Apresentação em Tóquio durante a Hurricane Eyes Tour 2013. Como o nome explicita, o foco do setlist foi o álbum de 1987.
Pergunte a Eddie Van Halen
O site de Eddie Van Halen está pedindo para que os fãs enviem perguntas. Mensalmente, o guitarrista escolherá as melhores e publicará na página. Se você tem alguma dúvida, envie-a aqui.
Vocalista do Ratt explica como a cena oitentista atraiu as garotas
Stephen Pearcy explicou ao Rock Book Show porque as bandas de sua geração aplicaram um pouco de cor no visual. “Até 1982, 83, a cena usava apenas couro preto. Notamos que isso levava muitos caras à plateia. Era legal, mas gostamos de garotas. Adorava grupos como Adam and the Ants e Duran Duran. Com o visual que utilizavam atraíam bastante o público feminino. Pensei que poderíamos combinar as coisas. No começo estranharam a combinação, mas deu certo”.
Recomendação da semana: Metalium – Millenium Metal Chapter One
Metalium – Millenium Metal: Chapter One [1999]
Infelizmente, essa banda acabou nos últimos anos. A justificativa do líder e baixista, Lars Ratz, foi que os integrantes já estão envolvidos em outros projetos e não haveria tempo suficiente para conciliar com as atividades do grupo. De qualquer forma, o Metalium deixa como legado para a cena Heavy, nove álbuns, enumerados como capítulos de uma saga. Mas, sem dúvida, o que vai ficar para sempre na memória da maioria dos fãs é o debut, que é, simplesmente, o melhor disco de Power Metal em todos os tempos.
Talvez o grande diferencial desse para seus subsequentes é o fato de contarmos com dois craques diferenciados no time. Na guitarra, ninguém menos que Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra). Na bateria, o homem que encara todas, Mike Terrana, com seu currículo impublicável por pura falta de espaço. Outra peculiaridade é que, ao contrário de muitos exemplares do gênero, o Metalium consegue fazer um som melódico sem deixar o peso de lado. Ao contrário, a sonoridade privilegia o lado mais porrada. O baixo de Lars Ratz chega a lembrar o de Lemmy em algumas passagens, tamanha a ‘sujeira’ em seu registro. Outro destaque mais que merecido vai para o vocalista Henning Basse. Simplesmente uma das melhores vozes surgidas no estilo, alternando os mais variados tons com precisão invejável.
Uma intro que mais parece um chamado para a guerra coloca o ouvinte no clima do massacre que está por vir. Eis que Terrana começa a quebrar tudo no começo de “Fight”, música que tem um refrão daqueles que levanta público e faz cantar junto. A maravilhosa “Dream Of Doom” possui uma cadência irresistível, com uma performance vocal espetacular. Uma das melhores músicas da história do grupo, sem dúvidas. Na sequência, o mais puro Heavy Metal europeu em “Break The Spell” esuas guitarras gêmeas alucinantes. “Revelation” é um verdadeiro soco no estômago, com o baixo explodindo nos alto-falantes. A faixa que dá nome à banda traz aquele clima de arena, com coros ao fundo e mais um refrão pra se gritar a plenos pulmões.
“Metamorphosis”, baladinha introduzida pelo piano dá um descanso ao pescoço do ouvinte. Mas é apenas um intervalo para preparar o terreno. Eis que “Void Of Fire” e sua levada quase Thrash chegam tomando conta de tudo. Um verdadeiro arregaço sonoro, que faz ter vontade de sair chutando tudo que se vê pela frente. Para manter o pique lá em cima, aparece “Free Forever”, Power Metal viciante, com uma melodia que se decora na primeira escutada e não esquece nunca mais. Não é por menos que foi a canção de encerramento dos shows em toda a carreira do Metalium. “Strike Down The Heathen” é um som direto e pesado, com outro desempenho soberbo de Henning Basse no microfone.
