come On Pilgrim – 1987
• Happy Mondays – Squirrel & G-Man Twenty Four Hour Party People – 1987
• Guns N’ Roses – Appetite For Destruction – 1987
• Public Enemy – Yo! Bum Rush The Show – 1987
• My Bloody Valentine – Isn’t Anything – 1988
• De La Soul – 3 Feet High And Rising – 1989
• Nirvana – Bleach – 1989
• The Stone Roses – The Stone Roses – 1989
• The La’s – The La’s – 1990
• A Tribe Called Quest – People’s Instinctive Travels And The Paths Of Rhythm – 1990
• Hoodlum Priest – Heart Of Darkness – 1990
• Massive Attack – Blue Lines – 1991
• Saint Etienne – Foxbase Alpha – 1991
• Smashing Pumpkins – Gish – 1991
• Pavement – Slanted And Enchanted – 1992
• PJ Harvey – Dry – 1992
• Aphex Twin – Selected Ambient Works 85-92 – 1992
• Red House Painters – Down Colorful Hill – 1992
• Manic Street Preachers – Generation Terrorists – 1992
• Rage Against The Machine – Rage Against The Machine – 1992
• Palace Brothers – There Is No-One What Will Take Care Of You – 1993
• Suede – Suede – 1993
• Wu-Tang Clan – Enter The Wu-Tang (36 Chambers) – 1993
• Nas – Illmatic – 1994
• Oasis – Definitely Maybe – 1994
• Jeff Buckley – Grace – 1994
• Weezer – Weezer – 1994
• Portishead – Dummy – 1994
• The Chemical Brothers – Exit Planet Dust – 1995
• Goldie – Timeless – 1995
• Supergrass – I Should Coco – 1995
• DJ Shadow – Endtroducing – 1996
• Missy Elliott – Supa Dupa Fly – 1997
• Air – Moon Safari – 1998
• Boards Of Canada – Music Has The Right To Children – 1998
• Sugababes – One Touch – 2000
• The Strokes – Is This It – 2001
• The Libertines – Up The Bracket – 2002
• Interpol – Turn On The Bright Lights – 2002
• Dizzee Rascal – Boy In Da Corner – 2003
• Kanye West – The College Dropout – 2004
• Scissor Sisters – Scissor Sisters – 2004
• Arcade Fire – Funeral – 2005
• LCD Soundsystem – LCD Soundsystem – 2005
• Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – 2006
• Burial – Burial – 2006
• Bon Iver – For Emma, Forever Ago – 2007
• Vampire Weekend – Vampire Weekend – 2008
• Lady Gaga – The Fame – 2008
• La Roux – La Roux – 2009
• Nicki Minaj – Pink Friday – 2010
• James Blake – James Blake – 2011
• The Sound Of Arrows – Voyage – 2011
• Disclosure – Settle – 2013
• Lorde – Pure Heroine – 2013
• FKA Twigs – LP1 – 2014

Os 10 melhores álbuns ao vivo segundo Ann Wilson

ann wilson

Em seu Twitter, a vocalista Ann Wilson (Heart) elaborou uma lista com os 10 álbuns ao vivo que mais lhe apetecem. Os escolhidos foram:

1. Harry Belafonte, Belafonte At Carnegie Hall: “Meus pais escutavam quando eu era criança. Foi o que me fez querer ser artista! A versão de ‘Danny Boy’ me leva ao limite”.

2. Aretha Franklin, Aretha Live At Fillmore West: “A rainha pegando fogo. Super inspirador”.

3. Elton John, 17-11-70: “Elton com seu trio original. Nigel Olson na bateria e Dee Murray no baixo. Audição fantástica”.

4. The Who, Live At Leeds: “Cru, excitante e icônico. The Who em todos os cilindros”.

5. Deep Purple, Made In Japan: “Era assim que se fazia Rock nos anos 1970. Grandes músicas e performances poderosas”.

6. Joni Mitchell, Miles Of Aisles: “Joni em seu melhor com uma grande banda, antes do Jazz e após o Folk. Uma das melhores liricistas e cantoras de todos os tempos. Este álbum é um tesouro”.

