Guitarrista comenta problema de saúde de baterista do Mr. Big

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O guitarrista Paul Gilbert falou ao programa de rádio sueco Radio Fireball como o baterista Pat Torpey, diagnosticado com Mal de Parkinson. “Ele está melhorando. É uma doença séria e complicada, não apenas para ele, como para todos nós. Além da parte física há um abalo mental, então estamos dando todo o apoio. Foi difícil lidar no começo, mas Pat está aprendendo a lidar com os desafios. Estou muito orgulhoso por ele”.

Cabeçote: Os 25 anos de “Dr. Feelgood”, do Mötley Crüe

Em razão da morte de Jimi Jamison, a publicação da coluna “Cabeçote” foi atrasada em 45 minutos.

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Mötley Crüe: “Dr. Feelgood”
Lançado em 1° de setembro de 1989

Como Nikki Sixx diz: “se o Mötley Crüe era a banda n° 2 dos Estados Unidos em 1987, em 1989 se tornou a banda n° 1″. Essa é uma afirmação baseada nas paradas do país, já que “Girls, Girls, Girls” (1987), disco anterior a “Dr. Feelgood”, atingiu a segunda posição dos charts. A “derrota” foi para “Whitney” de Whitney Houston. O almejado topo nos charts só veio em 1989, com o disco que hoje completa 25 anos.

Música não é uma competição. Neste caso, “apesar” do segundo lugar, “Girls, Girls, Girls” fez grande sucesso. Um contraponto, já que a vida pessoal dos integrantes do Mötley Crüe fracassava. Todos estavam com problemas relacionados a drogas e álcool. Com exceção de Mick Mars, que se desintoxicou sozinho, a formação do Crüe precisou se internar em uma clínica de reabilitação. O caso mais extremo foi o de Nikki Sixx, que chegou a ser dado como morto por conta dos abusos (o livro “The Heroin Diaries” resume bem esse período).

Sóbrios – ao menos na medida do possível e naquele momento em especial -, os músicos trabalharam em um disco que deveria suceder e ser tão bom quanto “Girls, Girls, Girls”. Desde o terceiro trabalho da discografia, “Theatre Of Pain” (1985), o Crüe não flertava muito com o heavy metal observado nos anteriores. A orientação para o hard rock ficou mais evidente. Era como um “Aerosmith adulterado”.

“Dr. Feelgood” segue um pouco a linha dos anteriores. Duas diferenças, no entanto, são básicas e notáveis. A primeira é a produção de Bob Rock, que entendia que o grupo precisava soar de uma forma distinta. Para isso, os timbres e a captação sonora são impecáveis. A segunda é que, mais inspirados e menos derrotados, os músicos fizeram melhores composições. A parte autoral é capitaneada por Nikki Sixx, como de costume, mas Mars coescreveu oito das 10 faixas (11, se considerarmos a abertura de 42 segundos). Um ponto muito positivo.

A abertura “TNT (Terror ‘n Tinseltown)” é uma anti-prévia. Soa como se o disco ainda tivesse a enfadonha produção do álbum anterior. Mas a entrada da faixa título, com timbres vivos e mixagem perfeita, desmistifica essa percepção. O “Aerosmith adulterado” é notável nessa música. O estilo de vocal e de harmonias lembra a banda de Boston, mas com um peso que é cortesia exclusiva de Mick Mars. Ótima forma de mostrar que o Crüe estava de volta.

“Slice Of Your Pie” começa com um violão malandro, mas descamba para um hard levemente blueseiro, com batida sensual e boa performance de Vince Neil e Mick Mars. A pegada bluesy ganha uma acelerada em “Rattlesnake Shake”, com todos os clichês que o hard rock se permitia à época. Tanto pela letra, com a óbvia temática sexual, baixo que segue a bateria, refrão grudento, guitarra com distorção no ponto certo e acréscimo de metais e até apito (!) em pontos estratégicos. Faixa fora de série.

O miolo de “Dr. Feelgood” tem o seu ponto mais alto e mais baixo. O clímax do trabalho é “Kickstart My Heart”. A letra relata a experiência de Nikki Sixx quando é revivido pelos médicos após a overdose de heroína que sofreu em 1987 e se sente “fora do próprio corpo”. O verso irresistível, o refrão feito para arenas, a bateria incrível de Tommy Lee e os riffs magníficos e o solo com talkbox de Mick Mars são alguns dos atrativos desse clássico do hard oitentista. A pior parte vem logo depois, com a terrível balada “Without You”. Enjoativa, arrastada e sem o perfil do Crüe, a canção está completamente deslocada nesse disco. Há quem goste – até atingiu o top 10 de singles dos Estados Unidos. Mas nunca me convenceu.