Um riff pra lá de tradicional anuncia “Pilgrimage”, mais um som que possui resquícios de Thrash Metal ao fundo, além de um coro altamente true. Uma intro tanto de voz quanto bateria feita por Mike Terrana traz o encerramento do tracklist normal, com a pegajosa “Metalians”. Aí surge um momento singular. Lógico que uma versão para “Smoke On The Water” não pode ser considerado algo original. Longe disso, aliás. Mas a maneira como o Metalium a fez, ficou tão singular que até os próprios músicos do Deep Purple elogiaram. Vale a pena conferir. Para acabar em clima de festa, “Burning”, do Accept e seu clima de Rock and Roll puro. Não apertem o stop após o fim da música. Passado em torno de um minuto, entra um discurso pró-Metal altamente troo, na imponente interpretação de Terrana.
A recepção ao trabalho surpreendeu a todos. Millenium Metal: Chapter One foi o disco de estréia mais vendido no ano de 1999 no mercado fonográfico Heavy. Apenas mais uma prova de sua qualidade superior. Para mim, é ainda mais especial por ter sido o primeiro digipack que comprei na vida. Valeu demais o investimento (e ainda bem, pois dava pra ter comprado uns três em edição normal), tanto que o escuto regularmente até hoje. E mesmo lançando alguns bons álbuns no decorrer da carreira, o Metalium jamais conseguiu igualar a magia desse aqui. Nota dez? É pouco, muito pouco para essa verdadeira obra-prima!
Henning Basse (vocals)
Chris Caffery (guitars)
Matthias Lange (guitars)
Lars Ratz (bass)
Mike Terrana (drums)
Special Guest
Roland Grapow (guitar solo on 06)
01. Circle Of Fate (intro)
02. Fight
03. Dream Of Doom
04. Break the Spell
05. Revelation
06. Metalium
07. Metamorphosis
08. Void Of Fire
09. Free Forever
10. Strike Down the Heathen
11. Pilgrimage
12. Metalians
13. Smoke On the Water
14. Burning
Bernie Marsden sobe ao palco com o Whitesnake
Durante o show de hoje à noite, em Newcastle, Inglaterra, o guitarrista Bernie Marsden subiu ao palco com o Whitesnake para executar “Fool For Your Loving”. Integrante da banda de 1978 até 1982, o músico já havia se reunido com David Coverdale para uma participação no Sweden Rock Festival 2011. A banda está em turnê pelo Reino Unido com Journey e Thunder.
Motörhead lança novo vinho
O Shiraz Rosé foi produzido no sudoeste da Austrália entre 2010 e 2012. A bebida será vendida em caixas, com 6 garrafas cada. Ainda não há data de lançamento anunciada.
Trailer oficial do novo filme do Metallica
Through The Never será lançado no dia 27 de setembro nos Estados Unidos.
Merecendo mais que o Japão
Fair Warning – Sundancer
Após o lançamento de Aura, em 2009, o Fair Warning fez aquilo que já virou costume, ou seja, uma turnê pelo Japão – ok, também tocou em alguns festivais na Europa. Dá para dizer com total segurança que os alemães possuem uma popularidade maior em terras asiáticas que em qualquer outro lugar do mundo, incluindo sua terra natal. Em comparação com seu antecessor, Aura, Sundancer traz riffs mais pesados e melodias trabalhadas, para fazer a alegria dos fãs. O grande destaque vai para a sempre inspirada performance do vocalista Tommy Heart. Aliás, importante citar que o grupo está com sua formação original, com exceção do guitarrista Andy Malecek, atualmente no Last Autumn’s Dream.
A dobradinha de abertura, com “Troubled Love” e a empolgante “Keep It In The Dark” já deixam uma ideia do que os fãs podem esperar. A balada “Real Love” vai fazer a velha guarda erguer os isqueiros, enquanto os novatos vão de celular mesmo. “Hit And Run” segue a linha festeira e tem tudo para se tornar uma das favoritas dos fãs, com sua melodia facilmente decorável. A cadência de “Man In The Mirror” lembra o Zeno, grupo que originou a banda lá na virada dos 1980s para os 90s. Já “Natural High” possui uma levada de guitarra simples, porém contagiante, lembrando os plays mais recentes.