7. James Brown, Live At The Apollo: “O maior trabalhador do show business dando duro. Grooves e Soul de morrer”.

8. Johnny Cash, At Folsom Prison: “Johnny e seu povo. Há uma conexão palpável. Ele estava no auge”.

9. Muse, Live At Rome Olympic Stadium: “Talvez a banda mais poderosa e criativa da atualidade. Execução incrível. Um disco que faz viajar”.

10. Duke Ellington, Ellington At Newport: “A sofisticação e elegância ao vivo. Perfeito para uma tarde”.

Cabeçote: 5 discos solo que foram lançados sob o nome de bandas

É comum que, com o tempo, membros de grandes bandas optem por trabalhar em uma carreira solo. Entretanto, em algumas situações – que praticamente só ocorreram no rock -, álbuns solo foram lançados sob nomes de grupos.

Os motivos são distintos, mas quase sempre convergem para uma razão principal: grana. Utilizar o nome de uma banda, já consagrada, faz com que a divulgação de um trabalho musical seja mais fácil. Consequentemente, obtém-se maior êxito comercial.

A lista abaixo reúne cinco discos que foram concebidos como trabalhos solo, mas foram lançados sob o nome de bandas. E antes que eu me esqueça: “The Final Cut”, do Pink Floyd, está de fora da lista porque, apesar de ter sido composto praticamente como um álbum solo de Roger Waters, sabia-se, desde o início, que o trabalho levaria a alcunha do grupo em questão.

Black Sabbath – “Seventh Star”

O Black Sabbath entrou em um hiato no ano de 1984, após a tentativa de relançar o grupo com o vocalista David Donato, no lugar de Ian Gillan, e a consequente saída do baixista Geezer Butler. Em 1985, o guitarrista Tony Iommi começou a trabalhar em um disco solo.

Ao lado do tecladista Geoff Nicholls, do baterista Eric Singer e do baixista Dave Spitz, Tony Iommi teve a ideia de contar com vários vocalistas, como Rob Halford, Glenn Hughes e Ronnie James Dio. Contudo, o plano não deu certo, já que não era possível conciliar a agenda de todos.

Glenn Hughes foi mantido nos vocais e “Seventh Star” foi gravado. Com o disco já pronto, a Warner Bros recusou-se a lançá-lo como um álbum solo de Tony Iommi, sob a alegação de que seria mais difícil de promovê-lo desta forma. Por fim, a capa indica que o trabalho é de Black Sabbath featuring Tony Iommi.

Megadeth – “The System Has Failed”

O problema que o vocalista e guitarrista Dave Mustaine teve em seu braço, além das desavenças com os músicos do Megadeth, fizeram com que ele encerrasse as atividades do grupo em 2002. O músico se recuperou e começou a trabalhar, em meados de 2004, em um disco solo.

A line-up de “The System Has Failed” conta somente com músicos contratados. Chris Poland, ex-integrante da banda, assumiu a guitarra, enquanto Jimmie Lee Sloas tocou baixo e Vinnie Colaiuta, bateria. Dave Mustaine assina a autoria integral de todas as músicas.

Com o trabalho já gravado, a Sanctuary Records se negou a lançá-lo como um trabalho solo. Com isso, o nome Megadeth foi para a capa do disco. Curioso, visto que a sonoridade é puramente Megadeth.

Stryper – “Reborn”

“Reborn” acabou sendo o disco que sacramentou a reunião do Stryper. Entretanto, seria um trabalho solo do vocalista e guitarrista Michael Sweet – por isso, soa um pouco diferente dos demais álbuns da banda, visto que traz influências do post-grunge e do rock alternativo.

As músicas que estão em “Reborn” foram compostas antes do Stryper voltar a excursionar, em 2003. As demos foram registradas com Derek Kerswill na bateria e Lou Spagnola no baixo.

Após a turnê, Michael Sweet mostrou o material para os demais integrantes, que toparam gravá-lo e lançá-lo sob o nome do grupo – em especial Oz Fox.

