Vocalista do Amaranthe desabafa contra machismo no Heavy Metal

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Em declaração ao The AU Review, da Austrália, a vocalista Elize Ryd (Amaranthe) comentou como é ser mulher em uma banda de Heavy Metal. “Dentro da banda é legal, todos me veem como uma irmã. Às vezes me sinto sozinha, pois quero fazer coisas que eles não fazem. Mas sinto que as mulheres sempre são vistas como objeto na cena Metal, o que acho injusto. Sou definitivamente uma feminista nesta perspectiva. Normalmente, quando alguém quer falar algo ruim do grupo, o foco sou eu, mesmo tendo outras cinco pessoas”.

A cantora faz questão de deixar claro que não está simplesmente advogando em causa própria. “Recebo emails de garotas que dizem ser maltratadas e convivem com esse tipo de ódio. Elas se sentem melhores ao saber que essas coisas também acontecem comigo. Sei que não devemos levar esse tipo de situação para o lado pessoal, mas é difícil não o fazer. Espero que mude um dia”.

KISS: 40 anos de “Hotter Than Hell”

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KISS: “Hotter Than Hell”
Lançado em 22 de outubro de 1974

O início do KISS foi uma aventura. Empresariado por Bill Aucoin, um diretor de televisão que era novato no mundo da música, e contratado pelo selo Casablanca Records, do executivo Neil Bogart – reconhecido por tornar famosos alguns cantores adolescentes na década de 1970 -, o grupo não sabia muito bem o que fazer.

Por sorte, conseguiram experimentar o bastante para que explodissem com “Alive!”, em 1975. Mas até lá, o caminho foi difícil. Não só pela falta de oportunidades e recursos, mas também por escolhas erradas. “Hotter Than Hell”, segundo da discografia dos mascarados, comprova ainda mais o talento dos envolvidos justamente porque conseguiram brilhar sem a menor condição de obter-se um bom resultado.

Para começar, os nomes responsáveis pela terrível produção do disco de estreia, autointitulado, foram repetidos aqui: Kenny Kerner e Richie Wiser. Sabe-se lá como, a dupla conseguiu emular um som ainda pior com timbres fracos, pouco ganho e sensação de abafamento sonoro. Por acaso, “Hotter Than Hell” tem um conteúdo mais pesado e a sonoridade de baixa qualidade parece ajudar em alguns momentos. Mercadologicamente, todavia, foi um tiro no pé.

A banda se mudou de Nova Iorque para Los Angeles só para trabalhar com a dupla de produtores (parece inacreditável, mas rolou isso mesmo). Em diversas entrevistas e no livro “Nothin’ To Lose”, que relata os anos iniciais do grupo, os músicos afirmaram que a nova cidade atrapalhou muito no processo de gravação – a começar pela guitarra de Paul Stanley, roubada no primeiro dia na cidade.

Como se tudo isso não bastasse, ainda tem a capa de péssimo gosto, com escritos em japonês sendo que a banda jamais havia tocado por lá. Era uma tentativa de impressionar o público norte-americano (“oh, eles já fazem sucesso no Japão”). Não deu muito certo: “Hotter Than Hell” entrou em 100° lugar nas paradas de discos dos Estados Unidos e fracassou comercialmente.

Apesar disso, é fácil reconhecer que “Hotter Than Hell” é um clássico do rock. As composições são muito boas, as performances surpreendem, a visceralidade atrai e a maturidade com a qual uma banda com um ano de história encarou esse desafio é, até hoje, louvável. Várias músicas da tracklist sobreviveram ao teste do tempo e fizeram parte dos repertórios de shows do KISS ao longo dos últimos 40 anos. Metade do álbum foi parar, obviamente em versão ao vivo, no “Alive!”. O resto é história.

