Testament confirma data de lançamento do novo álbum

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O Testament confirmou que seu próximo trabalho de estúdio, The Brotherhood Of The Snake, será lançado no dia 28 de outubro. As gravações foram finalizadas recentemente. Agora, as músicas estão sendo mixadas por Andy Sneap. Será o 11º full-length da carreira do grupo.

“Não sou eu quem vai se aposentar, é o Black Sabbath”

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Em entrevista à Billboard, Ozzy Osbourne deixou claro que não veria problema em estender a turnê de despedida do Black Sabbath. Porém, a decisão não passa exclusivamente por suas vontades. “Tony Iommi queria fazer 80 shows e assim será. Sei que muitos não poderão nos ver, mas é como vai acontecer. Depois, seguirei com a carreira solo. Não se trata de um trabalho, mas uma paixão, o maior amor da minha vida. Não sou eu quem vai se aposentar, é o Black Sabbath”.

Guitarrista coloca o Def Leppard no “mercado do escapismo”

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O guitarrista Phil Collen falou ao Syracuse.com sobre a possibilidade de o Def Leppard gravar uma música que fale sobre a situação do mundo. “Tenho visões políticas muito fortes e poderia, facilmente, escrever uma canção com esse tipo de motivação. Porém, não somos uma banda que aborda esses temas. Pertencemos ao mercado do escapismo”.

Resenha: Rage – The Devil Strikes Again [2016]

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Mudanças de formação não são, exatamente, uma novidade na carreira do Rage. Peter “Peavy” Wagner é o único músico a figurar na escalação desde o começo, mais de 30 anos atrás, quando a banda ainda se chamava Avenger. Portanto, nenhuma surpresa no fato de o vocalista e baixista alemão aparecer com dois novos escudeiros. O que se recupera é a característica multinacional, muito exaltada nos tempos com o russo Victor Smolski e o estadunidense Mike Terrana. Desta vez, assume a guitarra o venezuelano Marcos Rodriguez, enquanto o baterista grego Vassilios Maniatopoulos empunha as baquetas e senta no kit. Restava saber se o grupo manteria o namoro firme com a música clássica ou resgataria seu lado mais agressivo, adormecido já há um bom tempo. A segunda opção venceu, embora a primeira esteja, definitivamente, incorporada às características.

A dúvida parece ser sanada com a abertura do disco. Os riffs e a levada acelerada da faixa-título são um bálsamo aos ouvidos de quem não aprovava a fase mais recente da discografia. O êxtase metálico prossegue em “My Way”, que havia sido lançada como primeiro single. “Back On Track” parece ser mais que um título de música, representando uma retomada de estilo, atestada com o belo trabalho de guitarras de Marcos e os vocais dobrados. O lado mais melódico regressa em “The Final Curtain”, enquanto “War” mostra a capacidade já conhecida de Peavy em oferecer um som pesado sem deixar de ter uma abordagem acessível. Ecos de tempos recentes aparecem na rápida e direta “Ocean Full Of Tears”. O roteiro se repete em “Deaf, Dumb And Blind”, cujo refrão deve soar ainda melhor ao vivo – se é que terá essa chance um dia.

A série de referências se estabelece nos trabalhos dos anos 1990 em “Spirits Of The Night”, com suas variações de andamento. O Heavy Metal mais cadenciado de “Times Of Darkness” abre caminho para o encerramento, com “The Dark Side Of The Sun” e seu início, com riffs que beiram o Thrash, junto ao andamento que vem a calhar para a situação, mudando totalmente com o desenrolar do arranjo. A edição eespecial traz um CD bônus com seis outras músicas, incluindo covers. The Devil Strikes Again resgata detalhes que o Rage tinha perdido pelo caminho, se consagrando como o melhor disco da banda em um bom tempo. Os novos músicos podem não ser tão técnicos quanto os de outras formações – o que só vamos poder atestar de forma definitiva quando presenciarmos algum show –, mas resgataram o punch e vigor que haviam se perdido. Para um recomeço, está mais do que bom.

Nota 8,5

Peter “Peavy” Wagner (vocais e baixo)
Marcos Rodriguez (guitarra)
Vassilios Maniatopoulos (bateria)

01. The Devil Strikes Again
02. My Way
03. Back On Track
04. The Final Curtain
05. War
06. Ocean Full Of Tears
07. Deaf, Dumb And Blind
08. Spirits Of The Night
09. Times Of Darkness
10. The Dark Side Of The Sun

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Cabeçote: Saiba quem já acusou ou foi acusado de plágio no rock

A ação judicial que representantes da banda Spirit moveram contra o Led Zeppelin voltou a colocar casos de plágio na música em evidência. No processo em questão, Robert Plant e Jimmy Page foram acusados de copiarem a música “Taurus” na composição de “Stairway To Heaven”.