Twisted Sister – “Love is for Suckers”

O Twisted Sister definhou de forma muito rápida após o sucesso de “Stay Hungry”. O disco seguinte, “Come Out And Play”, não obteve o mesmo êxito e vários shows da turnê que promoveria o álbum foram cancelados.

Com isso, conflitos vieram à tona e a ideia era que o Twisted Sister desse uma pausa. O vocalista Dee Snider, então, começou a trabalhar em um disco solo, que viria a ser “Love is for Suckers”.

O problema é que a gravadora, Atlantic Records, não quis lançar o disco se não tivesse o nome Twisted Sister. Apesar de contribuições esporádicas de Reb Beach na guitarra e Kip Winger no baixo, o instrumental foi registrado por Eddie Ojeda e Jay Jay French nas guitarras e Mark Mendoza no baixo, além do novato Joe Franco na bateria.

Whitesnake – “Restless Heart”

David Coverdale passou a década de 90 de saco cheio da indústria musical. Ele até tentou uma reunião do Whitesnake em 1994, quatro anos após o fim do grupo, mas desistiu após alguns shows.

Ainda assim, Coverdale não se afastou totalmente da música. Ele passou os anos de 1995 e 1996 gravando um disco solo, que seria o material encontrado em “Restless Heart”.

Dois ex-integrantes do Whitesnake participaram do disco: o guitarrista Adrian Vandenberg e o baterista Denny Carmassi. Os demais – o baixista Guy Pratt no baixo e o tecladista Brett Tuggle – são músicos contratados.

A gravadora, por sua vez, não quis lançar o disco como um trabalho solo de David Coverdale. Por isso, a alcunha “David Coverdale & Whitesnake” acompanha a capa de “Restless Heart”.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Ozzy é o músico mais rico de Birmingham

ozzy birmingham

O Birmingham Post publicou a lista dos nativos locais mais ricos. Entre os músicos, Ozzy Osbourne é o mais bem colocado, na 35ª posição, com fortuna estimada em 135 milhões de libras. Robert Plant vem em 41º, com 105 milhões. Jeff Lyne (ELO) é o 47º, com 85 milhões, enquanto o baterista Nick Mason (Pink Floyd) é o 50º, com 80 milhões de dinheiros britânicos. A lista completa pode ser conferida aqui.

Cabeçote: 15 músicas de rock e metal com participação de Elton John

Elton John se notabilizou como um dos grandes nomes do pop rock em geral. No entanto, seu background é bem mais abrangente. Além de quase ter entrado no King Crimson, na década de 1970, John fez uma série de participações em discos de rock e até metal.

Com a ajuda do editor João Renato Alves, foram selecionadas 15 músicas de rock e metal com participações de sir Elton John. Veja:

The Hollies – “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”
Música: “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”

No fim da década de 1960 e início dos anos 1970, Elton John ainda não era conhecido, nem mesmo havia lançado qualquer álbum. Ele trabalhava como músico de estúdio no Reino Unido quando gravou o piano desta música.

Rod Stewart – “Smiler” (1974)
Música: “Let Me Be Your Car”

Em seu quinto álbum solo, Rod Stewart gravou um dueto com Elton John. A música escolhida foi, inclusive, uma composição do próprio John.

John Lennon – “Walls and Bridges” (1974)
Músicas: “Whatever Gets You Thru The Night” e “Surprise, Surprise (Sweet Bird Of Paradox)”

No quinto disco de estúdio de John Lennon, há a participação de Elton John em duas músicas. Em “Whatever Gets You Thru The Night”, ele toca piano e faz backing vocals. Já em “Surprise, Surprise (Sweet Bird Of Paradox)”, ele assume o hammond organ, além dos vocais de apoio. No mesmo ano, John contou com a participação de Lennon para uma versão de “Lucy In The Sky With Diamonds”.