“Got To Choose”, rock n’ roll charmoso e típico de Paul Stanley, abre o disco de forma grandiosa. A batida um pouco mais cadenciada, os backing vocals que marcam presença em quase toda a música e o apelo melódico são os destaques da faixa. “Parasite” deixa tudo mais dark, com uma tonalidade pesada que remete um pouco a Black Sabbath. Mas só um pouco. A canção, composta por Ace Frehley, é um dos melhores momentos do álbum e conta com uma performance invejável do Spaceman, em riffs e solos.

“Goin’ Blind” é uma sobra do primeiro disco, reaproveitada aqui. Composta por Gene Simmons em parceria com Stephen Coronel, a música é uma espécie de balada melódica com uma letra bizarra, que narra o amor entre uma jovem de 16 anos e um ancião de 93. Curiosamente, Coronel foi preso recentemente sob acusações de divulgar pornografia infantil. A faixa título tem um charme incrível por culpa da péssima produção. Parece ter encaixado. Típico hard rock inflamado, que ganha ainda mais força ao vivo.

“Let Me Go, Rock N’ Roll”, na versão deste disco, é um erro. A faixa tem apenas 2min15seg de duração, quando, ao vivo, chegava aos 6min, com um disparo de solos geniais de Ace Frehley. Cegos, os músicos do KISS ainda lançaram essa gravação da música como single. “All The Way” cumpre a função de hard rock básico no estilo de Gene Simmons. O refrão e o solo são os destaques.

“Watchin’ You” resgata o peso de “Parasite” com uma sequência de riffs de tirar o fôlego. Música irretocável. Às vezes imagino se o KISS caminhasse para esse lado, quase heavy metal: seria, também, genial. “Mainline” retoma a vibe rock n’ roll básico, na deliciosa voz de Peter Criss. Infelizmente, o Catman era um pentelho: ameaçou sair da banda se não assumisse os vocais dessa canção, composta por Paul Stanley.

“Comin’ Home”, uma rara parceria autoral entre Paul Stanley e Ace Frehley, mostra mais um erro de versão – neste caso, imagino, pela inexperiência ao invés da falta de bom senso. A versão no acústico, registrado pela MTV, mostra o real valor desta ótima música. No disco, um filler de luxo. “Strange Ways” fecha o álbum com destaques para Frehley enquanto compositor e Peter Criss como vocalista. Mais uma demonstração de peso orgânico, pouco comum na trajetória do KISS.

Logo no início do KISS, a relação entre o lado “bonzinho” (Paul Stanley e Gene Simmons) e a parte “chapada e malvada” (Ace Frehley e Peter Criss), no maniqueísmo que Simmons e Stanley sempre pregaram, começou a ficar conflituosa. Justamente os vícios de Frehley e Criss davam início a uma série de problemas que o grupo viveria nos anos seguintes. Mas a fome pela fama era ainda maior. E, mesmo que indiretamente, “Hotter Than Hell” é parte importante do estômago satisfeito dos quatro rockstars.

Paul Stanley (vocal, guitarra)
Gene Simmons (vocal, baixo)
Ace Frehley (guitarra, baixo em 3, 9 e 10)
Peter Criss (vocal, bateria)

01. Got To Choose
02. Parasite
03. Goin’ Blind
04. Hotter Than Hell
05. Let Me Go, Rock N’ Roll
06. All The Way
07. Watchin’ You
08. Mainline
09. Comin’ Home
10. Strange Ways

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Rob Halford acha Michael Bublé excitante e inspirador

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Em entrevista ao New York Post, Rob Halford falou sobre os cantores que gosta de ouvir em outros segmentos musicais. “Quando escuto Michael Bublé é excitante, inspirador. Me sinto do mesmo modo com Michael Feinstein e Ryan Adams. Me sinto atraído por vozes diferentes, como a de Adele. Vi um show de Barbra Streisand em Phoenix, foi incrível, sua voz é tão pura. Também sinto paixão por alguns tipos de ópera. Possuo uma grande coleção de Luciano Pavarotti e canto ‘Nessun Dorma’ para aquecer nos bastidores”.