“Same Ol’ Situation (S.O.S.)” tem a mesma personalidade de arena que “Kickstart My Heart”. Os versos destacam a voz de Vince Neil, que ainda dava para o gasto. O refrão gruda na cabeça e demora para sair. Tommy Lee volta a se destacar, assim como Mick Mars na execução do solo. “Sticky Sweet” resgata a pegada Aerosmith – tanto que Steven Tyler faz backing vocals na música. O riff é tentador e a cozinha é desacelerada de forma estratégica.

A sensualidade continua em “She Goes Down”, mais direta e descarada na letra. O instrumental dessa canção é incrível – mal dá para lembrar que existe voz no meio dela, só no refrão. “Don’t Go Away Mad (Just Go Away)” é a única boa balada do disco, até por ter um pouco da pegada do Crüe: não é completamente melosa, mas é melódica a ponto de grudar na cabeça. O final acelerado é uma sacada de gênio. “Time For A Change” conclui um dos discos mais clássicos do hard rock de forma morna, infelizmente. Mas é interessante perceber que a composição funciona quase como um prenúncio. Em tradução livre, o refrão diz: “Mudança; Agora é hora de mudança; Nada vai ficar igual; Agora é hora pra mudança”.

Claro que a letra de “Time For Change” tem um contexto social – em tempos de fim da União Soviética, os estadunidenses resolveram ter alguma compaixão com o resto do mundo. Politicagem a parte, o prenúncio se refere ao que aconteceria com o Mötley Crüe após “Dr. Feelgood”. O enorme sucesso e a rentável turnê não foram suficientes para que o quarteto sofresse uma baixa em 1992.

Pouco depois do lançamento da turnê “Decade Of Decadence”, Vince Neil deixou de integrar a banda. Há controvérsias sobre ele ter saído por conta própria ou ter se demitido. Fato é que sua vaga foi ocupada por John Corabi e o legado altamente popular do Crüe chegou ao fim – junto da década de 1980, ironicamente. “Dr. Feelgood” foi a escalada ao topo e o último suspiro neste pico. Com exceção das duas baladas mencionadas no texto, trata-se de um disco irretocável, que marca o fim de uma era.

Vince Neil (vocal, guitarra rítmica em 7)
Mick Mars (guitarra, violão)
Nikki Sixx (baixo)
Tommy Lee (bateria, piano)

Músicos adicionais:
Bob Rock (baixo em 11, backing vocals em 1, 4, 8, 9, produção)
Steven Tyler (backing vocals em 8 e introdução de 3)
John Webster (honky tonk piano em 4, teclados e programações)
Bryan Adams (backing vocals em 8)
Sebastian Bach (backing vocals em 11)
Tom Keenlyside, Ian Putz, Ross Gregory, Henry Christian (marguerita horns em 4)
Jack Blades (backing vocals em 7 e 8)
Rick Nielsen (backing vocals em 9)
Robin Zander (backing vocals em 9)
Ian Geiger (guitarra e baixo adicionais)
Donna McDaniel (backing vocals)
Emi Canyon (backing vocals)
Marc LaFrance (backing vocals)
David Steele (backing vocals)
Mike Amato (backing vocals em 11)
Bob Dowd (backing vocals em 11)

01. T.N.T. (Terror ‘N Tinseltown)
02. Dr. Feelgood
03. Slice Of Your Pie
04. Rattlesnake Shake
05. Kickstart My Heart
06. Without You
07. Same Ol’ Situation (S.O.S.)
08. Sticky Sweet
09. She Goes Down
10. Don’t Go Away Mad (Just Go Away)
11. Time For Change

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Morre Jimi Jamison, vocalista do Survivor

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O TMZ informou que o vocalista Jimi Jamison morreu na noite deste domingo, de um ataque cardíaco. A notícia foi confirmada pelo manager Sally Irwin. Jimi tinha 63 anos e ficou conhecido pelos tempos como vocalista do Survivor, além da banda Cobra e o trabalho solo. Mais informações assim que reveladas.

EDIT: O Survivor se manifestou em sua página oficial do Facebook. “Estamos chocados e tristes com a morte do nosso irmão Jimi Jamison. Nossos pensamentos, amor e orações vão para sua família e amigos”.

Wikimetal entrevista: Richie Kotzen

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Esta semana o Wikimetal entrevista o guitarrista e vocalista Richie Kotzen. O músico fala sobre seu momento atual, com Winery Dogs e carreira solo, além do passado com Poison e Mr. Big. Ele passará pelo Brasil em Outubro, se apresentando no dia 14 no Rio de Janeiro (Teatro Rival Petrobras), 15 em São Paulo com Crashdiet (Carioca Club) e em Belo Horizonte no dia 16 (Circus Rock Bar).

No Orgulho Nacional, o Statues On Fire, banda nova de André Alves, que tocou no Nitrominds e Musica Diablo.

Na promoção da semana, um WikiBrother ganhará um par de ingressos para o show de Richie Kotzen em São Paulo.