Saxon – “Rock The Nations” (1986)
Músicas: “Northern Lady” e “Party ‘Til You Puke”

Uma das participações mais inusitadas da lista de Elton John. O músico gravou o piano de duas músicas do oitavo álbum de estúdio do Saxon, um dos nomes da NWOBHM. Em entrevista, Biff Byford explicou que a ideia da parceria surgiu porque John estava gravando um disco no mesmo estúdio que a banda. “Party ‘Til You Puke” teve a participação planejada, enquanto “Northern Lady” surgiu como improviso enquanto ele escutava a canção.

George Harrison – “Cloud Nine” (1987)
Músicas: “Cloud 9”, “Devil’s Radio” e “Wreck Of The Hesperus”

Em mais um trabalho com um ex-Beatle, Elton John participou, tocando piano, de três músicas do 11° disco da carreira solo de George Harrison.

Jon Bon Jovi – “Blaze Of Glory” (1990)
Músicas: “Billy Get Your Guns” e “Dyin’ Ain’t Much Of Livin'”

O primeiro disco solo de Jon Bon Jovi contou com uma verdadeira constelação de músicos convidados, como Jeff Beck, Little Richard e outros. Nesse time, estava Elton John, que gravou piano e vocais de apoio em “Billy Get Your Guns” e “Dyin’ Ain’t Much Of Livin'”.

Ann Wilson – “Hope And Glory” (2007)
Música: “Where To Now St. Peter?”

Composto basicamente por covers, o primeiro trabalho solo de Ann Wilson contou com a participação de Elton John na versão de sua própria música, “Where To Now St. Peter?”.

Alice In Chains – “Black Gives Way To Blue” (2009)
Música: “Black Gives Way To Blue”

A música que dá nome ao disco que sacramentou o retorno do Alice In Chains contém a participação de Elton John, como habitual, no piano. A faixa é, inclusive, um tributo ao falecido vocalista da banda, Layne Staley. Em entrevista à Rolling Stone, o guitarrista Jerry Cantrell contou que a ideia de convidar Elton John veio de um amigo. “Ri e disse, ‘ok, trabalharei nisto’. Mas decidi que valia a pena tentar e expliquei a Elton, por e-mail, o que a música significava para nós”, disse. Rapidamente, John respondeu que topava.

Queens Of The Stone Age – “…Like Clockwork” (2013)
Música: “Fairweather Friends”

Elton John providenciou piano e backing vocals para “Fairweather Friends”, do disco mais recente do Queens Of The Stone Age. Em entrevista ao Daily Star, John não poupou elogios: disse que nunca tocou com uma banda de rock como o QOTSA e afirmou que “…Like Clockwork” era o melhor disco do estilo dos últimos cinco ou seis anos em questão.

Red Hot Chili Peppers – “The Getaway” (2016)
Música: “Sick Love”

A colaboração mais recente de Elton John em um trabalho de rock está no último disco do Red Hot Chili Peppers. Em “Sick Love”, John toca piano e colabora como co-autor, ao lado de seu colaborador de longa data, Bernie Taupin. O motivo é que a estrutura de acordes e a melodia dos versos são inspiradas no hit de John “Bennie And The Jets”, de 1973. Em recente entrevista, o vocalista Anthony Kiedis falou sobre a parceria. “Assim que ele encostou no piano, tudo ficou mágico. Você até tenta não ser um ‘fan boy’, mas é sir Elton John”, disse.

Igor Miranda é jornalista e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Cabeçote: 10 bandas importantes com menos de 10 discos lançados

No rock e no metal, quantidade nem sempre é sinônimo de bom serviço prestado. Há bandas clássicas que lançaram poucos discos, mas em um número suficiente para que fizessem história.

Com o auxílio da implacável memória do editor do site, João Renato Alves, a coluna separa 10 bandas importantes que lançaram menos de uma dezena de álbuns. Foram considerados apenas grupos que já encerraram suas atividades, para que a lista não seja “desmentida”.

Free

Apesar de ter feito história, o Free foi, de certa forma, uma banda juvenil. Os mais velhos – o baterista Simon Kirke e o vocalista Paul Rodgers – tinham 19 anos quando o grupo se formou. O mais jovem, o baixista Andy Fraser, ainda tinha 16.