O resultado absolveu Jimmy Page e Robert Plant. Não é a primeira vez que astros do rock são processados em função disso, mas vale destacar: é raro que casos do tipo cheguem aos tribunais. Geralmente, por indicação da própria corte, ambas as partes são estimuladas a chegarem a um acerto fora do âmbito judicial.

Na lista abaixo, resgato alguns casos de acusações de plágio notáveis dentro do classic/hard rock. No metal, praticamente não há casos do tipo – somente especulações, como o debate sobre a semelhança entre “Enter Sandman” (Metallica) e “Tapping Into The Emotional Void” (Excel).

KISS e Alice Cooper: as semelhanças entre “Dreamin'”, do KISS, e “I’m Eighteen”, de Alice Cooper, foram tão notáveis que executivos ligados a Cooper processaram a banda liderada por Paul Stanley e Gene Simmons, sob a acusação de plágio. Os ouvidos estavam atentos, pois a ação judicial foi movida apenas um mês depois do disco “Psycho Circus”, onde “Dreamin'” está inserido, ter sido lançado. O caso foi resolvido fora dos tribunais e Alice recebeu um valor após acerto entre ambas as partes.

Beatles e Chuck Berry: John Lennon foi acusado de plagiar Chuck Berry, por conta das semelhanças entre “Come Together”, dos Beatles, e “You Can’t Catch Me”, Berry. O curioso é que a acusação não foi feita por Chuck, mas sim pela Big Seven Music Corp, detentora dos direitos da canção. Berry jamais moveu um processo, pois, consciente de que era um dos criadores do rock, sabia que poderia processar qualquer artista dos anos 1950 e 1960 – todos o copiaram, mesmo que sem essa percepção. A situação foi resolvida fora do tribunal e John Lennon concordou em gravar três canções de Morris Levy, proprietário da Big Seven. Duas delas foram lançadas: “Ya Ya” e a já mencionada “You Can’t Catch Me”.

Coldplay e Joe Satriani: “Viva La Vida” é uma das músicas mais famosas do Coldplay. No entanto, as semelhanças entre o hit e “If I Could Fly”, do guitarrista Joe Satriani, foram tantas que o músico decidiu processar a banda inglesa. Ambos resolveram o caso fora dos tribunais, por sugestão da própria corte, e não foi divulgado se Satriani recebeu royalties – provavelmente não.

Vanilla Ice e Queen: o hit “Ice Ice Baby”, de Vanilla Ice, chegou ao topo das paradas de sete países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido. Mas a semelhança da linha de baixo da canção com a de “Under Pressure”, de Queen e David Bowie, era gritante. O caso não foi para o tribunal porque Ice decidiu resolver antes, com o pagamento de direitos autorais aos compositores.

Rod Stewart e Jorge Ben: Rod Stewart foi acusado de plágio pelo hit “Do Ya Think I’m Sexy” por Jorge Ben. O brasileiro afirmou que a música se parecia muito com sua música “Taj Mahal”. O caso foi resolvido fora do tribunal e Stewart concordou em doar os lucros com a veiculação da faixa à Unicef. Rod classificou o caso como um “plágio inconsciente”, pois a faixa foi composta após uma visita ao Rio de Janeiro, no Carnaval, em 1978.

George Harrison e Chiffons: em carreira solo, George Harrison lançou “My Sweet Lord”, que chegou ao topo das paradas de 14 países, incluindo o Reino Unido, terra natal do músico. Seis anos depois, após uma ação judicial, a justiça determinou que Harrison copiou a música “He’s So Fine”, do grupo feminino Chiffons, de forma inconsciente. O ex-Beatle, que precisou pagar US$ 587 mil de indenização, afirmou ter se inspirado em “Oh Happy Day”, música cristã de domínio público, para compor o hit.

John Fogerty e Creedence Clearwater Revival: o caso mais bizarro da lista, pois, neste caso, John Fogerty plagiou a ele próprio. O que aconteceu, na verdade, foi um pouco mais complexo do que isso. Depois do fim do Creedence, em 1972, Fogerty desistiu dos direitos de publicação de suas músicas com a banda. Em 1984, ele lançou a música “The Old Man Down The Road” e foi acusado de, nessa canção, ter copiado “Run Through The Jungle”, composta por ele, mas sob os direitos de Saul Zaentz. Fogerty venceu o processo (afinal, ele é o compositor de ambos os trabalhos), mas precisou mudar as letras de outra faixa que lançou posteriormente, “Zanz Kant Danz”, com ataques a Zaentz. O caso também provocou uma discussão na área penal americana, pois ele só existiu porque a lei abria brechas para tal.

Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e “fundador afastado” do site Van do Halen. Atualmente, é redator-chefe do site Cifras. Assina a coluna Cabeçote semanalmente.

Within Temptation promete surpreender fãs em novo álbum

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Durante a coletiva realizada no festival francês Hellfest, a vocalista Sharon Den Adel falou sobre o próximo álbum do Within Temptation. “Já estamos trabalhando nas músicas, mas ainda há muito a fazer. Não há data de lançamento prevista. Posso adiantar que viremos com alguma surpresa, como foram os convidados em Hydra ou os quadrinhos de The Unforgiving. Sempre tentamos criar algo inesperado”.

Bill Ward já realiza shows com nova banda

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O Day Of Errors, nova banda do baterista Bill Ward (Black Sabbath), realizou seu primeiro show no último sábado, em Long Beach, Califórnia. A segunda apresentação ocorre nessa terça-feira, durante o Ultimate Jam Night, em West Hollywood. Como o baterista deixou claro, todas as músicas tocadas são próprias, ninguém deve esperar algo do seu antigo grupo. Completam a formação o guitarrista Joe Amodea e o baixista Nick Diltz, ambos se revezando nos vocais.

Mick Jagger volta aos estádios e perde mais uma

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Após assistir a derrota da Inglaterra contra a Argentina na Copa de 1998, as eliminações dos ingleses, Estados Unidos e Brasil no Mundial de 2010 e marcar presença no Mineirão, durante o vexatório 7 a 1 sofrido pela seleção canarinho em 2014, Mick Jagger esteve em Nice, França, para acompanhar o English Team contra a Islândia. O vocalista dos Rolling Stones chegou a postar um vídeo em seu Twitter, manifestando apoio aos conterrâneos. A mensagem foi apagada após os islandeses, que saíram perdendo, virarem o jogo, eliminando Rooney e companhia da Eurocopa nas oitavas-de-final. Tarde demais, o mundo tratou de fazer vários resgates. O pé segue congelado…

Novo álbum do Mastodon deve ser duplo

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Inicialmente, o Mastodon entraria em estúdio apenas para fazer um EP. As ideias eram tantas que os planos mudaram e um álbum completo era vislumbrado. Agora, o guitarrista e vocalista Brent Hinds revelou à Guitar World que o processo pode ir mais além. “Deve ser um trabalho duplo. Um eu compus com Brann (Dailor,baterista) e Troy (Sanders, baixista) durante as sessões de Once More ‘Round The Sun. Se chama Cold Dark Place e retrata um rompimento que passei na vida. O segundo está sendo escrito pelo resto da banda, ainda não sei exatamente do que se trata. Vou colocar meus solos no material em breve. Gravarei com minha Flying V signature, em cima de uma cadeira, usando máscara de lobisomem. E estou falando sério”.

Corey Taylor bebeu próprio vômito para tentar impressionar Marilyn Manson

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Prestes a iniciar uma turnê norte-americana reunindo Slipknot e Marilyn Manson, o vocalista Corey Taylor falou à Rolling Stone sobre a primeira vez que as duas atrações excursionaram juntas. E lembrou um acontecimento nada agradável. “Foi no Ozzfest de 2001. Considero Antichrist Superstar um dos melhores álbuns de todos os tempos. Não apenas do Rock, da música como um todo. Passei a turnê inteira bêbado. Um dia, estávamos no camarim, vomitei em um copo e bebi. Queria impressionar Manson, mas ele ficou maluco, não achou nada legal. Deu meia-volta e se mandou”.

Meliah Rage oferece edições retrabalhadas de álbuns

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O Meliah Rage disponibilizou, em seu Bandcamp, edições remasterizadas dos álbuns Barely Human (2004) e Masquerade (2009). As novas versões ficaram a cargo do produtor e engenheiro de som Peter Rutcho. Elas foram retrabalhadas direto das masters originais. Os tracklists foram mantidos.

Tarja diz ter encontrado felicidade fora do Nightwish

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Na entrevista coletiva durante o Hellfest, na França, Tarja Turunen comentou sua evolução artística desde 2005, quando foi convidada a se retirar do Nightwish. “Muitas coisas mudaram. Aprendi muito nos últimos anos. Ser uma artista solo é completamente diferente de estar em uma banda, situações incomparáveis. Mas encontrei felicidade, liberdade e, sendo honesta, realizei um sonho ao poder compor e apresentar minhas próprias músicas ao público. Sou muito grata pela oportunidade, mesmo com os tempos difíceis do mercado musical”.