DVD de Ozzy é número 1 em quatro países

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A compilação Memoirs Of A Madman foi o DVD mais vendido da última semana em quatro países. O trabalho chegou ao topo das paradas de Estados Unidos, Canadá, Suécia e Finlândia. O material traz os videoclipes da carreira do Madman, além de shows, entrevistas e várias outras atrações.

Led Zeppelin: 45 anos de “II”

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Led Zeppelin: “II”
Lançado em 22 de outubro de 1969

O Led Zeppelin surgiu com a tentativa do guitarrista Jimmy Page de formar um novo Yardbirds. A proposta funcionaria apenas na teoria, pois o grupo realmente se chamaria “The New Yardbirds” só para cumprir um contrato de shows na Escandinávia.

Com Jimmy Page, estavam o baixista Chris Dreja, o vocalista Robert Plant e o baterista John Bonham. Mas logo Dreja deu lugar a John Paul Jones. Pronto: uma das bandas mais importantes do rock estava formada. O primeiro álbum, autointitulado e lançado em janeiro de 1969, foi um sucesso, e não poderia se esperar menos de seu sucessor.

“II” chegou às prateleiras há exatos 45 anos e foi gravado aos pedaços, em vários lugares diferentes, durante descansos de turnês, já que o quarteto fazia muitos shows. Mas isso não interferiu no processo de composição. Pelo contrário: chegou a ajudar, pois as jams e os improvisos que rolavam nos palcos tornaram-se novas composições.

Em comparação aos outros trabalhos do começo do Zeppelin, “II” é o mais pesado. Ainda que com as mesmas temáticas das letras e influência do blues e da música folk, seu antecessor e seus primeiros sucessores continham muitos momentos acústicos ou pouco distorcidos. Em “II”, a crueza prevalece – dedo da engenharia de áudio do lendário Eddie Kramer, ao lado da produção visionária de Jimmy Page.

A paulada “Whole Lotta Love” abre o disco em um misto soberbo de blues, rock n’ roll e psicodelia. Os riffs de guitarra, acompanhados pelo baixo, são avassaladores. Na sequência, a volátil “What Is And What Should Never Be” se assemelha mais com o primeiro álbum do Led Zeppelin, pelas variações entre momentos calmos e pesados.

“The Lemon Song” é um blues rock carismático, com um show a parte do gênio Jimmy Page. “Thank You”, composição de Robert Plant e Jimmy Page, quebra o clima. Entre as músicas mais lentas da carreira da banda, esta é uma das melhores. A simplicidade dessa faixa aconchegante a torna irresistível.

“Heartbreaker” coloca um pé no acelerador e outro na distorção. Os riffs e solos de Page, altamente inspirados, são icônicos no rock. A injustiçada “Living Loving Maid (She’s Just A Woman)” chega com uma gostosa levada classic rock. A música recebeu pouca atenção do Led Zeppelin por conta da namorada de Jimmy Page à época, Charlotte Martin, que não gostava da temática da letra: groupies. Sentiu-se ofendida.

“Ramble On”, altamente folk, é influenciada pelo livro “O Senhor Dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien. John Bonham brilha nessa faixa, assim como na próxima, a instrumental “Moby Dick”. Após os riffs incríveis de John Paul Jones e Jimmy Page, Bonzo dispara um solo de bateria durante a gravação – algo raramente visto até então.

O encerramento fica por conta da readaptação de “Bring It On Home”, composta por Willie Dixon e popularizada por Sonny Boy Williamson II. Apenas a introdução e algumas outras nuances remetem à canção original. A maioria das modificaçoes foi realizada por Jimmy Page e Robert Plant. Um desfecho apoteótico para um álbum indispensável.

A recepção, como sempre, foi calorosa: “II” chegou à primeira posição das paradas inglesas, canadenses e estadunidenses, onde o disco chutou “Abbey Road”, dos Beatles, do topo dos charts. O Led Zeppelin era o novo fenômeno mundial e, ao meu ver, especialmente com o visceral “II” eles conseguiram influenciar toda a geração roqueira seguinte.