Naturalmente, o grupo não durou por muito tempo. Eles existiram de 1968 a 1971, romperam e voltaram entre 1972 e 1973. Em ambos os períodos, foram registrados seis discos de estúdio.

O último foi “Heartbreaker”, de 1973. A banda acabou no mesmo ano. Dois anos depois, a morte de Paul Kossoff, vítima de uma embolia pulmonar agradava pelo uso de drogas, eliminou qualquer possibilidade de reunião.

Alice Cooper (a banda)

A banda Alice Cooper existiu até 1975, quando o vocalista, Alice Cooper, decidiu embarcar em uma gloriosa carreira solo. Enquanto grupo, foram lançados sete discos.

O último é o básico e ótimo “Muscle Of Love”, que chegou a público em 1973. Apesar do bom resultado, as sessões de gravação foram complicadas e o registro não foi bem em vendas. Em uma pausa nos trabalhos, Alice agiu e conseguiu se lançar como artista solo.

Os demais músicos se juntaram e formaram o Billion Dollar Babies, que não vingou. Um único trabalho, “Battle Axe”, foi lançado em 1977 e, obviamente, não integra a discografia da banda Alice Cooper.

The Doors

O The Doors até tentou continuar após a morte de Jim Morrison, em 1971, mas não deu certo. Capitaneado por Ray Manzarek, o grupo lançou três discos – o último, “An American Player”, é de 1978 e conta com fragmentos de vozes gravados por Morrison. Com o falecido vocalista, são seis álbuns. No total, há nove registros de inéditas no catálogo do Doors.

Led Zeppelin

O último disco concretamente lançado pelo Led Zeppelin foi “In Through The Out Door”, de 1979. O oitavo álbum da banda já refletia os problemas pelos quais os envolvidos passavam nos bastidores. Musicalmente, é mais fraco que seus antecessores, apesar de ter a genialidade do grupo presente em algumas faixas.

O baterista John Bonham morreu em 1980 e, em 1982, a coleção de faixas inéditas “Coda” foi lançada. O nono disco do grupo é considerado como parte da discografia. Desde então, o Led Zeppelin nunca mais lançou um álbum de estúdio, apesar de Robert Plant e Jimmy Page terem trabalhado juntos na década de 1990.

Nirvana

O trágico fim do Nirvana, com o suicídio de Kurt Cobain em 1994, impediu que o grupo lançasse mais discos de estúdio. Ao total, foram apenas três trabalhos. O último foi “In Utero”, de 1993.

Dire Straits

O Dire Straits fez história no rock com apenas seis discos de inéditas em seu catálogo. O último é “On Every Street”, lançado em 1991, após a reunião do grupo, que havia encerrado suas atividades em 1988.

A reunião durou até 1995 e, desde então, os envolvidos se dissociaram. O frontman Mark Knopfler se destacou com uma prolífica carreira solo – atualmente, com oito discos em seu catálogo desde 1996.

Pantera

Notável por ter contado com duas fases – a hard rock e a metal -, o Pantera acumula nove discos de estúdio se considerados ambos os períodos. Com a época “farofa” descartada, são cinco trabalhos de inéditas no total.

O último é “Reinventing The Steel”, lançado em 2000. O grupo acabou em 2003 e, em dezembro do ano seguite, Dimebag Darrell foi morto durante um show de sua outra banda, o Damageplan. Como Phil Anselmo e Vinnie Paul se odeiam e a possibilidade de contar com outro músico no lugar de Darrell tem sido frequentemente rechaçada, a chance de uma reunião sem Darrell é mínima.

Eagles

A morte de Glenn Frey deu fim ao Eagles em 2016. Contudo, dificilmente a banda lançaria um disco após “Long Road Out Of Even”, de 2007.

No total, o Eagles lançou sete discos de estúdio. Apesar de todos eles terem obtido sucesso em vendas, especialmente o platinado “Hotel California”, o álbum de maior sucesso do grupo é uma coletânea: “Their Greatest Hits (1971-1975)”, de 1976. O best of, claro, não é contabilizado na conta dos sete trabalhos mencionados.