O Wikimetal edição 193 pode ser conferido aqui.

Após ser taxado de novo Satã, Jon Bon Jovi desiste de comprar time da NFL

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De acordo com o New York Post, Jon Bon Jovi saiu do grupo de acionistas que pretendia comprar o Buffalo Bills. Os torcedores locais vinham fazendo campanhas contra o músico, após vazar a informação de que havia uma pretensão de tirar a franquia do seu local atual. Como nome mais conhecido, o cantor acabou se tornando alvo principal da sagacidade dos fãs do esporte. Uma rádio local, inclusive, já havia banido as músicas de Jon e sua banda da programação, em protesto.

Sebastian Bach responde comentário de Ted Nugent

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“Ser um racista é ser fraco”. Assim, em um tweet, sem citar nomes, Sebastian Bach respondeu o recente comentário de Ted Nugent, o chamando de fraco por seus problemas com o álcool.

Vinnie Paul garante não ter mágoa de Phil Anselmo e Rex Brown

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Questionado pelo MetalBlast.net sobre os sentimentos em relação aos antigos companheiros de Pantera, o baterista Vinnie Paul garantiu não ter nada de ruim em relação a eles. “Não há nenhuma mágoa de minha parte. É como quando você se divorcia. Isso acontece por um motivo. Você não precisa manter contato com aquela pessoa, vê-la novamente ou fazer qualquer coisa com ela. Simplesmente não tenho interesse”.

Ex-vocalista do Judas Priest lança novo disco

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O vocalista Al Atkins (Judas Priest) lança no dia 29 de setembro o terceiro disco do Atkins May Project, trabalho que mantém com o guitarrista Paul May. Empire Of Destruction tem um DVD bônus e conta com o seguinte tracklist:

CD

01. Dog Eat Dog
02. Whisper To The Wind
03. A World At War
04. The Midas Touch
05. Here Comes The Rain
06. Darkness Within
07. Reckless Child
08. Paranoia

DVD

* Welcome To The Nightmare
* Fight
* The Shallowing (unplugged)
* The Darkness Within
* Enslaved To Love
* Interview with Paul May and Al Atkins

Baixista fala sobre possibilidade de novo disco do Faith No More

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O baixista Billy Gould revelou à Classic Rock Magazine que o Faith No More realmente pensa em fazer algo novo. “Devemos gravar um disco em algum ponto não muito distante do futuro. Seria algo muito bom voltar a fazer algo criativo”. O último trabalho de inéditas, Album Of The Year, saiu em 1997.

Ted Nugent diz que Sebastian Bach é um fraco

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Em entrevista ao Radio.com, Ted Nugent falou sobre suas impressões em relação a Sebastian Bach, com quem tocou no supergrupo Damnocracy, formado pelo VH1 em um reality show. “Amo o cara, ele é incrivelmente talentos, um cavalheiro na maior parte do tempo. Porém, é fraco. Não entende o conceito do corpo como um templo sagrado, a prestação de contas e como sua indulgência e veneno arruínam sua vida, relações, casamento e capacidades musicais. Se ele estiver vendo isso, te amo, Sebastian. Mas quando você está bêbado, não é nem perto de quem é sóbrio”.

Hoje, 1º de setembro

- Há 112 anos era lançado Viagem À Lua, de George Mélies. A produção francesa é considerado o primeiro filme de ficção científica da história.

- Há 75 anos a Alemanha invadia a Polônia, dando início oficial à Segunda Guerra Mundial.

- Há 41 anos Rod Stewart chegava ao topo da parada britânica com a coletânea Sing It Again, Rod.

- Há 37 anos o Rush lançava o álbum A Farewell To Kings.

- Há 34 anos o Saxon lançava o álbum Strong Arm Of The Law.

- Há 25 anos o Mötley Crüe lançava o álbum Dr. Feelgood.

- Há 14 anos Doro lançava o álbum Calling The Wild.

- Há 8 anos o Blind Guardian lançava o álbum A Twist In The Myth.

- Há 4 anos o Kamelot lançava o álbum Poetry For The Poisoned.

Newman regrava primeiro álbum e relança com faixas bônus

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Os britânicos do Newman regravaram seu álbum de estreia, de 1997. A versão original havia sido lançada de forma independente, antes da assinatura de contrato com a Escape Music. Além das faixas originais, uma música exclusiva da versão japonesa e três inéditas fazem parte do pacote. O tracklist completo traz:

01. If It’s Love
02. A Million Men
03. Say You Believe
04. What Does It Take
05. Faith
06. Let Your Heart Rule
07. When I Wake Up
08. That Kind Of Girl
09. I Know You
10. Tears Are Not Enough
11. Backdoor Man (originally bonus track for Japan)
12. Crush On You (unreleased)
13. Love By Design (unreleased)
14. Stand Up (unreleased)