Robert Plant (vocal, gaita)
Jimmy Page (guitarra, violão)
John Paul Jones (baixo, órgão, teclados)
John Bonham (bateria, tímpano, percussão)

01. Whole Lotta Love
02. What Is And What Shoud Never Be
03. The Lemon Song
04. Thank You
05. Heartbreaker
06. Living Loving Maid (She’s Just A Woman)
07. Ramble On
08. Moby Dick
09. Bring It On Home

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Acústico do Alice In Chains em DVD na Livraria Cultura

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Original de 1996, o MTV Unplugged do Alice In Chains foi registrado na Brooklyn Academy Of Music, em Nova Iorque. O trabalho pode ser adquirido em DVD (com músicas que não entraram na transmissão original da televisão) neste link.

Guitarrista do Slipknot defende banda das acusações de esposa do falecido baixista

Members of Slipknot, Shawn Crahan and Jim Root, perform during the Download music festival in Castle Donington

Na nova edição da Sweden Rock Magazine, o guitarrista Jim Root defendeu o Slipknot da acusação de que os colegas de trabalho teriam sido condescendentes com o vício do baixista Paul Gray, falecido em 2010. “Acho que ela diria qualquer coisa que os advogados quisessem ouvir. Paul era nosso irmão. Tentamos colocá-lo em tratamentos várias vezes. Fizemos intervenções, eu fui até a casa dele com minha ex-namorada e sempre o via na cama. Ele estava mais indisponível para nós que o contrário. Me sinto mal pela situação”.

Brujeria está de volta, cabrón!

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O Brujeria assinou contrato com a Nuclear Blast para o lançamento de um novo disco, o primeiro full-lenght desde Brujerismo, de 2000. Atualmente, a formação conta com Juan Brujo, Fantasma, Hongo, El Cynico, Hongo Jr., A. Kuerno, Pinche Peach, Pititis, III e Baby Brujo. Mais detalhes em breve.

Raven libera tracklist do álbum de covers

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Party Killers será dado de graça aos fãs que participarem do financiamento coletivo do novo trabalho de inéditas do grupo, ExtermiNation. O tracklist traz:

01. Too Bad Too Sad (Nazareth)
02. Bad Reputation (Thin Lizzy)
03. Cockroach (The Sweet)
04. Fireball (Deep Purple)
05. Hang On To Yourself (David Bowie)
06. He’s A Whore (Cheap Trick)
07. In For The Kill (Budgie)
08. Is There A Better Way? (Status Quo)
09. Ogre Battle (Queen)
10. Queen Of My Dreams (Edgar Winter)
11. Tak Me Bak ‘Ome (Slade)

Após ser dado como doente terminal, Wilko Johnson está curado de câncer

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O guitarrista Wilko Johnson anunciou à BBC que os médicos o certificaram livre do câncer pancreático descoberto em 2012. À época, especialistas deram ao músico apenas alguns meses de sobrevida. Este ano, optou-se por arriscar tudo em uma cirurgia de alta complexidade, que durou 11 horas e removeu por completo o tumor, que pesava 3 quilos. Antes, Wilko havia lançado o álbum Going Back Home, com Roger Daltrey (The Who) nos vocais.

Detalhes de novo álbum ao vivo do Foreigner

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The Best Of Foreigner 4 & More traz a banda prestando homenagem ao seu álbum mais popular, além de interpretar outros hits da carreira. O trabalho sai no dia 5 de dezembro com as seguintes faixas:

01. Night Life
02. Woman In Black
03. Urgent
04. Waiting For A Girl Like You
05. Break It Up
06. Girl On The Moon
07. Say You Will
08. Feels Like The First Time
09. Cold As Ice
10. Hot Blooded
11. I Want To Know What Love Is
12. Juke Box Hero

Judas Priest lança vinil para o Record Store Day

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5 Souls traz as cinco faixas das edições deluxe do álbum Redeemer Of Souls (“Snakebite”, “Tears Of Blood”, “Creatures”, “Bring It On” e “Never Forget”). O trabalho estará disponível em LP 10 polegadas durante o Record Store Day, em 28 de novembro.