Twisted Sister

O Twisted Sister encerrou suas atividades em 2016, após a morte do baterista A.J. Pero e de uma turnê, feita em homenagem ao músico, com Mike Portnoy no lugar dele. Contudo, o grupo já havia abdicado de gravar novidades há algum tempo.

Sete álbuns integram a discografia de estúdio do Twisted Sister. Cinco deles, lançados na década de 1980. “Still Hungry”, de 2004, e “A Twisted Christmas”, de 2006, completam a lista.

Há quem nem considere “A Twisted Christmas” como parte da discografia de estúdio, por contar com adaptações de músicas de Natal. Mas não faz diferença: com ou sem ele, o Twisted Sister não chega à dezena em seu catálogo.

The Black Crowes

Apesar de ser a banda com mais chances de se reunir no futuro, o Black Crowes acabou. Então, está na lista.

O grupo encerrou suas atividades em 2015, após desentendimentos entre os irmãos Chris e Rich Robinson. Durante os anos de existência da banda, foram lançados oito discos de estúdio. O último foi o bom “Before the Frost… Until the Freeze”, de 2009.

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Metallica tem cinco álbuns entre os oito mais vendidos de Rock/Metal nos Estados Unidos em 2016

metallica vendidos

O Metal Insider elaborou uma lista com os discos de Rock/Metal mais comercializados nos Estados Unidos ano passado. O Metallica deitou e rolou. E não apenas com seu novo disco. Eis o ranking:

1. Hardwired… To Self-Destruct – Metallica (516.000 cópias)
2. Immortalized – Disturbed (298.000)
3. Metallica – Metallica (267.500)
4. This House Is Not For Sale – Bon Jovi (174.000)
5. Greatest Hits – Journey (169.000)
6. Master Of Puppets – Metallica (163.000)
7. … And Justice For All – Metallica (155.000)
8. Ride The Lightning – Metallica (153.000)
9. Dystopia – Megadeth (148.000)
10. Got Your Six – Five Finger Death Punch (146.500)
11. The Stage – Avenged Sevenfold (144.000)
12. Greatest Hits – Guns N’ Roses (138.000)
13. Gore – Deftones (133.000)
14. Seal The Deal & Let’s Boogie – Volbeat (123.000)
15. Back In Black – AC/DC (117.000)
16. Appetite For Destruction – Guns N’ Roses (115.000)
17. Nevermind – Nirvana (114.000)
18. The Ghost Of Christmas Eve – Trans-Siberian Orchestra (113.000)
19. Threat To Survive – Shinedown (110.000)
20. Misadventures – Pierce The Veil (105.000)
21. Kill ‘Em All – Metallica (104.000)
22. Bad Vibrations – A Day To Remember (102.000)
23. The Serenity Of Suffering – Korn (100.000)
24. Licensed To Ill – Beastie Boys (99.000)

Bruce Springsteen teve a turnê mais rentável de 2016

turnê rentável

Os dados são da Pollstar, empresa que monitora a indústria de entretenimento. Clique na imagem para ampliar.

Despedida de David Bowie foi o vinil mais vendido na Inglaterra em 2016

david bowie

Em nota oficial, a Indústria Fonográfica Britânica anunciou que Blackstar, último álbum de inéditas lançado por David Bowie, foi o trabalho mais vendido no formato de LP em 2016. O Top 10 conta com apenas dois outros trabalhos recentes: a trilha sonora de Guardiões da Galáxia e A Moon Shaped Pool, do Radiohead. Completam a lista Back To Black (Amy Winehouse), Rumours (Fleetwood Mac), The Stone Roses (The Stone Roses), Legend (Bob Marley & The Wailers), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (The Beatles), Purple Rain (Prince) e Nevermind (Nirvana). Os números não foram revelados. Anteriormente, já havia sido confirmado que a comercialização do vinil superou a dos downloads pagos no ano passado.