A pegada AOR de “Jealous Heart” é ressaltada pela presença dos teclados, enquanto “Touch My Soul” mostra porque Tommy Heart é uma das grandes vozes do Hard europeu. A suave “Send Me A Dream” tem potencial radiofônico – no Japão, é claro, pois aqui, nem pensar. “Pride” e “Get Real” possuem certo acento Pop, sem que isso soe como um palavrão ou a qualidade seja deixada de lado. Destaque para os refrães grudentos de ambas. A levada de “How Does It Feel” pode até assustar os desavisados, mas as vocalizações tratam de colocar as coisas em seus devidos lugares.
O Rock clássico parece ter sido uma influência em “Living On The Streets”, com claro acento setentista, especialmente na guitarra de Helge Engelke. Encerrando o play, “Cool” funciona como um verdadeiro bota-fora, finalizando a audição com um clima bem alegre. Sem inventar, o Fair Warning mostra sua competência habitual. Sundancer tem tudo para figurar entre os preferidos dos fãs de Hard/Melodic Rock em 2013. O melhor da banda em muito tempo.
Nota 8,5
Tommy Heart (vocais)
Helge Engelke (guitarra)
Ule Ritgen (baixo)
CC Behrens (bateria)
01. Troubled Love
02. Keep It In The Dark
03. Real Love
04. Hit And Run
05. Man In The Mirror
06. Natural High
07. Jealous Heart
08. Touch My Soul
09. Send Me A Dream
10. Pride
11. Get Real
12. How Does It Feel
13. Living On The Streets
14. Cool
Kotzen agradece fãs, fala sobre shows e toca Poison em vídeo
“Until You Suffer Some (Fire & Ice)”, dedicada a Josh Freese (Guns N’ Roses, A Perfect Circle), que andou falando algumas coisas que não devia, ao que parece.
Slayer pede que fãs ignorem igreja que irá a memorial de Jeff Hanneman
O Slayer postou a seguinte mensagem aos fãs nas redes sociais: “Quer irritar os integrantes da Westboro Baptist Church? Faça exatamente o que nós e a família faremos – ignore-os totalmente Eles não existem. Venha celebrar a vida de Jeff conosco”.
A igreja batista de Westboro estará presente, da mesma forma que esteve no funeral de Ronnie James Dio. Ou seja, para incomodar. O memorial acontece amanhã, em Los Angeles.
Fã derruba Jason Newsted do palco
Incidente ocorrido durante o show de ontem, em Nova Iorque, enquanto a banda tocava “Whiplash”, do Metallica. O cidadão invade o palco e empurra o baixista por trás aos 3:10 do vídeo.
Paul McCartney escreve cartas em apoio a integrantes do Pussy Riot
O ex-beatle Paul McCartney divulgou em seu site oficial nesta quarta-feira (22) duas cartas – alegadamente escritas de próprio punho – em apoio às integrantes do Pussy Riot presas na Rússia por terem feito “oração punk” contrária ao presidente Vladimir Putin na catedral de Moscou em fevereiro de 2012.
Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova cumprem pena de dois anos. A primeira anunciou nesta quarta o início de uma greve de fome, depois que a justiça impediu sua presença em uma audiência sobre o pedido de liberdade antecipada.
De acordo com o site de Paul, as cartas são enderaçadas a autoridades russas. No texto a respeito de Maria, ele escreve: “Minha opinião pessoal é que a manutenção do cárcere para Maria vai ser prejudicial para ela e para a situação como um todo, que, claro, está sendo assistida por pessoas ao redor do mundo. Na grande tradição de justiça pela qual o povo russo é famoso (boa parte são meus amigos), acredito que a atenção a esse pedido [de condicional] enviaria uma mensagem positiva a todas as pessoas que acompanham este caso”.
Já na carta para Nadezhada, Paul diz: “Há muito tempo, tenho me relacionado com o povo da Rússia, e, com isso em mente, estou fazendo esse pedido, de acordo com espírito de amizade, a meus amigos russos, que, assim como eu, acreditam que devemos tratar as pessoas – todas as pessoas – com compaixão e bondade”.
Fonte: G1











